terça-feira, 28 de junho de 2011

Mais uma bronqueolite

E a Amelie ficou doente novamente. Há uns dias começou a ficar chata, agarrada em mim. Eu, em minha santa inocência, pensei que ela estava se tornando uma criança caipira, daquelas que grudam na barra da calça da mãe e não soltam nunca mais. 

Há uns dois dias começou com uma febrinha e a não dormir de madrugada. Ontem ela ficou caída. A febre atingiu os 38ºC, eu peguei minha bolsa e corri para o Pronto Socorro com ela. 

Fomos muito bem atendidos, mas assim que a médica perguntou a quanto tempo ela estava com febre e eu disse que os 38ºC tinham sido atingidos há poucas horas, senti um certo deboche, sabe? Mesmo assim ela encaminhou a Amelie para o raio-X.

O resultado? Uma nova bronqueolite, antibióticos e as desculpas da médica, afinal, ela realmente não estava bem (não era só uma gripinha!!)

Depois disso, entrei em parafuso. As lembranças da internação por conta da última pneumonia me atomentaram durante toda madrugada. Não preguei o olho, tive dor de barriga, fiquei com a pele toda irritada. Fiquei pensando no que eu poderia fazer para que ela melhorasse logo. Esqueci panela no fogo, fiz qualquer gororoba para comer e não consegui organizar nada. Cheguei à conclusão que  poderia fazer dar todo carinho e colo do mundo e rezar para que o remédio fizesse efeito.

Hoje ela ficou um pouco melhor. Não teve febre (viva o antibiótico!) e agora dorme profundamente, bem quentinha, no quarto ao lado. Acho que hoje vou conseguir dormir um pouco. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

frustração de mãe criança

 E não sei assobiar. E não é por falta de tentativas. Quando era criança, passava horas tentando produzir qualquer som com a boca. Meu irmão, que é quatro anos mais novo, assobiava de tudo quanto era jeito e me matava de inveja.

O tempo passou e eu não aprendi mesmo. Faço biquinho e só faz sair ar da minha boca. Meu sogro é o rei do assobio. Meu marido canta qualquer melodia como um passarinho e faz uma semana mais ou menos que a Amelie começou a prestar atenção e fazer biquinho, tentando assobiar.

Ontem ela conseguiu e eu quase caí da cadeira quando ouvi. Morri de orgulho ao ver minha pequena conseguindo algo que eu NUNCA consegui. E desde ontem que me pego tentando alucinadamente assobiar. Sem sucesso, claro. Acho que daqui um tempo, quando o assobio da Amelie ficar mais forte, vou pedir para ela me dublar. Eu faço biquinho e ela produz o som. 

Poutz... que vergonha!!! hahahahahahahahahah


PS: Mães dessa blogsfera linda. Estou fazendo uma matéria sobre parto eletivo e estou precisando desesperadamente de personagens. Preciso de mães que optaram pelo parto cesárea e tiveram algum tipo de complicação após a cirurgia: dificuldade de cicatrização, infecção, bebê que tenha ficado uns dias na UTI. Enfim, será que alguém consegue me ajudar?? A revista é bem bacana!!!=)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Música para a pequena Amelie

Não é a Amelie, mas a foto é fofa DEMAIS!
Eu sempre cresci em meio a música. Minha mãe é professora de violão, teve grupo musical e as reuniões com amigos dela eram as mais divertidas! Conheci muita gente bacana, muito barzinho incrível e cantava música dos anos 40 quando nem tinha completado a minha primeira década. 

Comecei a aprender a tocar violão com 6 anos, mas nunca levei muito a sério. Minha paixão sempre foi cantar, cantar e cantar. Quando eu tinha uns 18 anos descobri a flauta transversal, fiz algumas aulas mas acabei deixando a música de lado para conseguir uma profissão que me sustentasse (azar o meu, porque todos os filhos dos amigos da minha mãe estão aí, vivendo de música de primeiríssima qualidade!)

Às vezes me arrependo amargamente por não ter tido mais disciplina e continuado firme no meu aprendizado musical. Isso, o meu marido tem de sobra. Ele toca cavaco e banjo como poucos e ainda é autoditada. É fascinante ver a facilidade que ele tem com instrumentos musicias!

