terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Religião

Não sou uma pessoa muito religiosa, embora reze toda noite e tenha muita fé na vida. Mas faz tempo que eu não frequento o centro espírita (sim, sou espírita) onde praticamente nasci e me criei. 

Daí que esses dias eu me peguei pensando nisso. O meu marido é católico, mas também não praticante. E aí? Qual é o exemplo que a Amelie vai ter de fé e religião?

Quando eu era criança, eu ia no centro espírita com os meus pais e, de vez em quando, à missa na igreja católica com minha vó. Minha mãe sempre nos criou de maneira aberta e acreditava que nós tínhamos que escolher uma religião que realmente fizesse sentido para gente (o que é tremendamente admirável).

Quando fiz uns 15 anos senti vontade de conhecer novas religiões. Então, se alguém batesse em minha porta querendo falar sobre isso, eu atendia! Conversei com Mórmons, Testemunhas de Jeová, fui a cultos evangélicos e giras de candomblé. Enfim, abri minha cabeça a todas as possibilidades! Ultimamente tenho me interessado muito pelo budismo, uma religião linda!

Depois disso, descobri Joseph Campbell, um dos maiores estudiosos de mitologia comparada do mundo. O cara é  fera e fez com que eu percebesse que não é preciso ter uma religião específica para ter fé. O Poder do Mito, O heróis de mil Faces, Para viver os mitos e Transformação dos Mitos são alguns dos livros que li e fiquei encantada!

Disse tudo isso porque acho muito importante que a Amelie tenha algum exemplo de fé para seguir: queira ou não, isso é algo indispensável na vida de qualquer pessoa. Pretendo criá-la da mesma maneira que minha mãe: apresentando religiões e deixando que ela fortaleça sua fé, a sua maneira. 

E acho que ela já começou a entender o sentido de rezar. Explico: Sexta-feira meu avô foi internado na UTI com  edema pulmonar. Eu sentei com ela e expliquei que o bizo precisava de muita energia positiva e que a gente rezaria por ele (Graças a Deus ele recebeu alta hoje!)

E toda noite, quando rezamos na cama, ela escolhe por quem quer rezar. Depois de agradecermos o dia que tivemos, ela nomeia as pessoas pra quem vai desejar proteção e saúde. De sexta pra cá, todos os dia falou do "Izo" nesse momento. Coisa linda de ver ela enumerando as pessoas e depois falando amém. 

Acho que estou no caminho certo, mas sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer quando o assunto é religião. 



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Hora do banho!

Não tem momento melhor no meu dia do que a hora de tomar banho. É bem verdade que faz um tempão que eu não sei o que é curtir uma chuveirada relaxante, sem interferências ou pressa em lavar o cabelo e ensaboar o corpo. Mas de um tempo pra cá o banho se tornou muito mais divertido do que de costume. Explico:

Amelie toma banho comigo, no chuveiro, desde que fez 5 meses.  Achava mais prático (ê palavra que não sai do vocabulário) e me economizava um tempinho. Assim que ela aprendeu a sentar, voltei com a banheira, mas sempre comigo. Eu a colocava na água e enquanto passava creme na cabeleira, a pequena se distraía com os patinhos.

Desde as nossas férias, aposentamos definitivamente a banheira. Ela toma banho debaixo do chuveiro e adora! Para que ela não escorregue, sempre coloco um chinelinho havaianas no pé dela e deixo para ensaboá-lo por último, com ela no colo.

Ela já ajuda a lavar seu cabelo, canta a música do ratinho, e faz questão de ensaboar minhas costas (ô coisa boa!). Depois que eu parei de amamentar, acho que esse é um dos únicos momentos que temos uma para outra! É quando eu sinto que ainda tenho um bebê e não uma mocinha que já escolhe o que vestir e chora quando tem que tirar o All Star verde e rosa com florzinhas do pé!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bom dia!

Depois que a Amelie aprendeu a falar mamãe é assim que ela me chama todas as manhãs. Antes disso, ela dava uma choradinha e, assim que eu aparecia na porta, ela abria o maior sorriso. E desde que ela nasceu é o mesmo ritual: a pego do berço, levo para o meu quarto, a gente tira uma preguiça bem gostosa, brincamos, damos risada e só então levantamos. Quando eu estava trabalhando formalmente, fazia questão de levantar mais cedo só para não perder esse momento tão delicioso!

A minha pequena dorme no quarto dela desde os 15 dias de vida. Embora ela goste mesmo de pegar no sono na minha cama, ela não estranha de acordar em seu berço. Quer dizer, para ser bem sincera, já sinto que ela está se incomodando com as grades do berço, fica nervosa por não poder subir e descer dele quando quer. Por conta disso, já estou pensando em reformular o quartinho dela, colocando uma nova cama e aposentando o berço e trocador: já não tenho mais um bebê em casa (choque!)

