segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que é bom merece sempre repeteco


Ontem eu e a Amelie tentamos algo diferente. Em vez do banho na banheira, partimos para uma chuveirada. Pensava nisso desde que eu fiz uma nota pra revista do Fleury sobre excesso de higiene da infância. A pediatra que entrevistei me disse que o banho no chuveiro é muito mais higiênico do que o na banheira. Então, esperei a Amelie ficar mais firme para que a tentativa valesse realmente a pena. Isso porque eu estava meio apreensiva, com medo de que ela escorregasse por conta do sabão e a deixasse cair. 

Mas só posso dizer que foi maravilhoso!!!! Ela ficou quietinha, no meu colo, curtindo a água morna que caía em seu corpinho. Depois de tudo bem limpinho, saímos do banho e fui trocá-la. Parecia que ela tinha entendido a mágica daquele momento e estava tão eufórica quanto eu. 

Depois de mamar, dormiu 8 horas seguidas. Sensacional!

Hoje a gente repetiu a dose. E eu já peguei o jeito para algumas coisas que eu deixei passar ontem e consegui perceber o jeito que ela gosta mais de entrar debaixo do chuveiro. Além de ser muito mais legal, o trabalho é beeeeem menor também. Só o fato de não precisar encher e esvaziar a banheira é uma benção e economiza um tempão! Amei e recomendo!=D

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Comprida e magricela

Ontem foi dia de visitar o Dr. João, pediatra da Amelie. Ele cuidou de mim e dos meus dois irmãos quando ainda íamos ao pediatra e fiquei muito surpresa ao ver que ele não havia ganhado uma ruga sequer!
 

Claro que ele não lembrava de mim, mas me pareceu feliz por atender uma segunda geração. Ele é baixinho, japonês e meio fechadão, Mas se abre todo ao conversar com crianças e bebês. 

É homeopata. Por experiência própria, achei que seguir essa linha seria melhor para a saúde da minha filhota. Cresci com as famosas bolinhas e fui tomar minha primeira injeção quando tinha mais de 15 anos.

Dr. João esperava que a Amelie engordasse 500 gr nesse último mês. Mas ela está apenas 200 gr mais pesada e 3 cm maior. Está pesando 4,8 kg e medindo 58,5 cm – comprida e magricela. 

Ela é preguiçosa pra mamar e só gosta do peito cheio, pois o leite sai com mais facilidade. Mama 10 minutos e cospe meu peito. 

O Doutor pediu para que eu insistisse. Mas como eu vou forçar o peito na boca dela? Aceito sugestões!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dormindo gostoso!

Todo mundo tem uma mania para dormir. Tem gente que cheira chupeta (sim, adultos!), aperta a pontinha do lençol e até mesmo dorme abraçadinho a um minúsculo ursinho.

Eu, por exemplo, não consigo sequer pegar no sono se meu cobertorzinho de bordas não estiver no meu pé. E isso acontece desde que me conheço por gente.Basta que eu fique com sono para que meus pés comecem a queimar, ansiando pelo contato gelado que as bordas propiciam. Se o dia está frio, eu espero o pé esquentar para poder curtir o friozinho entre os dedos. Meia, nem pensar.

O Danilo, meu namorido, não tem muitas manias para dormir. Mas ele faz alongamento dormindo. Diz ele que é para esticar a coluna. A primeira vez que o vi fazendo isso, achei que estivesse passando mal. Hoje já acostumei vê-lo ajoelhado e com as mãos esticadas no colchão. Acho normal.

A Amelie já adotou sua excentricidade para hora do soninho. Não consegue dormir sem fazer cafuné na própria cabeça e pegar algum paninho. Sem não tem fralda, abraça o ursinho, amassa o edredom ou segura a gola da minha blusa.

Eu tenho evitado dar só a fralda para ela apertar. Eu sei o que é criar dependência por um objeto (eu tinha um cobertor amarelinho que minha mãe tinha que pegar escondido para poder lavar) e a fraldinha pode ficar nojenta. Não quero aquele negócio pendurado na chupeta, todo troncho e encardido. Porém, se ela realmente pegar gosto por algum desses objetos (acho o ursinho fofo), eu não vou poder fazer nada, não é mesmo?

domingo, 19 de setembro de 2010

Enchendo (ou não) a fralda!

Demorou para o assunto aparecer por aqui, mas não tem jeito. Quem já teve filhos sabe que o cocô faz parte do cotidiano da família e é um assunto discutido inclusive na hora do almoço.