E, por conta de tudo isso, nos preocupamos muito com o que a Amelie ouve. Queremos que tenha uma boa formação musical pois temos certeza que isso a ajudará em muitos aspectos, como concentração, disciplina, criatividade... Mas também não queremos impor nada! Nossa intenção é apresentar os instrumentos, diferentes estilos musicais (aqui em casa a gente é muito eclético) e esperar que ela desenvolva os próprios gostos. A princípio, pretendemos colocá-la para fazer aulas de piano, que é um instrumento excelente para a iniciação musical. Depois, ela poderá escolher um instrumento que lhe interesse mais - ou deixá-los de vez, quem sabe?

Ela já se interessa por algumas coisas. Adora mexer nas cordas do violão, no pandeiro e bate palmas loucamente quando ouve alguma música. Já apresenta alguns ritmos favoritos, como sertanejo e músicas de nosso cancioneiro popular como O Sapo não lava o pé ou Borboletinha. E de verdade, a gente adora cantar com ela!!!!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mãe, bebê e metrô

Hoje eu e a Amelie fomos dar um superhipermega cansativo passeio de metrô. Na verdade, eu precisava ir até meu antigo emprego para buscar alguns documentos e o resto do meu salário. Aproveitei o dia bonito, preparei uma pequena mala, coloquei a Amelie no meu inseparável sling e parti com meu bilhete único na mão.

Subir na lotação foi moleza. Logo umas 3 pessoas se levantaram para me ceder o lugar. A pequena foi olhando o céu, tagarelando seu bebês indecifrável e fazendo gracinha para todo mundo que olhava para ela.

No metrô a coisa já ficou esquisita. Primeiro que a mamadeira de água dela abriu na bolsa e, além de molhar tudo o que estava dentro, molhou também minha roupa. Uma delícia tomar um banho desse com uma temperatura que beirava uns 15 graus! Além disso, digo que é preciso ter braço para segurar uma criança decidida a colocar todos os ferros do metrô na boca. Foram umas 14 estações tentado conter a empolgação da pequena!

Depois, precisei andr uns 6 quarteirões a pé. Na descida foi moleza, mas a subida foi cruel. Eu já estava completamente acabada e o sling, que costuma me salvar nessas situações, não estava mais adiantando. A pequena já estava irritada e queria ir para o chão.

A volta de metrô já estava mais cheia, mas assim que entrei no vagão, Juro! Umas 3 ou 4 pessoas se levantaram para me oferecer lugar. Quando eu estava grávida, muitas vezes tive que esfregar a barrigona na cara de dorminhocos fingidores para conseguir descansar a carcaça. Hoje, percebi que crianças são muito mais vantajosas nesse caso. Elas são fofas e despertam compaixão, enquanto que as grávidas estão gordas, inchadas, mal humoradas e despertam desconfiança, afinal, quem garante que não é só gordura? (juro que eu ouvi esse absurdo uma vez!!)


Bem, nem preciso dizer que a Amelie dormiu e, exausta, perdeu grande parte do trajeto da volta pra casa. Mamãe ainda chegou em casa e foi preparar a janta da pequena, organizar as roupas para o banho e ainda tive pique para ir a um restaurante com o maridão e a pequena, claro.


Quem disse que eu preciso de academia? bye bye, gelatina do tchau (pq vamos combinar que chamar isso aqui de músculo seria muita audácia da minha parte!!!!)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Readaptação e evolução

Faz quase duas semanas que estou com a Amelie em casa e, nesse tempo, eu estou em um processo de readaptação intensa. Eu estava acostumada a ficar o dia todo fora, cuidando de coisas minhas e com a cabeça na pequena. 

Eu achava que o tempo que eu passava com ela durante a noite e finais de semana eram suficientes para realmente conhecê-la, mas que grande ilusão! Eu não sabia o horário dos seus cochilos habituais, o que realmente a agradava, enfim... Em pouco tempo nos tornamos levemente desconhecidas -por incrível que pareça.

Foram duas semanas cansativas mas estou completamente realizada. A Amelie engordou 800 gramas o último mês, tem ficado corada (o que nunca acontecia), está mais alegre e muito mais esperta. Nossa convivência realmente tem sido benéfica para ela (e para mim também!!!) e todos notam a diferença quando a vêem.

Ela ainda está bem abaixo do peso, mas cada grama conquistada é motivo de alegria, de festa e de esperança de que ela normalize de vez seu desenvolvimento.

