segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Sra. Privada e a Princesa - uma história do desfralde relâmpago

Cresci ouvindo minha mãe dizer que, antes de completar meu primeiro ano de vida, tirei a fralda, olhei para ela e disse, convicta: "isso coça".

E nunca mais usei fraldas. Também não dei o menor trabalho para ela. Eu simplesmente estava pronta e sinalizei o mais claro que pude.

Minha sogra conta que com meu marido também foi assim. Logo que ele fez um ano, tirou as fraldas e já era um mocinho - indo no banheiro ou sacando o "pipi" para fora quando a vontade apertava (aliás, vamos combinar que os homens têm uma mega vantagem nessa hora, não?)

Enfim, essa introdução toda era para dizer que, por conta do nosso "histórico", eu realmente achei que desfraldaria a Amelie na mesma época.

Só que, do nada, a pequena pegou um pavor danado da Sra. Privada. Não queria ficar perto, chorava e se empolava toda se eu fizesse a menção de levá-la ao banheiro. E aí eu larguei mão e não forcei mais.

Toda vez que alguém vinha comentar sobre o filho prodígio, que saiu da fralda aos oito meses, eu fazia cara de paisagem. Sério, não queria impor algo para a minha filha que, claramente, ela não se sentia preparada para enfrentar.

Foi então que ela começou a me avisar quando tinha de fazer xixi. Senti que a hora havia chegado.

Saí e comprei um adaptador para a Sra. Privada todo trabalhado no  rosa. Embrulhei para presente e dei para a Amelie. Ela olhou, não se interessou e nem quis experimentar. Depois de uma semana, eu comentei com ela:

"Ah Filha, vamos ter que devolver o assento da Sra. Privada para a Tiana*. Ela foi tão legal ao mandar isso para a gente e você nem deu bola"
* Tiana é a Princesa do desenho " A princesa e o Sapo, campeão de audiência lá em casa

Ela me olhou, desconfiada e perguntou:

"Mãe, você falou obrigada para a Tiana?"

"Mas é claro que não! Você nem usou! Como eu vou agradecer por um presente que você não quer?"

Ela parou, olhou para o lado e, num impulso que pareceu muito corajoso, me disse:

"Vamos lá então".

Sério. Depois desse dia, ela não quis mais colocar a fralda, nem para dormir. Ela me avisa toda vez que quer fazer uma visita à Sra. Privada e não está usando fraldas nem para dormir. Ah! E ainda não tivemos nenhum acidente. Nada. Nenhum xixi na calça. Ou na cama.

E aí, faz uma semana que a Princesa Tiana nos ajudou com o desfralde lá em casa.

A gente escreveu um bilhete para agradecê-la (a pequena desenhou um "sapo" num papel) e ela disse que já podemos enviar de volta o assento cor de rosa. Afinal, agora ela é uma moça e a Sra. Privada já é parceira!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O banho, o dente e a vaidade.

Desde que a Amelie é bem pequena, nós tomamos banho juntas. Falei sobre isso aqui e aqui. Não canso de repetir que é um dos momentos mais deliciosos do meu dia!

Enfim, na quinta-feira passada estávamos nos preparando para sair do box quando eu alertei a pequena sobre o quão escorregadio o chão estava. Não deu tempo nem de terminar a frase e lá estava ela: estatelada no chão.

O pai, que se preparava para pegá-la com a tolha, ficou sem reação. Eu a peguei do chão e fui olhar a boca. "Quebrou o dentinho dela, meu deus", falei em voz alta. 

Ela, que já estava chorando muito, deu aquele suspiro e voltou a gritar ainda mais alto. Foi aquele corre corre. Foi o pai pegar água com açúcar, a mãe bizzarramente pelada correu pela casa com a criança no colo tentando acalmá-la. Quando finalmente ela parou de chorar, pediu para ir ao espelho. Como a boca estava inchada, ela mal conseguia enxergar os dentinhos (que estavam lá, apenas com as bordas lascadas. Quem nunca?).

"Mamãe, quebou meu dente, mamãe. E agola?"

Ela só ficou mais tranquila quando olhou a boca no espelho umas 30 vezes e viu que os dentes estavam lá.

Quando a avó ligou e perguntou para o que tinha acontecido, ela começou a chorar novamente, dizendo que tinha ficado sem os dentes. Ela estava tão sentida e desesperada que eu não consegui segurar e chorei também. 

Vejam bem, ela é muito vaidosa. Muito além do que eu poderia esperar para uma criança que não tem nem 2 anos e meio. Ao passear com ela no shopping, a loja de brinquedos passa completamente desapercebida. Mas a de sapatos, é sempre a favorita.

Agora, pensem numa pessoa muito pouco vaidosa. Essa sou eu. Raramente uso maquiagem e não ligo de sair de casa toda descabelada. Deveria ter vergonha de dizer isso, mas é a pura verdade! Toda essa vaidade da minha pequena é da personalidade dela. Não é algo que eu instigo ou incentive, de maneira alguma. 

Porém, eu também não interfiro. Se ela gosta de arrumar os cabelos, vamos arrumar! Quer pintar as unhas? Bora colocar um hipoalergênico nela! Mas tudo, tudo é feito em clima de brincadeira. Eu pinto a unha dela e ela pinta a minha. É nosso momento de meninas! Ela penteia meu cabelo e eu o dela. Maquiagem? Só para brincar de princesa.

Mesmo que eu tenha tomado todo cuidado do mundo para que a vaidade não fosse algo tão forte, percebi que essa batalha vai ser brava. Porque a vaidade já machucou o coração da minha pequena, quando ela achou que estava banguela. Oh God!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

A escola

Não estou feliz com a escola em que coloquei a Amelie - e pelo visto, ela também não. Ainda chora para vestir o uniforme e gruda na minha perna ao chegarmos no colégio. E eu, saio sempre com o coração em mil pedaços, pensando no que posso fazer para deixar o dia dela mais leve e divertido.

