quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Festa, gripe e mamadeira

Final de semana teve casamento na família. E fomos os três para Curitiba a fim de curtirmos a festinha que uniu, oficialmente, meu primo Juca e a mais nova prima Viviane.
Nós três chiquérrimos e Amelie paquerando o papai  

A viagem de ida foi ótima, o casamento foi maravilhoso e quando fomos dormir mamãe vacilou um pouco e não percebeu que colocou a Amelie pra dormir em um lugar com uma pequena corrente de ar.

Bastou 1 hora para que ela começasse a reclamar de frio. E, embora eu tenha feito de tudo para aquecê-la, o estrago estava feito: o primeiro resfriado veio a galope.

Acordou no domingo congestionadinha, meio molinha. Mas a gente precisava voltar, então tomamos coragem para encarar a estrada. Mas nós não prevíamos que aconteceria um PUTA acidente na estrada e o que seria uma viagem de 5 horas, se tornou um inferno de quase 9 horas. Trânsito, caminhões, fumaça, estresse, borrachudo no pé da mãe. Enfim, nem preciso dizer que chegamos exaustos, com a Amelie morrendo de chorar.

Mas logo que ela chegou em casa e deitou no seu bercinho, relaxou e dormiu rapidinho. Dia seguinte quem adoeceu foi mamãe aqui.

Odeio ficar doente e essa gripe me pegou forte. Ontem eu não estava me aguentando em pé. Fiquei com febre durante a noite mas tive que abstrair minha moleza, afinal, a Amelie também não estava 100% e precisava de mim.

Hoje estamos melhor. A Amelie foi para o berçário mas o Tonhão tá vacilando. A Amelie está cuspindo a mamadeira DE NOVO. E não é só a mamadeira. Não toma meu leite se não for no peito. De copinho ou colher ela cospe tudo. O que eu faço, meu deus?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Amelie e Santo Antônio


O Santo casamenteiro resolveu ser padroeiro da minha pequena. E acho que ele só não veio me dizer isso pessoalmente para não me matar do coração. Não sou muito religiosa, mas é impossível não aceitar essa ligação.

Vamos aos (muitos) fatos:

Quando a Amelie nasceu e ficou uns dias na UTI, muitas pessoas rezaram pela saúde dela. E, por incrível que pareça, rezaram para Santo Antônio. Até missa na igreja dele mandaram rezar!!! Está certo, estava perto do seu dia, então era totalmente compreensível que as pessoas se voltassem a ele!

Meu avô – e o biza da Amelie – chama Antônio Fernandes, que recebeu esse nome por conta de uma promessa feita ao Santo. Meu pai chama Luis Antonio Fernandes e meu sogro, pasmem, também é Antonio Fernandes.

Da janela da minha casa é possível ver a igreja do bairro, que é de Santo Antônio. Mas o mais impressionante aconteceu quando chegamos ao apartamento. A moça que me ajuda com a limpeza aqui em casa arrastou uma parte do armário do quarto da neném para limpar e achou um mini Santo Antônio de metal!

Ok, para não contrariar, decidimos que o batizado vai ser nessa igreja aqui pertinho. E quando preciso de alguma coisa, tenho feito promessas a ele. Quer dizer, fiz apenas uma e a rapidez com que o resultado veio foi realmente de impressionar.

A Amelie não pegava mamadeira de jeito nenhum – algo que estava me deixando louca, já que volto a trabalhar dia 03 de novembro. Comprei um milhão de mamadeiras, das mais caras às baratinhas. Mas nada. Chorava só de olhar a mamadeira. Então, prometi 50 pãezinhos para o Tonhão se ela resolvesse curtir um biquinho de silicone.

E não é que ela pegou a mamadeira no MESMO dia que fiz a promessa? Acabei de falar no berçário e ela tomou todo leite que eu mandei e o suquinho de laranja lima que o pediatra mandou incluir na dieta. Estou muito feliz, afinal, não é todo dia que a gente tem um santo de olho na cria!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O lado bom da vida

Quando era pequena, aprendi a perceber as pequenas coisas da vida, aquelas que normalmente nos passam totalmente desapercebido. Como sempre fui muito curiosa, ouvir conversa alheia, observar os pássaros na árvore e tentar decifrar os mistérios de uma flor que desabrocha eram meus passatempos favoritos na infância. O colorido chamava minha atenção, mas mesmo o cinza de um céu nublado era motivo de alegria. Acreditem: eu sentava na janela da minha casa e inventava canções de encorajamento para que o sol aparecesse entre as nuvens. Por mais louco que pareça, na maioria das vezes, a investida dava certo e os raios solares voltavam a brilhar.

