quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Gravidez sem álcool: nem uma gotinha

Eu preciso confessar que, durante a gravidez dos meninos, eu tomei uma ou outra cerveja. Um copo, não mais que isso. Por isso fiquei chocada em saber que não há limite seguro para ingestão de álcool durante a gravidez. Um golinho pode desencadear uma doença sem cura: A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Os bebês que nascem com a doença podem apresentar alterações  na face, em órgãos do corpo, podem nascer com peso abaixo do normal e ter retardo mental. Além disso, têm problemas de aprendizagem, memória, fala, audição, atenção e alterações de comportamento, que se mostram principalmente na idade escolar e no relacionamento com outras pessoas. 

Por isso achei super importante ajudar na divulgação da campanha #gravidezsemálcoolNeste domingo, dia 28/09, haverá uma caminhada em prol da causa no Parque Villa Lobos, a partir das 11h. A intenção é alertar famílias de todo país sobre a seriedade da SAF. 

Infelizmente, não poderei ir. Mas acredito que posso fazer minha parte alertando minha rede de relacionamento sobre o perigo da ingestão de álcool durante a gestação. Tenho certeza de que, assim como eu, muita gente não tem conhecimento dessa doença. Para saber mais, acesse o site da campanha: www.gravidezsemalcool.org.br




A campanha é da Sociedade de Pediatria de São Paulo, com apoio especial da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP) e institucional da Marjan Farma.  Também conta com parceria da Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Paulista de Medicina e da Associação Brasileira das Mulheres Médicas-Seção São Paulo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Quando a fonte seca

Passei a gravidez inteira me gabando do sutiã 52 que passei a usar para acomodar os seios fartos que se preparavam para virar tetas. Sim, tetas, dessas que produzem uma porrada de leite e alimentam filhotes mamíferos. Pô, imagina quanto leite cabe numa teta tamanho 52?

Davi, o primeiro a nascer, também teve o privilégio de produzir as rachaduras e as dores necessárias para dar início à amamentação exclusiva que eu tanto planejei.

Na primeira consulta do pequeno ao pediatra, a mãe tetuda ficou feliz. O pequeno bezerro havia engordado 30gr por dia. Excelente,  disse a pediatra. Mas aí chegou meu outro bezerro e as tetas da reprodudora aqui secaram igual ao sistema cantareira. E não tinha como fazer rodízio.

Só que, assim como o governo paulista, me neguei a acreditar que a fonte tinha secado. O chororô todo só podia ser de cólica!

Na consulta ao pediatra, a verdade nua e crua. Eles só haviam ganhado 8gr por dia. Uma quantidade insuficiente para deixá-los fofos e gordinhos e saudáveis e alimentados e felizes. 

E foi então que o monstro da fórmula entrou na minha vida. Sempre achei que as mães que ofereciam leite artificial para recém nascidos eram preguiçosas,  frouxas e outros tantos adjetivos pejorativos e preconceituosos que puder enumerar. E, como a maternidade vem mesmo pra derrubar todos os preconceitos,  eu era a preguiçosa,  frouxa - mas tetuda - da vez. Que preconceito bobo, minha gente.

E agora eu me pego pensando: o que importa uma teta tamanho 52 meio seca e murcha quando meus meninos estão mais bochechudos.  E saudáveis.  E fofinhos. E felizes? ♥♥
Da esquerda pra direita: Davi e Antônio.

UPDATE: Eles continuam mamando no peito, mas é que eu realmente não dou conta. Ontem, esperei o peito encher e tirei o leite pra saber quanto realmente eu estava produzindo. Esperava uns 15 ml, no máximo. Mas pra minha surpresa, tirei quase 80 ml de cada peito. Ou seja, os meninos estão mamando esses 80 ml mais, em média, 60 ml de leite artificial cada um!!!! Daqui uns dois meses eles estarão comendo uma feijuca ou enchendo a pança de churrasco! hahahahahahahahah

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Parindo 2

A última semana se gravidez foi desesperadora. Tive uma crise de sinusite no domingo e, se eu já não estava respirando, sobrevivi apenas com um sopro de ar.
Por isso,  recebi com grande alívio a notícia de que marcaríamos a cesarea para quinta (28/08). Eu sei que queria esperar o parto normal. Mas, de verdade,  eu estava sofrendo demais. Achava que teria um troço a qualquer momento.

O parto foi um dos primeiros do dia e a cirurgia começou às 6 horas da manhã.  Minha altura uterina chegou a 50cm e até mesmo a equipe ficou impressionada que eu ainda estava caminhando quase que normalmente.

Tentei manter a calma, mas realmente estava bastante nervosa. Davi nasceu às 6h18, com 48cm e 2,885kg. Às 6h19, Antônio sugiu com 48,5cm e 3,1kg. Um tourinho. Nem preciso dizer que quase morri de chorar quando vi minhas lindezas.

Depois da sala de recuperação, fui para o quarto na esperança de receber meus pequenos em pouco tempo. Mas aí veio a notícia: ambos nasceram bem, mas começaram a ficar muito cansados e tiveram de ir para a uti. Eu já tinha ouvido essa história antes.

Não pude deixar de pensar em todo sacrifício que fiz para que isso não se repetisse de jeito algum. O máximo do egoísmo,  eu sei.  Mas não tinha mais o que fazer. Tentei aparentar calma, mas eu estava com muito medo. Não sabia o que esperar.

Ambos tiveram um desconforto respiratório.  Davi ficou apenas 1 dia e meio na UTI E depois veio para o quarto. Antônio demorou um pouco mais para se dar conta que tinha de começar a respirar.  Foram 8 dias de UTI, o que significa que ele ficou pra trás no dia da minha alta.

Sair do hospital com um bebê na mão e outro ainda internado não fpi nada fácil.  Mesmo que eu quisesse me controlar, as lágrima caíam sem parar.

Fui para o hospital todos os dias até a alta do pequeno. Fiz questão de amamentá-lo pelo menos uma vez ao dia. E foi uma das melhores coisas que eu fiz. Antônio saiu bem.do hospital e é a calma em pessoa.  Davi é bravo, mais agitado - o oposto do comportamento que demonstravam dentro da minha barriga.

Nos próximos posts conto como estou dando conta de 3. ;)