Além de tudo, ela perdeu peso e voltou a ficar doente com frequência. O alerta vermelho soou forte aqui dentro do peito e eu decidi que não quero mais minha pequena ali.

Quando eu voltei a trabalhar, a escola da escola foi muito mais por comodidade minha, confesso. É do lado da minha casa e eu tinha boas referências. Quando a coordenadora me apresentou a proposta pedagógica, me apaixonei. Sentia que seria uma coisa meio Cid, o Cientista (desenho que me encanta profundamente). Mas com o passar do tempo, percebi que não era assim tão legal.

Muitas coisas têm me incomodado: comecei a perceber o quão presos eles ficam. As salas são escuras, com móveis escuros e que sempre me dá a impressão de sujeira. Acho que tem mais crianças por professora do que o ideal. Percebi que eles têm muitas atividades em frente a televisão. Opa! Peraí. Eu realmente não pago uma pequena fortuna para deixarem minha filha passar a tarde vendo Patati Patatá (Dvd que, inclusive, nem temos em casa). 

Outro dia ela chegou falando palavrão. Estava brincando com o pai e soltou um sonoro PUTAQUEOPARIU. Eu fiquei bege. Palavrões são proibidos em casa e, quando percebemos que falamos algo, nos repreendemos. Mas isso tem sido muito raro. Enfim, fui questionar a escola, contar o ocorrido e a resposta, de bate-pronto, foi:

- Ela deve ter ouvido isso na rua.

Foi aí que a escola entalou na garganta e eu fiquei muito mais intolerante com muitas coisinhas.

Hoje já fui visitar uma nova escola, que está dentro dos meus padrões financeiros. Porque eu sei de colégios maravilhosos - mas que custam uma grande fortuna (sério, vi um colégio que custava R$ 2,2 mil!!!!!!)

 Mas agora estou receosa com a escolha. As apresentações sempre são lindas, mas como saber se aquela instituição vai satisfazer meus anseios e acalmar a ansiedade da minha pequena?

Preciso de ajuda nessa. Alguém aí?

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mãe feliz

Minhas calças estão apertadas: o que deixa claro o meu ganho de peso. Fiz escova progressiva há menos de um mês. Paguei uma fortuna por ela e meu cabelo já está um fuá de novo. Tenho trabalhado como uma doida, ficando horas no escritório e sem conseguir me desligar do mundo virtual (já contei que sou social media e trabalho com facebook o dia todo?). Ando cansada, dormindo pouco e ficando maluca com o tanto de coisas que preciso fazer.

Mas preciso confessar: NUNCA, nessa minha pouca vida, eu estive tão FELIZ. A minha pequena está evoluindo a cada dia que passa (sim, eles crescem em vez de diminuir, vejam só!). Fala de tudo, conta até dez, sabe o alfabeto inteiro (inclusive k,w,y) e canta mais de 30 músicas diferentes. 


Eu trabalho o dia todo e não vejo a hora de chegar, dar-lhe um beijo bem gostoso e curtir uns bons momentos com ela (de vez em quando, regados a pirulito e chocolate). Ela adora cor de rosa (e só tem usado o que tem essa cor), diz que me ama em momentos aleatórios e me faz um carinho incrível. Faz birra, manha, se joga no chão, o que demonstra uma personalidade forte e um gênio difícil. Mas estou conseguindo domar a "fera" com aqueles ensinamentos ótimos daquele programa inglês com a babá: Cantinho do castigo e ignorando os ataques de fúria.

Pois é. Passei só para dizer que eu estou bem, viva e feliz. Prometo que volto para contar mais detalhes do desenvolvimento da pequena (até porquê esse blog faz parte da minha memória - são muitos momentos incríveis para serem lembrados com riqueza de detalhes).


Beijos da gordinha workaholic feliz.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Eu casei


E aí que eu casei. Com direito a buquê, dia de beleza e tudo mais que uma noiva tem direito. Embora eu nunca tenha me imaginado como noiva (que de verdade, eu não fui mesmo), a festinha foi linda, do jeito que a gente imaginou. Mas deu um trabalhão.


Primeiro porque a gente não tinha dinheiro. Minha avó deu de presente o bufê, mas mesmo assim, tivemos de limitar muito o número de convidados. Só chamamos mesmo a família e os amigos que vemos com mais frequência - o que deu um total de 70 pessoas. 


Eu coloquei a mão na massa pra valer. Toda decoração foi feita por mim. Não tivemos bolo - que é um absurdo de caro e bem dispensável, para mim - só doces de compota, tradicionais e deliciosos. 


A pequena deu um show a parte, devo contar. Comprei um vestido de princesa e ela se auto intitulava Bela (sim, da Bela e a Fera). Ela dançou, rodou, carregou um mini buquê e foi a estrela da festa. 


E eu queria passar por aqui para falar que eu andava sumida por conta disso. Todo o planejamento me deixou sem um ínfimo segundo para passar por aqui e deixar as minhas novas impressões sobre o desenvolvimento da pequena.


Mas nós estamos bem. Felizes, juntos e nos amando mais do que nunca! Ainda essa semana vou atualizar minhas visitas aos blogs que adoro e escrever novos textos!


Ah! Quem gostou das fotos, tem mais algumas! www.ateliedesonhos.com.br



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Proibida a entrada de crianças

Quem é pai sabe: sair com criança pequena requer um planejamento logístico super trabalhoso. Além dos itens indispensáveis como fraldas, lenços umidecidos e afins, é preciso levar em conta também o lugar de destino, uma vez que, infelizmente, não são todos os estabelecimentos que aceitam crianças. Sim minha gente, isso acontece muito.