Conforme fui crescendo, fui descobrindo outras formas de curtir a vida. Nunca liguei de não ser a mais bonita da minha turma (eu só queria ter peitos! Rs ). Queria me divertir, dar risada e ficar conhecida por isso.

Portanto, a alegria sempre foi meu lema e não é raro as pessoas lembrarem de mim como a garota simpática (salvo raras exceções, claro!). Ainda gosto de coisas coloridas que remetem calor e felicidade.

No entanto, as dificuldades da vida, as pressões da sociedade e todos os percalços da caminhada adulta foram diminuindo minha percepção de felicidade. Foi ficando mais difícil me desligar dos problemas ou então enxergá-los sob outra perspectiva.

No entato, hoje foi um dia especial. Acordei com os olhos inchados por ter chorado grande parte da noite. O dia amanheceu cinzento, assim como meu ânimo, e o céu resolveu trazer a chuva para combinar com meu pranto incessante.

Dei de mamar para minha pequena, preparei suas coisinhas e caminhei rumo ao berçário. Devo confessar que chorei muito depois que deixei ela nos braços da berçarista. Sentei na recepção do colégio e comecei a ler um livro que minha comadre a grande amiga Dessa me emprestou: O livro da bruxa, de Roberto Lopes.

Basicamente, o livro fala sobre como podemos melhorar nossa vida quando sabemos olhar as situações do dia a dia com outros olhos. A leitura voltou a despertar a ânsia por enxergar o lado bom das coisas, qualquer que seja a situação.

A Amelie já está crescendo e ficando cada dia mais esperta. Vai fazer novas amizades, alimentar ovos amores e ter 1 milhão de experiências enriquecedoras. Tudo para ela é novidade nesse mundo! Além disso, vai aprender a dividir seus brinquedinhos e vai me dar um abraço delicioso toda vez que nos virmos depois que eu chegar do trabalho.

A cada sorriso dela, uma preocupação minha se evaporará. Tenho que dar Graças a Deus por ter saúde para trabalhar e disposição para dar o meu melhor em todos os aspectos da minha vida, inclusive no papel de mãe, que amo desempenhar. Agradeço também por ter condições financeiras de deixá-la em um colégio excelente.

Além disso, nós temos pessoas incríveis ao nosso lado. Amigos, familiares que estão sempre nos apoiando ou demonstrando afeto e preocupação. Eu e a Amelie temos sorte de termos o Danilo conosco, que também sabe ver o lado bom das coisas e nos trata com muito amor, respeito e dedicação. Ele é bem menos emotivo que eu, então sofre menos com essas situações...

Mas hoje é dia de agradecer pelo dom da vida, pela oportunidade de enxergá-la com mais brilho, cor e felicidade.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pós-vacina, matrícula, mamadeira e chororô

Ontem foi dia de vacinação. Poliomelite, pneumonia, tetravalente e rotavírus. E foi só tomar as picadas para que a Amelie abrisse o berreiro como nunca tinha feito antes. Chorou doído e por um tempo considerável. O coração da mãe aqui foi ficando pequeno.

Hoje foi dia de fazer a matrícula no berçário. Na verdade, fui acertar os detalhes, pagar a matrícula e conhecer as berçaristas que cuidarão da minha pequena enquanto eu ralo a bunda pra ganhar uma grana. Não que eu esteja reclamando. Adoro trabalhar e não vejo a hora de lidar com algo que não seja cocô ou vômito. Mas o dilema continua e eu fico cada dia mais apegada à minha pequena e ela, a mim. Mais uma vez, o coração aperta.

Além disso, ela não ficou muito bem durante o dia. Acho que as vacinas a deixaram mais manhosa e eu fiquei com ela no colo na ânsia de aplacar sua carência. Mas não adiantou, ela continuou reclamando muito.

Quando o Dan chegou em casa, foi logo dar a mamadeira da noite (queremos acostumá-la a tomar o leite do peito na mamadeira), mas ela não quis de jeito algum e chorou muito. De engasgar. Meu coração tá tão pequeno, que mal dá pra ouví-lo.