A Amelie é uma criança alegre, acorda sorrindo e raramente estranha quando alguém se aproxima. Faz festa com barulho de trovões e fogos. Não pode ouvir uma melodia que bate palmas. Está quase andando, mas é preguiçosa  - sabe que engatinhando pode chegar mais rápido ao seu destino!


Estou pisando em nuvens, feliz da vida por estar acompanhando a pequena de perto.


Ah! E viva Santo Antônioooooo!



segunda-feira, 6 de junho de 2011

A festinha de um ano


E este sábado rolou a primeira festinha da Amelie. Eu estou podre de uma gripe que não passa nem por Deus me livre e minha vontade era ter ficado embaixo do cobertor (mas mãe, ainda mais de aniversariante, não tem esses luxos!! RS)

A idéia era fazer um jardim encantado. Fui até a 25 de março comprar as coisas para a mesa e para os enfeites. Fui pegando tudo o que remetesse ao tema e não pensei muito na mesa pronta. E, para minha surpresa, ficou lindo!!!!!(depois eu faço um post para explicar as coisinhas da decoração!)

Como eu já havia comentado em outro post, não pudemos chamar muita gente. Além da grana que está ainda mais curta, nós não temos um espaço muito grande. Então, optamos por chamar a família mais próxima, os amigos que têm filhos e os padrinhos. Mesmo assim, vieram umas 60 pessoas (num espaço que cabem, no máximo 40!) Ainda bem que estava frio, caso contrário todo mundo ia ter cozinhado no salão!!!

A Amelie ficou numa farra enorme. Ficou de colo em colo e na hora do parabéns, estava morta de cansaço. Ficou tão agitada que, quando subimos e nos preparamos para dormir, ela vomitou todo o leitinho que havia tomado. Mas depois dormiu que nem um anjinho – assim como eu e o papis, igualmente mortos de cansaço!!! 

Mas foi ótimo reunir amigos para comemorar o primeiro ano de vida da pequena! 

Os três mosqueteiros (e a Emília ao fundo, o neném da Amelie)

Avós

Padrinhos

Bizos (faltou a biza Cida ainda!)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Primeiro aniversário!


Há exatamente um ano, programei o despertador para às 4 horas da manhã. Fazia 9 graus em São Paulo e eu explodia de ansiedade! Meu parto estava previsto para às 8 horas da manhã, mas acabou atrasando um pouco pois o hospital estava cheio de gestantes prestes a se tornarem mães. 

Pouco lembro do frio, mesmo quando eu estava com aquele fino avental do hospital para aguardar a cirurgia. A opção pela cesárea foi algo que não pude decidir. Além da diabetes gestacional, descobrimos que minha placenta alcançou o grau máximo de envelhecimento com apenas 30 semanas de gestação. Isso significava que eu não poderia entrar em trabalho de parto, pois a placenta poderia morrer e deixar de oferecer oxigênio no momento mais importante da chegada da pequena: o parto. 

Não tive medo algum. Mesmo o médico, acostumado à minha tranqüilidade, estranhou minha calma momentos antes da cirurgia. Mas eu sempre achei que um bebê precisa saber da segurança da mãe para poder se sentir protegido nesse primeiro contato com o mundo.

E assim foi. Meu marido assistiu ao parto sentado ao meu lado, com olhos arregalados. Acabou sento confortado por mim! Às 8h55 a Amelie deu seu primeiro choro molhado. Seu pulmão ainda não estava pronto e ela precisou ir direto para a UTI.

Só chorei no dia seguinte, quando finalmente me dei conta de toda sua fragilidade. Quando vi que não poderia mais protegê-la como eu havia feito nos últimos 9 meses. Depois de sete dias, tivemos alta do hospital.

Fiquei cinco meses de licença e chorei horrores quando a hora de voltar se aproximou. Passei noites em claro, tive dores de barriga e medo de que ela esquecesse todo amor que eu sinto por ela.

Mas é claro que isso não aconteceu. A cada dia que passa nossa ligação se fortalece e à medida que nos conhecemos – eu a ela e ela a mim – percebemos que não conseguimos viver sem a outra.

Agora, exatamente um ano depois, deixei meu trabalho para me dedicar 100% à pequena, o que é realmente simbólico. A partir de hoje iniciamos um novo ciclo, um renascimento cheio de saúde e muita alegria.