Este domingo fui tomar café com 2 amigas muito queridas em uma bela padaria perto da casa da minha mãe. É um lugar que eu frequento desde que eu tenho uns 10 anos. Nesse tempo todo o estabelecimento cresceu e ficou chiquérrimo (e preconceituoso).

Explico: eles não gostam de crianças e isso ficou bem explícito nessa nossa última visita. Primeiro que eles não têm cadeirões. Um lugar imenso, com dezenas de mesas e nenhuma cadeira que acomode os pequenos.

Até aí ok, vai. Mas percebi que fomos tratadas de maneira diferente por estarmos com uma criança. Os funcionários que se aproximavam de nós o faziam de cara amarrada. A pequena derrubou o suco dela uma vez e o funcionário falou, em alto e bom som: De novo eu vou ter que limpar essa bagunça?

Detalhe: o de novo foi porque uma das minhas amigas já havia derrubado, acidentalmente, um copo de iogurte. Cara, isso pode acontecer com qualquer um!!!

Enfim, achei isso o maior absurdo. Eles não estavam fazendo um favor ao receber a mim e a minha filha. Se eles não querem receber crianças, que coloquem na entrada (junto a placa que proibe cachorros), os dizeres: é proibida a permanência de crianças no salão.

E para que vocês não corram o risco de passarem por isso, nem cogitem visitar a Confeitaria Paris, no Jardim França, em São Paulo.

Ainda to espumando com isso!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Manhas e birras mode on

Faz uns dias que a pequena anda birrenta. Não quer comer, tomar banho, dormir, colocar meias ou casacos em dias frios (como hoje).

Eu tenho tentado ficar calma e transparecer confiança, mas a verdade é que eu tenho conseguido lidar muito bem com esse novo comportamento da pequena.

Além disso tudo, ela tem andado super agressiva. Outro dia, acordou de madrugada e veio direto me bater.

O engraçado é que na escola ela não tem apresentado esse tipo de comportamento. As professoras dizem que ela costuma ser bastante carinhosa.

Enfim, escrevo mais para pedir ajuda a vocês, minhas fiéis leitoras. Vocês ja passaram por algo parecido? Como lidaram com a situação?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A primeira semana de vida social: de mãe e filha


A primeira semana de adaptação não foi de todo ruim. Claro que da minha parte, porque já estou em um ritmo de trabalho tão intenso que, às vezes, eu pisco e o dia já acabou. Mas acredito que para a pequena, o dia passa se arrastando e ela não vê a hora de ir para casa.

Os primeiros dias da semana passada foram realmente bem difíceis. Ela chorou, se agarrava em mim e não adiantou eu ficar por perto por um tempo: isso só piorava as coisas. Depois, a gente começou a criar outras estratégias: comecei a conversar com ela e dizer que eu entendia seu sofrimento. Que eu sabia o quão difícil era ficar longe – porque eu também sentia falta dela. Mas que agora ela já não era mais um bebê e que a escola faz parte do dia a dia de quase todo mundo.

Ela entendeu, sério. Passou a chorar menos, é verdade. Mas as estratégias mudaram. Num dia, ficou acordada até 23h30 da noite. Eu a colocava na cama, dava boa noite, ela pegava no sono (na verdade, me enganava lindo!) e depois ia pra sala munida do seu cobertor, travesseiro e chupeta gritando: Acodô!!!!!!!!!

Depois, na sexta-feira, ela deu um upgrade no planejamento estratégico do projeto: Vamos ficar em casa com a mamãe! Como ela tinha ido dormir super tarde no dia anterior (quarta-feira), na quinta, quando eu cheguei em casa ela já estava dormindo (e, confesso, meu coração ficou pequeno, pequeno).

Na sexta, acordou super cedo. Coloquei ela para assistir o atual filme favorito (Monstros S.A – ela acha que a Bu é ela, gente...) e fui tomar um banho rapidinho.

Quando saí para me trocar, cadê meus sapatos? 

Ela olhou para mim, com aquela cara blasé e disse: ADÊ?

Detalhe que os sapatos do maridão estavam lá na sapateira, intocados. 

Eles não estavam debaixo da minha cama, opção mais acessível por ela. Fui para sala e quando fui olhar debaixo do sofá escutei lá atrás: ACHOOOOOOOOO.

Gente, sério. Eu sentei para dar risada, dei um mega abraço apertado nela, beijei, mordi, fiz cócegas. Enfim, tudo aquilo que a gente tem vontade de fazer quando vê uma criança fazendo fofuras pela vida. 

Saímos de casa as duas, dando risada e com a alma mais leve. Nesse dia ela nem chorou tanto, só resmungou um pouco, mas foi com as tias.

Eu? Estou retomando a vida social aos poucos. Essa semana já fiz minha unha (oh!), mas ainda não tive tempo de cortar o cabelo, fazer a sobrancelha ou depilção. Aos poucos, minha gente, vou conseguindo voltar à vida normal – aquela que você não vê a hora de chegar em casa na sexta-feira. E não é porque é dia de tomar uma cervejinha, mas sim porque eu sei que o dia seguinte será só meu e dela.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Adaptação escolar dia 2 e 3 e feriado de Páscoa!

E daí que a pequena foi para escola na quinta-feira e ao chegar, abriu o maior berreiro. Enquanto ela chorava de um lado eu enxugava minhas lágrimas de outro. Bastou chegar em casa que eu liguei para escola para saber como ela estava   e o choro já havia ido embora. Mas foi só aparecer um infeliz vestido de coelho para que ela ficasse completamente apavorada. Ficou até com febre, tadinha...


A coordenadora pedagógica me ligou dizendo que muito provavelmente esta era uma febre emocional e que passaria tão rápido quanto apareceu - e foi o que aconteceu. Mas eu fiquei em casa, aflita!


