terça-feira, 16 de agosto de 2011

Loucuras da adaptação e o maior mico da blogsfera



Preciso confessar que os últimos meses não têm sido fáceis para mim. Tenho passado por um processo estranho de adaptação que me faz ter surtos verborrágicos - às vezes ininteligíveis. 


O resultado é que eu pareço uma doida, vagando pela casa assim que a Amelie tira uma soneca, sem saber por onde começar : tomo banho? lavo louça? lavo roupa? sento no sofá e tiro uma pestana também?


 Além disso, o trabalho me faz uma falta danada. Não é só por causa do dinheiro (que também ajuda), mas a convivência social com pessoas diferentes é algo mágico para mim. Ter conversas que diferem de assuntos relacionados à maternidade é algo cada vez mais raro na minha vidinha. Claro que há também aquele pensamento feminista maldito de que eu não posso depender de um homem para me sustentar. 


Enfim, o caos se instalou na minha cabeça. E para piorar, tive um momento KING KONG que, só de lembrar, me dá vergonha. Foi assim:


Fiz um frila para a Crescer de agosto (corre e compra! tem duas matérias minhas!!!). E uma das matérias pedia uma entrevistada que fosse super comprometida com ações de sustentabilidade. Acontece que nessa imensa blogsfera, há inúmeros blogs de mamães sustentáveis e escolhi uma blogueira que acho que se encaixava perfeitamente no perfil que a editora pediu. 


Pois bem. Trocamos e-mails, fiz a entrevista e fim de papo.


Aí, num dia particularmente caótico da minha vida, eu entrei no Minha Mãe que Disse (já disse que eu AMEI esse site?), vi lá um post dessa mesma pessoa (não vou falar quem é para não aumentar minha vergonha, ok? rs) e sabe quando o texto parece ter sido escrito para você, naquele momento da vida?Pois bem... Em meio a minha afobação, acabei  mandando um e-mail desabafo para ela na esperança de que ela me respondesse e dissesse palavras bonitinhas. Nem preciso dizer que ela não respondeu, né?


Para PIORAR a situação, a revista saiu e cadê o texto que eu fiz com ela? A editora não usou. hahahahahahah Jesus me chicoteia. Ela deve ter achado que eu puxei o maior papinho sem vergonha só para falar um monte de baboseira depois. Ai Deus.


Bem, essa fase já está mais afastada desse corpinho. Mas a luta é diária minhas amigas!!! rs



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mãe-baranga


Não sei quanto a vocês, mas quando eu fiquei grávida, já no primeiro mês, quase nada do meu guarda roupa me servia. Sabiamente, dobrei tudo e coloquei as peças em grandes caixas, que ficaram escondidas até que eu achasse que a maioria das roupas voltasse a servir – não queria correr o risco de ter um surto depressivo, me achando uma baleia ambulante.

Porém, para minha surpresa, quando eu abri as caixas, nada daquilo que eu vestia na pré-maternidade me agradava. Descobri que minhas roupas eram de uma pseudo-piriguete, que queria chamar atenção, mas sem parecer muito vulgar.

Minhas roupas ou eram apertadas ou curtas demais ou decotadas demais. Colocar um vestido curto e decotado seria um matricídio para mim e, portanto, ainda são as roupas de grávida que fazem a minha cabeça. Minhas blusas largas e calças idem me deixam confortável mas, obviamente, me fazem parecer uma maltrapilha, que aceitou as roupas de uma prima muito maior.

Já comprei uma peça aqui e outra ali, mas a verdade é que a falta de grana tem me impedido (de leve) de renovar meu guarda roupa totalmente. E aí, desde que parei de trabalhar, tenho evitado olhar no espelho.

Só que hoje eu quase caí para trás. Estou o cúmulo da baranguice. Definitivamente preciso de um corte de cabelo, uma hidratação e uma boa progressiva na franja (porque mamãe me fez com um cabelo que mastiga bem na frente, saca?). Preciso ir à manicure, tirar a sobrancelha e comprar novas maquiagens.

Preciso de sutiãs powers (porque eu ainda estou usando os que comprei quando estava amamentando e isso deixa meus seios, ou o que sobrou deles, meio tristes). E tudo isso precisa ser feito para ontem, pois eu não quero me tornar uma mãe baranga. Não mesmo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

E ela ganhou o mundo!

Já fazia algumas semanas que ela ensaiava alguns passinhos, mas a insegurança não a deixava desgrudar de meus dedos ou dos móveis da casa. 


Mas no domingo ela acordou diferente. Viu o dia bonito, se inspirou e quis ganhar o mundo. Soltou minha mão e deu 10, 15, 2o passinhos firmes até que alcançasse o destinho pretendido. A cada conquista, uma gargalhada e palmas de alegria. Ela sabia que aquele era um grande passo (com perdão do trocadilho) em seu desenvolvimento.


Eu não podia ficar mais feliz. Minha bebê está crescendo e agora entrará em uma fase muito mais interessante. Vai poder explorar cada cantinho desse mundo, com as próprias mãos, com as próprias perninhas. 


O mundo é pequeno demais para minha Amelie. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

E quando o bebê não quer mamar?

Como todo mundo está comentando nessa imensa blogsfera, essa é a semana mundial da amamentação. Eu estou um pouco atrasada para falar sobre isso, mas é um assunto muito bacana para deixar passar. Então, antes tarde do que nunca!!!

Por conta do problema respiratório que a Amelie teve ao nascer, eu não pude amamentá-la nos primeiros dias de sua vida. Mas assim que a médica autorizou, fiquei imensamente feliz em poder amamentar o meu bebê. Meu seio estava uma coisa linda, grande e cheio de leite. Mas a pequena era preguiçosa, não acordava para as mamadas e eu tinha que estimulá-la toda vez que dava a hora de mamar até que ela pedisse o seio por conta própria.