O resultado dessa separação é clara. To com uma cara péssima, com uma reação alérgica(?) horrorosa (várias bolinhas no rosto) e meu cabelo ainda não parou de cair. O Dan até tenta me distrair. Conta piadas, toca violão e me faz longas e deliciosas massagens para que eu fique menos ansiosa. Mas ainda não consigo relaxar. Estou triste e até meus textos refletem isso. Frases curtas e, às vezes, desconexas. Peço que me perdoem por isso!

Espero que amanhã meu coração amanheça um pouco maior e mais forte. Eu preciso lidar melhor com essa separação.

sábado, 9 de outubro de 2010

Vontade, manha e cansaço

Toda criança já nasce cheia de personalidade e cabe a mãe decifrar grande parte de seus desejos. No começo, elas são mais discretas ou menos demonstradas. Mas, conforme o tempo vai passando, as particularidades começam a aparecer e as vontades do bebê ficam mais explícitas.

No começo dessa semana fui dar uma voltinha no shopping com a Amelie. Acabei entrando em uma loja de brinquedos para olhar as últimas novidades. Eu precisava de um novo brinquedinho para ela, pois o Leopoldo já estava ficando repetitivo e perdendo a graça.

Enquanto passeávamos pelo corredor, a Amelie avistou uma senhora que segurava um grande urso de pelúcia nos braços. Ficou agitada, balançando os braços e as pernas e soltando gritinhos de empolgação.

- Você quer ver o ursinho, filha? - perguntei e fui logo pegando aquele enorme Puff. Coloquei a pelúcia perto dela, que se concentrou, pegou seu nariz e começou a gargalhar. Ver o encanto dela pelo bichinho foi uma cena maravilhosa.

Agora ela dorme abraçada com o urso gigante. Faz carinho nele como se fosse um bichinho de verdade. Ou seja, pegou amor pelo seu mais novo brinquedo. É lindo de ver!

Amelie e seu Puff gigante

De uns dias pra cá, a Amelie deu para ter uma manha tamanho família. Ela, que já estava dormindo a noite todinha, voltou a acordar para mamar de 3 em 3 horas. Ou então, porque quer um colo – no meio da madruga – ou um cafuné.

Não sei que manha repentina é essa. Eu tenho tentado ignorar um pouco pois sei que se eu der bola ela vai sofrer no berçário. Mas eu não consigo deixá-la reclamando por muito tempo. O coração vai ficando pequenininho cada vez que o choro dela fica mais alto e mais insistente.

O resultado é que eu voltei a ficar um caco. Minhas olheiras, companheiras dos 3 primeiros meses de vida da Amelie já estavam sumindo e estão de volta com força total. Não consigo cochilar a tarde e simplesmente não sei o que fazer para que ela fique mais tranquila.

Será que é fome? Ou é manha mesmo?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Para tirar o leite


Já que eu não consigo parar de pensar na volta ao trabalho, decidi escrever e, quem sabe, ajudar mamães paulistanas que também estejam se preparando para este fatídico momento mas, assim como eu, não querem introduzir o leite artificial na alimentação de seu bebê.

Meu obstetra recomendou alugar uma bomba extratora elétrica e levá-la ao trabalho. Sugestão aceita. Não foi muito difícil achar empresas que prestam esse serviço aqui em São Paulo e então, compartilharei as informações que consegui.

Eles atendem todo o Brasil!
O Motoboy entrega e retira sua bomba em qualquer lugar da capital. Eu paguei 25 reais pelo serviço e chegou no mesmo dia!
Decidi pela bomba Pump in style advanced (R$107,00/mês). Ela tem aproximadamente 4 quilos e está embutida em uma mochila bem compacta, o que facilitará bastante minha vida nos busões da vida. Além do kit ordenha (não tive que pagar nada por ele), comprei mais 10 vidrinhos para armazenar o leite. Cada frasco de 70 ml saiu R$ 6 e ganhei dois de brinde.

Eles também entregam em domicílio, mas não sei se eles atendem qualquer lugar do Brasil.
O preço do aluguel da Pumpin style advanced também sai R$107,00, mas é preciso comprar o kit ordenha (R$65,00). Cada frasco de 70 ml custa R$ 6 e ainda há a opção com 150 ml por R$ 23 cada.