[No post anterior eu esqueci de comentar que, além de todo aquele corre corre, eu ainda tinha uma encomenda gigantesca de origamis para entregar na sexta! Por um lado, até que foi bom, porque enquanto a Amelie estava na escola, eu fiquei dobrando. Mãos ocupadas, mente serena.]


Foi buscá-la umas 16h30 e a encontrei chorando. Quando ela me viu, não sabia se chorava, se dava risada. Deus do céu, mais uma vez meu coração veio na boca. Como é difícil vê-la nesse estado.


O final de semana foi imensamente turbulento. Eu passei muito mal na sexta-feira, fui para o hospital duas vezes, tomei toneladas de remédios para dor e dei início a um tratamento com antibióticos por conta de uma baita infecção urinária. Como efeito colateral, o remédio dá uma sensação generalizada de cansaço ótima para quem tem um zilhão de coisas para fazer.


Hoje a pequena não ficou bem na escola. A professora disse que chorou o tempo todo, não comeu e só tirou um pequeno cochilo. Eu já havia decidido buscá-la logo após o almoço e não esperar o tempo máximo que ela conseguiria ficar. Acho que isso estressa mais do que adapta.


Mas no tempo que ela ficou na escola, aproveitei para comprar uma lancheira linda e um copo todo bacana para ver se ela fica mais animada de ir amanhã - o dia do meu retorno ao trabalho.


Ainda bem que esta semana minha sogra e minha mãe vão me dar uma mãozinha e a pegarão na escola logo depois do almoço - o que me deixa um pouco mais tranquila.


Enfim, não está sendo muto fácil.



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Adaptação escolar - dia 1

Pensem em uma semana atribulada. Pois a minha está muitíssimo complicada! 


No dia em que me ligaram da empresa para me fazerem a proposta de emprego, meu irmão também me ligou para contar que minha mãe havia sido internada com pneumonia. Pronto, já fiquei apavorada, preocupada, ansiosa para vê-la o mais breve possível.


Como eu já estava na escola resolvendo as burocracias de matrícula, compra de material e uniforme, terminei tudo com calma, fui para casa da minha avó (mãe da minha mãe) para contar para ela o que estava acontecendo e tecer um plano de ação. Ficou decidido que eu dormiria com ela no hospital e lá fomos nós organizar o maior plano de logística para que tudo desse certo.


Levei a pequena para dormir na minha sogra, afinal, não sabia a que horas chegaria do hospital e meu marido sai antes das 7h da manhã para trabalhar.


Fui para o hospital passar a noite com mamis (que está estabilizada, sem maiores riscos, graças a Deus!). Mas se eu dormi umas 2 horas foi muito. Cheguei em casa podre, mas estava tão ansiosa com as coisas pra fazer que não consegui descansar. Arrumei a casa, separei uns documentos e esperei a pequena, que só chegou em casa ao meio dia!


Ela estava super cansada, pois ficou brincando a manhã toda com os avós. Tirou um cochilo e assim que acordou, a levei para a escola. 


Segundo as prôs - ela tem 5: duas na parte da manhã e três a tarde - ela chorou na primeira meia hora. Depois brincou com os amigos, dançou na sala, socializou toda bonita, comeu o lanchinho que mandei e pronto! Eu apareci para buscá-la. Ela ficou apenas 2 horas, que foi o combinado com a coordenadora pedagógica.


Mas partiu meu coração a hora que ela me viu. Me abraçou forte e, meio soluçando, me chamou. Haja força! 


Daqui a pouco ela acorda e lá vamos nós novamente! Espero que hoje ela fique melhor!


Ah, e quando a gente pergunta pra ela o que tem na escola de mais legal, sabe o que ela responde? "Amigos, mamãe!"
Não é de morrer de fofura?



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mercado de trabalho: eu estou voltando!

Minha antiga chefe me falou: Não fique mais de 6 meses fora do mercado se não quiser ser excluída dele. E eu já estava há longos  10 meses com a minha pequena que, apesar de terem sido deliciosos, sentia que chegava o momento de sair em busca de oportunidade.


Eu cheguei a falar em vários momentos que este é um processo realmente difícil. Sem dinheiro para colocá-la na escola, como fazer para ir em entrevistas de emprego, sem ter alguém com quem ficasse com ela?


Mandei meu currículo despretensiosamente para algumas empresas. Muitas sequer me responderam ou me contataram para falar sobre o processo seletivo. Quando me contatavam, me ofereciam um salário tão ridículo que não valia a pena sair de casa - eu acabaria pagando para trabalhar.


Finalmente, perdi as esperanças de voltar ao mercado como jornalista e então, como contei aqui, resolvi seguir um rumo diferente. Até estava dando certo, quando um amigo querido me indicou para uma vaga em um lugar em que eu já havia trabalhado.


Esse volta ou não volta está rolando desde novembro passado e, sinceramente, não tinha muitas esperanças. Mas ontem, uma ligação fez meu dia e semana que vem, volto ao trabalho.
Estou num misto de sentimentos contraditórios: uma alegria tremenda por sair de casa versus uma tristeza profunda em deixar de ficar o tempo todo com a Amelie. Já comecei a me preocupar com a escola: será que os amiguinhos vão bater nela? será que ela saberá se defender? Será que ela pensar que eu a abandonei?


Enfim, são tantos pensamentos tolos, afinal, a Amelie está super esperta e falante. Começa a adaptação na escola hoje - com direito a lancheira, uniforme e material didático, pode? Vai fazer novos amigos e aprender coisas incríveis! E eu eu voltarei a ter vida social e deixarei para trás essa minha cara de lavadeira!!!! Mas sentirei falta dos carinhos dela durante o dia...


Vou deixando vocês informadas sobre esse  ciclo que se inicia em nossas vidas! Que venha o novo!!!!!

terça-feira, 27 de março de 2012

Tá na hora de dormir!

