domingo, 25 de julho de 2010

Santa Funchicórea!

Sabe aquela marquinha de vacina que temos no braço direito? Graças a Deus, ela é a única lembrança que temos da BGC. Digo isso porque a reação a essa vacina é de cortar o coração de qualquer um.

Quando não é administrada no hospital, cabe à mãe levar o recém-nascido ao posto de saúde e segurá-lo enquanto a enfermeira aplica a dose, que protegerá o bebê contra a tuberculose. Eu, na minha santa ignorância, pensava que a marca era feita logo na aplicação e quase (muito quase mesmo) chorei antes de entrar com a Amelie na sala do posto. Mas a injeção é bem tranquila e a Amelie sequer chorou! A enfermeira me alertou que confirmação de que a vacina fez o efeito esperado deveria vir entre o primeiro e terceiro mês de vida da criança.

Bastou um mês e uma ferida apareceu no bracinho dela. Logo, se transformou em uma bereba (sim, bereba) purulenta e a Amelie ficou enjoadinha. Mas não parou por aí. Na mesma semana, as tão temidas cólicas resolveram aparecer.

O choro dela era tão doído que eu tinha vontade de chorar junto. A única coisa que a acalmava era ficar deitada de bruços em meu peito. Certa noite, dormi (ou melhor, tirei brevíssimos cochilos) sentada para que ela tivesse maior conforto nessa posição.

Até que uma amiga minha, a Gabi (mãe do Rafael, um bebezão de 5 meses e quase 9(!!!) quilos), me indicou a Funchicórea. Eu não sou muito fã de remédios, mas eu já estava começando a ficar desesperada. Então resolvi tentar.

A funchicórea é um remédio natural e é vendido em qualquer farmácia de bairro. É um pozinho cor de rosa que pode ser diluído em água ou colocado na ponta da chupeta. Como a Amelie resolveu que não quer chupeta, misturei o remedinho na água e o milagre aconteceu! As cólicas pararam.

Esses dias joguei “funchicórea” no google e li alguns artigos que eram contra esse pozinho. Mas o pediatra da Amelie (que também foi meu pediatra) reforçou a recomendação e eu só dou ½ dose do remedinho diluídos em 20ml de água por dia. Santa Funchicórea, que deu alívio para minha pequena e trouxe paz para o meu coração!

Ah! Assim que a feridinha da BCG estourou (sim, como uma big espinha), a Amelie melhorou. :)

sábado, 24 de julho de 2010

Eu confesso!!!!

Durante a gravidez eu cheguei a ser até um pouco arrogante. Achava um exagero a história do esgotamento extremo durante o pós-parto. Afinal, acordar algumas vezes durante a madrugada não devia ser assim tão difícil. Realmente não é, mas eu esqueci de outras (muitas) coisas que tomam um tempo danado e não são assim tão fáceis de serem contornadas.

Então, eu confesso: subestimei os avisos e os conselhos como uma adolescente mal-criada. Mas juro que não foi por mal. Foi apenas a ignorância que decidiu tomar o lugar da razão.

No meu caso, o trabalho foi ainda maior, pois, além de uma filha recém-nascida eu tinha, pela primeira vez, que assumir as (enormes) responsabilidades de uma casa. E eu não tinha pensado realmente como essa nova rotina seria exaustiva.

Durante os primeiros 15 dias da Amelie, fiquei na minha mãe e, portanto, não senti tanto os impactos da maternidade. Mas logo vim para o meu apartamento e o cansaço foi aumentando como o fogo que se alastra em uma mata seca.

Lavar, passar, cozinhar, varrer, passar pano, tirar pó, dar banho, dar colo, dar de mamar, fazer supermercado, ir a feira, cuidar da organização das coisas da mudança tomam o dia todo. E a noite é picada. Embora a Amelie mame de 3 em 3 horas, todo o processo (rocar as fraldas, dar o peito e niná-la para que ela tenha o melhor soninho do planeta) leva em torno de 1 hora. Até que eu pegue no sono novamente, mais meia hora. Então, eu tiro cochilos de 1h30.

Como resultado, eu ejá perdi 10 quilos (sendo que eu engordei apenas 1 quilo durante da gravidez), minhas olheiras acompanham meus seios (sim, eles ficaram caídos), e uma tarde de sol não me faria mal. Por dois dias eu chorei copiosamente, querendo dormir 8 horas seguidas. Meu humor não anda dos melhores. Mas nem adianta me perguntar se eu me arrependo.

Faria tudo de novo. Igualzinho.
O sorriso do minha pequena compensa todo sacrifício.