Para matar um pouco as saudades, aí vai um vídeo da pequena aos 5 meses, sendo acordada e mostrando aquela banguela linda que eu tanto amei (porque agora eu AMO os atuais 8 dentinhos!)





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Blogagem Coletiva: O parto do meu blog



O  Mamatraca sugeriu que hoje, nós mamães internautas, escrevêssemos sobre o nascimento de nossos blogs. Pois então eu decidi reviver o primeiro post desse espaço, escrito em 12 de novembro de 2009, quase 1 semana depois que descobri a gravidez. Eu estava com 8 semanas de gestação e muitas dúvidas na cabeça. Mais de 2 anos depois, sei que o blog me ajudou muito em momentos bastante importantes, como quando a Amelie Adoeceu e eu precisava compartilhar meus pensamentos! 




A princípio, não pensei que pudesse estar grávida (mesmo estando com o seio dolorido e inchado). Porém, engordei de uma hora para outra e comecei a ter enjôos. Das duas uma: ou eu estava doente de verdade, ou eu estava grávida!

Embora meu inconsciente tivesse certeza absoluta de que eu já estava gerando um pequeno ser, dava desculpas para o meu mal estar:  "Devo estar com problema de tireóide, retendo líquidos e com uma puta gastrite", dizia sempre - até porquê eu tinha muita coisa acontecendo ao meu redor para justificar todos esses temores. 

O namorado, percebendo a aflição, sugeriu um teste simples de farmácia. No começo, relutei dizendo que era IMPOSSÍVEL (mas era só porque eu tinha certeza do futuro positivo). 

Depois de um almoço quase normal (isso porque o enjôo já estava na minha cola), passei na farmácia e resolvi fazer o teste. A caixa dizia que depois do básico xixi, o teste daria o resultado em 2 ou 3 minutos. No meu caso, as duas linhas paralelas que acusam o positivo surgiram em mágicos e sacanas 2 segundos. 

De repente, o banheiro ficou quente e apertado. Por mais que lá no fundo eu já soubesse, minha cabeça ficou a mil. Afinal, um bebê não estava exatamente nos meus planos.

De verdade, eu temia a reação das outras pessoas, especialmente do namorado, peça chave desse triângulo amoroso que se iniciava. Mas ele ficou tão feliz, minha família ficou tão feliz, a família dele ficou tão feliz que eu fiquei bem mais aliviada (porque feliz eu já estava!!!!).

Mas o mais impressionante é como a ligação entre mãe e bebê mexeu comigo desde o primeiro instante. E por isso, decidi começar esse blog. Para relatar como essas duas linhas paralelas mudaram de vez a minha vida!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Minha perua


Ela já sabe o que como usa batom, blush e rímel. Faz questão de passar perfume e talco nos pés após o banho. Já calça meus sapatos e rouba os óculos escuros da tia. É ou não é a peruinha  mais linda de todas?


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ah, o dilema do trabalho!

Eu comecei a trabalhar aos 15 anos. Meu primeiro emprego foi um estágio como técnica em administração em um grande (e chic) shopping de Sampa. Aprendi a ganhar meu dinheirinho e passei a achar inadmissível pedir qualquer quantia para meus pais. Claro que isso acontecia vez ou outra, mas sempre fui bem controlada quanto a gastos.


Aí eu me formei em jornalismo e caí de cara no trabalho. Quando grávida, trabalhei até uma semana antes da Amelie nascer e voltei à labuta quando ela completou 5 meses. E eu estava decidida a crescer, ter mais experiência e ganhar mais para dar um pouco  de tranquilidade financeira à nossa pequena família. E aí veio o destino e soprou meus planos no vento.


Faz 8 meses que eu parei de trabalhar  e, desde então, tenho acompanhado - com prazer - o desenvolvimento da pequena. Sinto falta de trabalhar? Muito. Às vezes me dá vontade de chorar... Mas não me arrependo das escolhas que fiz.


Aliás, se eu fizer uma análise franca, digo com toda convicção de que trabalho muito mais em casa do que quando eu tinha um emprego formal. Vivo de olheiras, cabelo bagunçado e unhas cheias de cutículas. Minhas roupas sempre têm manchas esquisitas e aposentei a bolsa particular: carrego minhas coisas na bolsa da Amelie, por ser mais prático.


Acontece que, agora que a pequena está mais forte, mais saudável e mais esperta, a escola volta a ser uma forte possibilidade (até porque, uma hora ela vai ter que estudar, não?). Mas eu tenho repensado muito as minhas escolhas e sei que não quero um emprego que consuma 14, até 15 horas do meu dia. Sei também que não quero que ela fique na escola em tempo integral: acho que meio período é o ideal na idade dela. Mas as escolas estão tão caras que eu não tenho condição de bancar a mensalidade sem ter um trabalho fixo. Então, comofaz?


Este é meu dilema, esta é minha realidade atual - e acredito que muitas mães passam por isso. 


Por isso, se eu tiver uma ideia mirabolante, conto para vocês. =)