Uma das coisas que mais me preocupava, desde a Amelie nasceu, era a hora de dar boa noite. Minha mãe sempre me contou de como eu era agitada, não dormia, fazia birra e realmente achei que o DNA teria grande influência neste momento.


Como prevenir é melhor que remediar, desde que a Amelie é bem pequena, procurei estabelecer rotinas bem rígidas durante a noite. Por um tempo, ela não queria dormir de jeito nenhum em seu quarto. Então, deixava que ela pegasse no sono na minha cama e eu a carregava até o berço. Até que identifiquei o problema: ela não se sentia mais confortável em sua cama de bebê. A minha impressão (já que ela ainda não falava) é que ela se sentia incomodada com as grades do berço.


Aí que ela ganhou da avó um quarto todo cor de rosa, com direito a uma mini cama linda. E, embora a hora do sono tenha ficado mais fácil, minha presença era solicitada até que ela pegasse no sono e não percebesse minha saída do quarto.


Hoje, foi o primeiro dia em que estabelecemos a rotina e, após meu boa noite, saí do quarto com ela acordada e não ouvi uma lamentação sequer. Dormiu feito uma princesa e eu quase morri de orgulho!


Aqui em casa fazemos assim: 


1º- Preparo a mamadeira da noite, bem caprichada e morninha. Minha vó sempre me falou que é ótimo esquentar a barriga antes de dormir!


2º - escovamos os dentes, coisa que ela ADORA! Se eu deixar, ela escova umas 20 vezes por dia!


3º Colocamos o pijama, arrumamos a cama, colocamos a grade de proteção (uma ótima compra, diga-se de passagem) e ela deita na cama.


4º - Rezamos e ela pede saúde e proteção a quem desejar. Nunca forcei nome algum e todo dia lembra de alguém diferente!


5º Conto a história do loro, que sempre começa e termina do mesmo jeito: "Era uma vez um loro de penas verdes e bico amarelo, que morava em uma árvore, mas que gostava de voar por aí para conhecer novos amigos. "
No meio da história eu falo sobre algum bichinho novo (vale tudo: aranha, cobra, peixes, baleias, lobos, enfim... o que minha imaginação permitir) ou algum comportamento bacana (emprestar as coisas, pedir licença, escovar os dentes). O Loro sempre aprende algo!E depois de passar por tanta coisa, o loro começa a ficar cansado e a história termina assim: "Aí o Loro resolveu voltar pra casa, pois estava cansado e com sono. Pousou em seu galho, pegou seu travesseiro, tomou seu tetê e dormiu. Vamos dormir para encontrar com o Loro?"


E ela vira para o lado e dorme. Fofa, fofa, fofa!!!!!!!!




PS: Mas como nem tudo é perfeito, ela tem acordado durante a madrugada e vem correndo para minha cama. Ontem me fez quase morrer de susto me acordou com um tapão na cara! rs

quinta-feira, 22 de março de 2012

Apresentando a mais nova profissão da mãe

Depois que eu me tornei mãe, minhas escolhas começaram a passar por um critério bastante rígido, levando em conta aspectos de prioridade e necessidade. 

Trabalhar, para mim, é uma grande necessidade - como já deixei claro aqui. Mas cuidar da pequena, por enquanto, é uma prioridade. Então, como satisfazer os anseios dessa mãe que vos fala?


Pois bem. Tive um plano mirabolante e comecei a colocá-lo em prática há mais ou menos um mês. Sempre fui super fã de artesanato e, desde que me conheço por gente, faço coisinhas para vender. Acho que meu primeiro trabalho como artesã foi aos 10 anos, quando descobri uns fios aveludados nas coisas da minha mãe e resolvi fazer pulseiras com eles. Fui aprender diferentes maneiras de trançar e voilá: vendia tudo o que produzia na escola! 


Com uns 16, comecei a fazer acessórios para cachorros (aquelas gravatinhas, lacinhos etc). Pouca gente ainda fazia isso e, então, consegui ganhar um dinheirinho. Quando fiz uns 18 anos, cismei que queria uma carteira de tecido com espaço para guardar meu bilhete de metrô (a tecnologia do Bilhete Único ainda não havia chegado). Peguei uns retalhos e comecei a costurar (à mão), algumas carteiras. As pessoas gostaram e eu comecei a fazer sob encomenda. Ganhei um bom dinheirinho, especialmente quando fiquei desempregada por um tempo.


Eu nunca havia parado para pensar nessa minha linha artística até pouco tempo. Eu e o Dan resolvemos oficializar nossa união, com casamento no civil e um almoço para a família. Como a grana está muito curta, resolvi colocar a mãe na massa e fazer a decoração para este superhiper mini wedding. E foi aí que descobri mais um dos meus talentos: ORIGAMI!


As coisas que fiz para o casório ficaram tão lindas que resolvi fazer disso um início de profissão. Abri uma lojinha no Elo7 (http://www.elo7.com.br/plicat/) e estou colocando os produtos aos poucos. A ideia é que, até o final do ano, consiga oferecer muitas e muitas coisas em origami. Por enquanto, temos apenas buquês e um anel (que vocês podem conferir logo abaixo!). Semana que vem teremos carteiras, porta-cartões, lembrancinhas de maternidade e colares. Mais pra frente, objetos de decoração (este foi deixar de surpresa, porque ainda está em fase de testes!).


Não poderia estar mais feliz com a minha escolha, sério! Tenho conseguido produzir tranquilamente e a Amelie já está aprendendo a dobrar! Não pode ver um pedaço de papel que me chama e diz: "Mamãe, dobá!"


Eespero que gostem da novidade e estou aberta para receber encomendas ou pensar em novos projetos que atendam a necessidade de vocês! Decoração para festas, lembrancinhas para datas especiais. Enfim, só escrever!