A entrega também é feita em domicílio. A vantagem é que eles têm uma loja virtual e os preços mudam, então é bom ficar atenta. Quando eu cotei, o aluguel da Pump estava em R$120. Mas agora está nos mesmos R$107,00.
O endereço da loja virtual é http://www.mamizem.com.br.

Eu já estou tentando aumentar minha produção de leite. Dou de mamar e logo depois acoplo o peito na bomba e esvazio o peito. Que eu saiba, é o único jeito de produzir mais leite. Se alguém souber mais algum truque, por favor, compartilhe!!!


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saudade infinita

Então é isso. Daqui 30 dias eu estarei sentada em um escritório a quilômetros de distância da minha pequena. É bem provável que meus olhos estejam inchados e fiquem marejados durante os primeiros dias. Por conta disso, qualquer um que olhe para mim verá que na minha testa está escrito: sou mãe e estou longe da cria!

Eu tenho ficado com minha pequena o tempo todo. Fico horas olhando sua mãozinha gordinha, dou um milhão de beijos em suas bochechas e já explico pra ela que vou voltar a trabalhar e que ela começará a conhecer o mundo.

Para mim, está sendo muito difícil lidar com o sentimento de culpa pelo “abandono”. Eu sei que não estou largando ela, mas será que ela vai conseguir entender que eu vou, mas volto?

Me dá um aperto em pensar que ela vai reclamar que está com sono, que quer a chupeta ou mesmo um colinho e eu não estarei por perto para suprir essas necessidades. Por mais competentes que as moças do berçário possam ser, elas não conhecem minha pequena como eu.

Mas eu preciso enfrentar esse turbilhão de sentimentos (afinal, sou uma mulher ou um saco de batatas?) e começar a retomar minha vida. Ser eu e não a mãe da Amelie, que não tem tempo pra secar o cabelo, fazer depilação ou pintar as unhas.

Sei que este é um grande desafio, mas sei também que, embora eu possa superá-lo, eu vou viver sempre com saudades da minha pequena. Acho que é um sentimento que me acompanhará para o resto da vida, toda vez que eu me separar dela. Me dá um aperto no peito toda vez que eu lembro de ter debochado da MINHA MÃE quando ela demostrava esse tipo de nostalgia.  Hoje eu a entendo melhor e posso dizer que, mesmo longe dela, o sentimento de saudade é recíproco.

Amor de mãe é algo complexo e infinito. E, além de tudo, precisa aprender a ser altruísta.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Coisas de Amelie: 4 meses

Filha,

Há quatro meses você chegava para mudar minha vida. E, a cada dia, aprendo alguma coisa diferente ao ver você desenvolver suas habilidades. Você:

  • Dorme das 21h às 7h da manhã. Mas eu ainda não consigo ir direto. Acordo toda hora estranhando sua quietude.
  • “Fala” tanto, que sua tagarelice impressiona todo mundo. Acho que foi de tanto que sua mãe, também tagarela, reclamava que você não sabia conversar.
  • Adotou o paninho para dormir.
  • Ainda não é muito fã da chupeta e a usa para chamar minha atenção. Cospe ela toda vez que quer que eu fique pertinho de você.
  • Faz força para sentar, embora ainda não role pela cama.
  • Fica brava quando as pessoas não prestam atenção em você.
  • Adora o Leopoldo, o elefantinho colorido.
  • É preguiçosa para mamar e só gosta do peito cheio.
  • Já me olha com olhos desejosos toda vez que eu estou comendo alguma coisa.
  • Adora rir comigo e todo mundo reclama dessa exclusividade.
  • Está com as gengivas coçando mais e, por isso, você baba sem parar.
  • Já adora assistir desenho. Em especial Lazy Town, Peixonauta e Princesas do Mar.
  • Pode passar horas olhando meus dedos e meus anéis.
  • Suas orelhas estão ficando abertinhas. (Juro que mamãe tentou pedir que sua orelha fosse igual a minha.)
  • Ainda usa fraldas e roupas tamanho P.
  • Não faz xixi durante a noite.
  • Finge tossir para chamar minha atenção (você já sabe que sua mãe é coruja e preocupada)

Amo você, cada dia mais. E não sei como passei esses 26 anos sem você ao meu lado.


PS: Já dá pra perceber que você tem um gênio DUCA!

 Os amores da minha vida!