terça-feira, 15 de abril de 2014

O trabalho mais difícil do mundo

Aí que nas minhas andanças pela internet eu me deparo com essa ação de dia das mães. Juro que me fez chorar.

O vídeo está em inglês. Mas acredito que seja fácil de entender:

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Entre música e amores

O despertador toca às 5h40 todo santo dia. Eu me permito 10 minutos de preguiça rolante na cama. Depois disso, levanto num pulo e vou: tomar um rápido café da manhã, fazer mamadeira, arrumar uniforme e mala, tomar um banho, acordar a pequena e sair de casa pontualmente às 6h50. 

E aí vem a melhor parte do meu dia: a ida à escola. Eu e a Amelie enfrentamos o trânsito caótico de Sampa ao som de boa música e muitas risadas. Tem jeito melhor de começar o dia?

Funcionamos por fases. Há um mês, Amelie estava viciada na música "Dente por dente", do Hélio Ziskind. Embora eu a tenha ouvido aproximadamente umas 260 vezes, eu me divirto toda vez que a gente canta juntas. Aliás, eu tenho um amor que não cabe em mim pelas composições do Hélio.



Mas a gente não fica só no universo infantil. Amelie está aprendendo a ser eclética e curte ouvir The Doors, sertanejão de raiz, forró e um bom sambinha. Há umas 2 semanas, estamos numa fase Roberta Sá de ser. Eu tenho vontade de morder a pequena toda vez que ela começa a cantar isso aqui:



Pois é. Minha filha canta Chico Buarque. Mas também rebola ao som de Anitta e tá tudo certo.

Esses dias, entre uma cantoria e outra ela pediu:

- Mamãe, você vai comigo num show da Roberta? 
- Claro filha! A mamãe vai ver quando terá show dela aqui em São Paulo, está bem?
- Ai, mãe. Eu PRECISO ver essa mulher cantando.

♥♥♥♥♥♥♥♥ Me diz se não é pra MORRER de amor?

Além disso, a gente aproveita o tempo para melhorar a pronúncia de algumas palavras. E eu me arrependo toda vez de não ligar o gravador para registrar esses momentos. 
Até dias atrás, para a pequena,  orgulhosa=ingulosa. Eu achava a maior fofura vê-la falando assim. Mas daqui a pouco ela entra na fase de alfabetização. Por isso, é muito importante que  saiba pronunciar cada uma das palavras do seu vocabulário.

Mas o treino "orgulhoso" foi tão engraçado (ela não conseguia falar do jeito certo de jeito algum) que passados uns 10 minutos de tentativa ela pediu para a gente parar um pouco porque a barriga dela tava doendo de tanto rir.

Eu passo pouco tempo com a minha pequena, é verdade. Mas o tempo que passamos juntas é o mais divertido e preciso da minha vida. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Entre frutas e hortaliças

Duas perninhas gordinhas balançavam próximo ao peito, apoiadas pelo sling. Outras duas descansavam no carrinho que ela segurava confiante ao entrar no hortifruti. O cabelo arrumado, as olheiras inexistentes, o sorriso alegre e aparentemente descansado passaram por mim como se fosse um feitiço. Não consegui desviar o olhar e a cumprimentei cheia de esperança: Há vida pós-gêmeos afinal.

Segui escolhendo cenouras, batatas, laranjas e tomates, feliz com a perspectiva de um futuro recheado de pernas gordas e sorrisos marotos. Ao chegar à prateleira onde estava o cheiro verde a vi novamente. Dois pares de perninhas gordinhas haviam sumido. MEU DEUS! SERÁ QUE EU FANTASIEI??

Sim, amigos. Eu tive uma alucinação. Não com os dois bebês - eles existiam!! Fantasiei com a possibilidade de estar livre de olheiras, de cabelo arrumado e blusa branca incólume comprando hortaliças pouco tempo após parir. Isso porque ela não estava sozinha: não bastasse a babá a tiracolo, a cozinheira é que empurrava o carrinho repleto de frutas e legumes. Vez ou outra, consultava a mãe sobre as possibilidades para o cardápio da semana.

Pensando bem, a solução para meu futuro não ser de mãe desleixada é bastante simples: triplicar os salários que compõem a renda da família em apenas 4 meses!!! 

Mas só pra garantir: alguém tem algum palpite da Mega pra me mandar?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

16 semanas, uma barriga imensa e uma senhora gripe.

Eu sei, eu sei. Reclamar não ajuda em nada. Mas amigos, neste caso, eu preciso fazer um desabafo: não aguento mais estar num estado deplorável a maior parte do tempo. No começo da gestação foram os enjoos terríveis que me derrubaram. Assim que eles foram embora, a dor na coluna e o sono absolutamente arrebatador me faziam virar abóbora logo depois das 18h. E agora, que eu realmente achei que teria toda minha disposição de volta, peguei uma gripe tão forte que eu tenho dúvidas se é só impressão ou se alguém realmente me deu uma porção de chineladas na cara durante a madrugada.

Hoje completo 16 semanas de gestação. A barriga já está enorme. Engordei os primeiros 1,6 kg - em apenas 15 dias (oh baby Lord Jesus, larguemos o bacon). Estou com olheiras lindas, que combinam perfeitamente com meu cardigan preto (se não fosse pela calça verde água que uso hoje, meus colegas de trabalho certamente me alimentariam com bambu). Pelo menos meu cabelo e minha pele estariam ótimos (beijinho no ombro) se eu estivesse usando a escova ou maquiagem com a frequência social adequada para parecer uma lady.

Meu humor está ótimo!!!!! Mentira, tá uma bosta. Me sinto péssima e ao mesmo tempo incrível! O céu está azul, as árvores ainda estão lindas e essa bosta de calor piora meu resfriado. Mas tudo bem, a vida segue eu eu adoraria dormir mais de 7 horas por noite. Daqui uns 5 anos, talvez, esse sonho se realize. Ou não. E quer saber? Tanto faz. Contanto que eu melhore dessa gripe logo, nem me incomodarei com as dificuldades de não conseguir calçar sapatos ou meias sozinha em um futuro bem próximo. 

Ah, as delícias da gestação!