Um grande beijo dobradinho!=)





Mini Buquê de noiva
Buquê grande de noiva
Anel com rosa em Origami

quarta-feira, 7 de março de 2012

Confissões de uma mãe

Eu não sou daquelas que bate no peito e diz que nasceu para ser mãe. Confesso que tive muita dificuldade para aceitar as novas limitações que surgiram assim que a Amelie nasceu. 

A primeira coisa que me incomodou muito foi a solidão que senti durante a licença maternidade. Sou uma pessoa falante, sempre fui muito sociável e me ver o dia todo com um bebê que não fala não é lá uma coisa muito empolgante. Além disso, não acho que a gente se torna mãe assim que a criança nasce. Na minha humilde opinião - baseada em minha pouca experiência - este é um processo complexo de conhecimento mútuo e que vai se solidificando com o passar do tempo.

Depois que eu parei de trabalhar, tive dias muito difíceis. Sentia falta de ter tempo de almoçar tranquilamente, fazer a unha, pentear o cabelo, ter conversas sobre assuntos importantes. Fora isso, sinto que existe sim um movimento da sociedade em desqualificar as mulheres que decidem se dedicar aos filhos e não à carreira. E, com o peso desse fator cultural, um sentimento de fracasso se instaurou plenamente por aqui. Como assim eu não era uma super mulher que tinha filho, trabalhava, cuidava da casa e plantava bananeira?

Enfim, demorou um bocado para que eu aceitasse minha nova condição de mãe e dona de casa em tempo integral. E isso aconteceu há bem pouco tempo, confesso. 

Mas quer saber? Agora estou numa fase maravilhosa e, por isso, tenho aparecido tão pouco por aqui. Procuro ficar o menor tempo possível na internet e curtido ao máximo a companhia da minha pequena. Ela agora etá falante e a gente já consegue conversar, acreditam?

Além disso, faço minhas coisas quando dá. Não deu para passar pano na sala (sou meio maníaca com limpeza...rs)? Muito bem, quando der eu faço. Quando der, faço minha unha, corto o cabelo... Vou me virando com o que eu tenho, como posso e me orgulho em falar que tenho me dedicado à pequena em tempo integral. Tem sido um aprendizado  intenso e maravilhoso - muito maior do que eu estaria adquirindo no mercado de trabalho, posso garantir.

Tenho me sentido mais sábia, mais esperta e mais bonita- mesmo com as mãos estouradas pelo uso de produtos de limpeza e com cabelo judiado pela falta de corte. São sentimentos que têm vindo de dentro pra fora, numa troca infinita com a pequena!

Depois de tantos posts desesperados, tristes e aflitos, pelo menos um para dizer que estou bem, muito obrigada!!!



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Religião

Não sou uma pessoa muito religiosa, embora reze toda noite e tenha muita fé na vida. Mas faz tempo que eu não frequento o centro espírita (sim, sou espírita) onde praticamente nasci e me criei. 

Daí que esses dias eu me peguei pensando nisso. O meu marido é católico, mas também não praticante. E aí? Qual é o exemplo que a Amelie vai ter de fé e religião?

Quando eu era criança, eu ia no centro espírita com os meus pais e, de vez em quando, à missa na igreja católica com minha vó. Minha mãe sempre nos criou de maneira aberta e acreditava que nós tínhamos que escolher uma religião que realmente fizesse sentido para gente (o que é tremendamente admirável).

Quando fiz uns 15 anos senti vontade de conhecer novas religiões. Então, se alguém batesse em minha porta querendo falar sobre isso, eu atendia! Conversei com Mórmons, Testemunhas de Jeová, fui a cultos evangélicos e giras de candomblé. Enfim, abri minha cabeça a todas as possibilidades! Ultimamente tenho me interessado muito pelo budismo, uma religião linda!

Depois disso, descobri Joseph Campbell, um dos maiores estudiosos de mitologia comparada do mundo. O cara é  fera e fez com que eu percebesse que não é preciso ter uma religião específica para ter fé. O Poder do Mito, O heróis de mil Faces, Para viver os mitos e Transformação dos Mitos são alguns dos livros que li e fiquei encantada!

Disse tudo isso porque acho muito importante que a Amelie tenha algum exemplo de fé para seguir: queira ou não, isso é algo indispensável na vida de qualquer pessoa. Pretendo criá-la da mesma maneira que minha mãe: apresentando religiões e deixando que ela fortaleça sua fé, a sua maneira. 

E acho que ela já começou a entender o sentido de rezar. Explico: Sexta-feira meu avô foi internado na UTI com  edema pulmonar. Eu sentei com ela e expliquei que o bizo precisava de muita energia positiva e que a gente rezaria por ele (Graças a Deus ele recebeu alta hoje!)

E toda noite, quando rezamos na cama, ela escolhe por quem quer rezar. Depois de agradecermos o dia que tivemos, ela nomeia as pessoas pra quem vai desejar proteção e saúde. De sexta pra cá, todos os dia falou do "Izo" nesse momento. Coisa linda de ver ela enumerando as pessoas e depois falando amém. 

Acho que estou no caminho certo, mas sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer quando o assunto é religião. 



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Hora do banho!

Não tem momento melhor no meu dia do que a hora de tomar banho. É bem verdade que faz um tempão que eu não sei o que é curtir uma chuveirada relaxante, sem interferências ou pressa em lavar o cabelo e ensaboar o corpo. Mas de um tempo pra cá o banho se tornou muito mais divertido do que de costume. Explico:

Amelie toma banho comigo, no chuveiro, desde que fez 5 meses.  Achava mais prático (ê palavra que não sai do vocabulário) e me economizava um tempinho. Assim que ela aprendeu a sentar, voltei com a banheira, mas sempre comigo. Eu a colocava na água e enquanto passava creme na cabeleira, a pequena se distraía com os patinhos.