Eu sempre oferecia o seio quando ela queria, mesmo que isso significasse acordar 50 vezes durante a madrugada. Mas com o passar do tempo, a Amelie foi desgostando da coisa. Para piorar, duas semanas antes de a minha licença-maternidade terminar (voltei quando a Amelie completou cinco meses), meu leite sumiu. Eu estava muito ansiosa, nervosa e apreensiva em deixá-la no berçário. Liguei para o médico e fiz um tratamento para que eu voltasse a produzir leite.

Fiz questão de alugar uma máquina para bombear o leite enquanto estivesse no trabalho para que a Amelie conseguisse completar os seis meses de aleitamento exclusivo. Foi realmente uma vitória, mas ela não ganhava peso e o pediatra dela achou melhor introduzirmos outros alimentos um pouquinho antes dos seis meses.

Pronto. Foi só colocar uma frutinha na boca que meu seio perdeu toda a graça. Ela começou a recusar o seio durante o dia e só mamava antes de dormir e ao acordar. Até que um dia, quando ela tinha uns 8 meses,  colocou a boca no seio e teve uma ânsia horrorosa. Sim, teve ânsia de vômito. Jesus, meu coração ficou em pedaços, mas eu não forcei. Foi ela que resolveu parar de mamar.

Sei que a recomendação é amamentar até que o bebê complete dois anos ou mais. Mas o que a gente faz quando a criança não quer mamar?

Mesmo com o desmame meio precoce, amamentar foi uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz e eu sinto falta de ter esse contato tão especial com minha pequena. =)

Enfim, o meu recado é: se você tem um bebê, aproveite esse período e amamente o máximo que puder. No começo pode ser difícil acertar a pegada, mas assim que o fizer, você não sentirá dor ou qualquer incômodo. Não tenha medo de colocar quase toda a parte da aréola na boca do bebê. Ele não vai engasgar. Na verdade, isso facilitará o trabalho dele e vai evitar que você sofra com rachaduras, sangramentos e infecções.

Ainda no hospital, se tiver alguma dúvida, pergunte para as enfermeiras. No meu caso, elas foram incríveis e me ensinaram a pega correta e inúmeras posições possíveis para que a Amelie conseguisse mamar. 


Em um momento descontraído



Amamentando em uma festa de casamento

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Coisas de Amelie – 1 ano e 2 meses

Ela está cheia de poses, sorrisos, expressões... Enfim, minha pequena está crescendo e suas feições já não são mais de uma bebezinha.

No último mês ela:

- Deu os primeiros passinhos sem apoio. Ela ainda continua muito insegura e às vezes, mesmo sem se desequilibrar, agacha para não correr o risco de cair. Esses dias ela ganhou da tia Érica um andador da Fisher Price que é o máximo. Não é um andador clássico, ele permite que a criança ande mesmo! Estou apaixonada por ele – e a Amelie também.

- Fala super pouco e ainda não consegue juntar duas sílabas diferentes para formar uma palavra. Quase tudo para ela é pai, inclusive eu. Bô serve para dizer que acabou algo ou quando está procurando por algo. Pau pau é piu piu – da música pintinho amarelinho. Já falou vô, Vó, Égi (seria Regi, tia do meu marido), Bu (Quando a imagem de Buda que fica acima da minha cama). Acho que por enquanto é isso.

- Está mais ativa e sociável. Na rua, fala com todo mundo, manda beijos e dá  tchauzinho. Em casa, é difícil pender a atenção dela com alguma coisa – o que tem sido um desafio e tanto. Ela se entedia facilmente com brincadeiras ou brinquedos – por mais diferentes que sejam.

- Está me dando trabalho para comer. Não forço comida, de jeito nenhum, mas ela já demonstrou que não curte algumas coisas, como batata. Já fiz de todos os jeitos possíveis e, inclusive, tentei misturá-la a uma verdura. Mas nçao adianta, se tem batata ela cospe. Também não adianta fazer uma comida suave. Ela gosta de sabores e temperos diferentes, então dou uma caprichada e incremento as coisas com alho poro, tomilho, salsinha para dar mais sabor.

- Está absolutamente apaixonada por biscoito de polvilho. Fomos para o interior esse mês para curtir as férias com o pai e durante a viagem, ela ganhou uma dessas delícias: e nunca mais largou. Se vou à padaria e ela vê um saco de polvilhos, fica apontando, pedindo. Uma coisa de louco.

- O sono está um pouco mais pesado. Ela tem dormido mais durante a noite e os cochilos durante o dia quase desapareceram.

Coisas de mãe – 1 ano e 2 meses

Nesse tempo todo, muita coisa mudou na minha vida. Nessa última semana meio que endoideci (isso, loucura com doidera!) com todas as dúvidas, medos e ansiedades que tem permeado minha vida.

Nesse tempo eu:
- Deixei de fazer as unhas toda semana, simplesmente porque não dá tempo.

- Faz 1 ano que cortei o cabelo pela última vez – e fazia isso a cada 3 meses.

- Tenho me sentido muito vulnerável desde que parei de trabalhar. Fui criada com a ideia de que eu teria que lutar para não depender de ninguém. E é muito difícil me ver em uma situação que preciso pedir dinheiro para fazer qualquer coisa.

- Me descobri uma insana por limpeza – o que me frusta às vezes, porque obviamente, não consigo fazer tudo ao mesmo tempo.

- Amadureci absurdamente. A minha visão de mundo mudou, minhas atitudes mudaram  e eu entendo muito mais minha mãe agora.

- Amo ser mãe. Amo os desafios que a maternidade me impõe e mais ainda, amo ver que minha pequena está crescendo cada dia mais saldável!!