Desde as nossas férias, aposentamos definitivamente a banheira. Ela toma banho debaixo do chuveiro e adora! Para que ela não escorregue, sempre coloco um chinelinho havaianas no pé dela e deixo para ensaboá-lo por último, com ela no colo.

Ela já ajuda a lavar seu cabelo, canta a música do ratinho, e faz questão de ensaboar minhas costas (ô coisa boa!). Depois que eu parei de amamentar, acho que esse é um dos únicos momentos que temos uma para outra! É quando eu sinto que ainda tenho um bebê e não uma mocinha que já escolhe o que vestir e chora quando tem que tirar o All Star verde e rosa com florzinhas do pé!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bom dia!

Depois que a Amelie aprendeu a falar mamãe é assim que ela me chama todas as manhãs. Antes disso, ela dava uma choradinha e, assim que eu aparecia na porta, ela abria o maior sorriso. E desde que ela nasceu é o mesmo ritual: a pego do berço, levo para o meu quarto, a gente tira uma preguiça bem gostosa, brincamos, damos risada e só então levantamos. Quando eu estava trabalhando formalmente, fazia questão de levantar mais cedo só para não perder esse momento tão delicioso!

A minha pequena dorme no quarto dela desde os 15 dias de vida. Embora ela goste mesmo de pegar no sono na minha cama, ela não estranha de acordar em seu berço. Quer dizer, para ser bem sincera, já sinto que ela está se incomodando com as grades do berço, fica nervosa por não poder subir e descer dele quando quer. Por conta disso, já estou pensando em reformular o quartinho dela, colocando uma nova cama e aposentando o berço e trocador: já não tenho mais um bebê em casa (choque!)

Para matar um pouco as saudades, aí vai um vídeo da pequena aos 5 meses, sendo acordada e mostrando aquela banguela linda que eu tanto amei (porque agora eu AMO os atuais 8 dentinhos!)





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Blogagem Coletiva: O parto do meu blog



O  Mamatraca sugeriu que hoje, nós mamães internautas, escrevêssemos sobre o nascimento de nossos blogs. Pois então eu decidi reviver o primeiro post desse espaço, escrito em 12 de novembro de 2009, quase 1 semana depois que descobri a gravidez. Eu estava com 8 semanas de gestação e muitas dúvidas na cabeça. Mais de 2 anos depois, sei que o blog me ajudou muito em momentos bastante importantes, como quando a Amelie Adoeceu e eu precisava compartilhar meus pensamentos! 




A princípio, não pensei que pudesse estar grávida (mesmo estando com o seio dolorido e inchado). Porém, engordei de uma hora para outra e comecei a ter enjôos. Das duas uma: ou eu estava doente de verdade, ou eu estava grávida!

Embora meu inconsciente tivesse certeza absoluta de que eu já estava gerando um pequeno ser, dava desculpas para o meu mal estar:  "Devo estar com problema de tireóide, retendo líquidos e com uma puta gastrite", dizia sempre - até porquê eu tinha muita coisa acontecendo ao meu redor para justificar todos esses temores. 

O namorado, percebendo a aflição, sugeriu um teste simples de farmácia. No começo, relutei dizendo que era IMPOSSÍVEL (mas era só porque eu tinha certeza do futuro positivo). 

Depois de um almoço quase normal (isso porque o enjôo já estava na minha cola), passei na farmácia e resolvi fazer o teste. A caixa dizia que depois do básico xixi, o teste daria o resultado em 2 ou 3 minutos. No meu caso, as duas linhas paralelas que acusam o positivo surgiram em mágicos e sacanas 2 segundos. 

De repente, o banheiro ficou quente e apertado. Por mais que lá no fundo eu já soubesse, minha cabeça ficou a mil. Afinal, um bebê não estava exatamente nos meus planos.

De verdade, eu temia a reação das outras pessoas, especialmente do namorado, peça chave desse triângulo amoroso que se iniciava. Mas ele ficou tão feliz, minha família ficou tão feliz, a família dele ficou tão feliz que eu fiquei bem mais aliviada (porque feliz eu já estava!!!!).

Mas o mais impressionante é como a ligação entre mãe e bebê mexeu comigo desde o primeiro instante. E por isso, decidi começar esse blog. Para relatar como essas duas linhas paralelas mudaram de vez a minha vida!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Minha perua


Ela já sabe o que como usa batom, blush e rímel. Faz questão de passar perfume e talco nos pés após o banho. Já calça meus sapatos e rouba os óculos escuros da tia. É ou não é a peruinha  mais linda de todas?


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ah, o dilema do trabalho!

Eu comecei a trabalhar aos 15 anos. Meu primeiro emprego foi um estágio como técnica em administração em um grande (e chic) shopping de Sampa. Aprendi a ganhar meu dinheirinho e passei a achar inadmissível pedir qualquer quantia para meus pais. Claro que isso acontecia vez ou outra, mas sempre fui bem controlada quanto a gastos.


Aí eu me formei em jornalismo e caí de cara no trabalho. Quando grávida, trabalhei até uma semana antes da Amelie nascer e voltei à labuta quando ela completou 5 meses. E eu estava decidida a crescer, ter mais experiência e ganhar mais para dar um pouco  de tranquilidade financeira à nossa pequena família. E aí veio o destino e soprou meus planos no vento.


Faz 8 meses que eu parei de trabalhar  e, desde então, tenho acompanhado - com prazer - o desenvolvimento da pequena. Sinto falta de trabalhar? Muito. Às vezes me dá vontade de chorar... Mas não me arrependo das escolhas que fiz.


Aliás, se eu fizer uma análise franca, digo com toda convicção de que trabalho muito mais em casa do que quando eu tinha um emprego formal. Vivo de olheiras, cabelo bagunçado e unhas cheias de cutículas. Minhas roupas sempre têm manchas esquisitas e aposentei a bolsa particular: carrego minhas coisas na bolsa da Amelie, por ser mais prático.


Acontece que, agora que a pequena está mais forte, mais saudável e mais esperta, a escola volta a ser uma forte possibilidade (até porque, uma hora ela vai ter que estudar, não?). Mas eu tenho repensado muito as minhas escolhas e sei que não quero um emprego que consuma 14, até 15 horas do meu dia. Sei também que não quero que ela fique na escola em tempo integral: acho que meio período é o ideal na idade dela. Mas as escolas estão tão caras que eu não tenho condição de bancar a mensalidade sem ter um trabalho fixo. Então, comofaz?


Este é meu dilema, esta é minha realidade atual - e acredito que muitas mães passam por isso. 


Por isso, se eu tiver uma ideia mirabolante, conto para vocês. =)



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!!


E daí que passou o Natal, Ano Novo e eu nem passei por aqui para desejar boas festas. Não foi por má vontade, mas por falta de tempo mesmo. Feliz Natal e Feliz Ano Novo! Pronto!!! rs

Passamos a véspera de Natal com minha mãe. Inventei de fazer um bolo de camadas com recheio de ganache e cobertura de pasta americana só pra me dar dor de cabeça. Fiz 6 receitas de pão de ló que embatumaram e foram para o lixo. Aí, decidi transformar uma receita de cupcake que nunca falha em um bolo normal. Sucesso!!!! Dia 25, comilança na biza. Delícia.

Depois fomos para a longínqua Lavínia, uma cidadezinha que fica à  600 km de Sampa. E foi aí que a saga sem fim começou. Só para situar, a avó do meu marido mora por lá, num sítio, que é uma delícia! Cheio de bichinhos fofos, comida caseira maravilhosa e ótimas companhias. Mas descobri que viajar com uma bebê que não para nunca pode alterar um pouco a nossa percepção.

Lá faz um calor que beira os 40 graus na sombra. Sorte é quando venta. Então, você fica pingando de suor o dia todo. Na hora do almoço o desodorante já venceu e você sente que precisa desesperadamente de um banho. Você, que não tem filhos, consegue jogar uma água no corpo. Mas cara amiga, se você tem uma cria que depende de você, ficará com budum até, quem sabe, umas 9 horas da noite.

Quando estou em casa, consigo fazer tudo. Cozinhar, tomar banho, às vezes fico um pouco no computador... Mas no sítio foi bem difícil. A casa é enorme e, claro, a avó do meu marido precisava de ajuda. Eu fazia alguma coisa quando dava (lê-se quando alguém era caridoso o bastante para ficar com a pequena Amelie). E olha, é um grande favor ficar com ela. Criança dá MUITO trabalho e são poucos que sabem disso. E, por isso, me sinto mal deixando a Amelie com alguém para, por exemplo, tomar uma cervejinha sossegada.

Além disso, é costume – ou melhor – tradição na família do meu marido deixarem as mulheres de um lado e os homens de outro. Os homens normalmente se divertem e a mulherada trabalha. O resultado disso foi uma mãe exausta e a beira de um ataque de nervos!

Na volta, nosso carro ainda quebrou. Começo de ano lindo!! RS


Brincando na terra com o primo querido

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Aí fomos para praia, numas férias que estávamos planejando desde setembro. E foi tudo lindo!! Ficamos no Sesc Bertioga, um lugar espetacular! Além do Parque Aquático delicioso, a colônia de férias tinha centenas de opções de lazer. Só para falar de alguns: redário (uma delícia depois do almoço), mirante, sala de brincar (com brinquedos especiais para crianças até 7 anos), cafeteria, cinema... Enfim, um paraíso. Para ser bem sincera, a praia ficou um pouco de coadjuvante.

A Amelie curtiu MUITO e toda noite praticamente desmaiava na cama. Acordava pedindo piscina e deixamos ela aproveitar tudo o que podia.

Outra coisa muito bacana, que preciso comentar, são as refeições que o Sesc oferecia. Nossa hospedagem incluía pensão completa e as refeições realmente me surpreenderam. Quem já comeu em algum Sesc aqui em São Paulo sabe que os pratos são elaborados com alimentos naturais e de maneira balanceada. E lá não foi diferente. 

Fiquei maluca, querendo todas as receitas! A Amelie provou muitas coisas diferentes, que eu não arriscava fazer para não sobrar muito. Por exemplo, amou sagu!

Foram férias incríveis e não vejo a hora de voltar!!

Mamãe pegando um bronze e Amelie tomando um mamazinho em frente ao brinquedo aquático do Sesc
***
E com toda essa brincadeira, a Amelie multiplicou seu novo vocabulário. As novas palavras são:
Avo – Ovo. É uma fofura ouvir ela falando isso!
teita= testa
toido= doido
tuito (de susto) = rojão/fogos/bomba
buola= bola
piti= piscina
manha = manga
Cói = corre
Teti = tênis
Mê = comer
Papá = comida
Abi = abre
Xixi = é xixi mesmo
Cocô = sim, é cocô, mas ela pode confundir com xixi.
Pepe= chupeta

E claro, mãe. A nova palavra preferida dela, inclusive com as variações: Mãe, mamãe, manhê!

E, agora que descobriu a força que ela tem, não para de me chamar – inclusive de madrugada. Ela acorda, me chama, eu levanto meio mãe, meio zumbi, chego no quarto dela e pronto. Ela pega a pepê dela e volta a dormir tranquilamente. E eu? Fico um tempão acordada, esperando o próximo manhê da madrugada.

Ok, agora que ela aprendeu, como eu faço para que chame o pai nessas horas? Alguma sugestão?