“ Ela já fez cocô amor?” - pergunta o pai enquanto leva uma garfada caprichada a boca.
“Já sim e encheu a fralda. Daqueles de dar gosto” - responde a mãe, orgulhosa.

Aqui em casa não é diferente. Nos primeiros 15 dias a Amelie mamava e fazia cocô logo em seguida. Com o passar do tempo, ela foi diminuindo a frequência, mas não antes de pregar peças com a mãe. Uma vez eu fui abrir a fralda e ela ainda não tinha terminado “o serviço”. Isso mesmo que você está pensando. Recebi um jato de cocô no meu vestido limpinho. E claro, eu não estava em casa!

Mas o pior foi quando ela fez cocô no banho. Eu tinha acabado de começar a ensaboar seu cabelinho quando POF! O cocô do mal surgiu e emporcalhou a água limpinha. Na hora, eu não sabia o que fazer, se tirava o sabão da cabeça, se tirava ela da água...Foi tenso!

Ela teve cólicas (aliás, tem uma explicação ótima sobre isso no blog da Luíza sobre isso) e elas sumiram como milagre no comecinho de setembro! Há umas duas semanas ela tem soltado puns altíssimos. Mas foi esses dias que o bicho pegou de verdade. Quase uma semana sem fazer nada. Nadica de nada. Às vezes, o pum era alto e prolongado e eu pensava: “Ah, graças a Deus! Ela finalmente cagou”. Mas quando eu abria a fralda, só tinha queimado a largada.

Liguei desesperada para o pediatra dela e ele recomendou o supositório de glicerina infantil. Mas só um pedacinho, viu mãe?
E assim foi. Coloquei só um tequinho e deixei ela dormir. O dia amanheceu e a fralda continuava limpa. Tive que colocar metadinha (ai jesus amado) e esperar 1h30 para que o negócio fizesse efeito.

Ela chorou com a dor de barriga, tadinha, mas graças a Deus encheu a fralda. Agora ela toma um remedinho homeopático (depois falo sobre essa minha escolha) e tem dado resultado. A cada fralda mais pesada, uma comemoração!

É assim mesmo, quando faz muito, preocupa. Quando não faz, preocupa mais ainda.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mãe babona

Assumo aqui que sou coruja e ponto. Posso passar horas olhando para a Amelie e comemorando a cada novo movimento dela, cada som diferente, cada olhar.

E, como toda mãe babona, resolvi compartilhar esses momentos com o mundo.

Com vocês, minha bebê! =)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Força Maternal

Eu sempre fui movida pelo sentimento. Na escola, eu era a manteiga derretida e chorava por tudo, inclusive quando diziam que eu era mole. Filmes? Chorei até com Flintstones. Quando sofria uma decepção amorosa então, nem se fala! Podia encher um balde de 9 litros com minhas lágrimas.
Minha mãe até tentou fazer com que eu fosse mais durona, mas ela mesma não ouvia muito seu lado racional.

Assim que fiquei grávida e comecei a ler blogs por aí, percebi que mães de primeira viagem costumam chorar muito. Se não por algo lindo e emocionante, por coisas que não conseguiram acertar de primeira. Eu já fui me preparando para o mar de lágrimas que estaria por vir.

Durante os 3 dias que a Amelie ficou na UTI eu só chorei 1 vez, mas acho que foi porque as pessoas não me deixaram sozinha e eu não tive muito tempo para pensar a respeito da situação. No entanto, quando a enfermeira veio realizar o exame do pezinho, algo mudou. Pra quem não sabe como o procedimento funciona, o pé da criança é furado várias vezes com uma agulha super grossa. Como se isso não bastasse, a enfermeira aperta o pé para aumentar o fluxo sanguíneo e o seu bebezinho começa a berrar a plenos pulmões. Enquanto eu tentava acalmar a Amelie, com olhos cheios de lágrimas, a enfermeira disse algo que me marcou:

- Diga palavras de encorajamento a ela.

Eu comecei a falar que ela era forte, que ela conseguiria passar por aquilo facilmente e, como milagre, ela parou de chorar.

- Viu? , disse a enfermeira. Você precisa ser forte para que ela se sinta segura.

A partir de então, me descobri uma bigorna. Toda vez que eu sinto que a Amelie vai passar por alguma situação que possa machucá-la, como tomar vacinas ou furar as orelhas, tento ficar o mais calma possível. E eu me surpreendi com a força que eu tenho por ela. Acho que seria capaz de enfrentar um leão, sem receio algum, para protegê-la. E até agora não chorei com nada, nem quando ela vomitou ou bateu a cabeça (sim, ela bateu a cabeça e eu quase morri, mas não chorei).

Como resposta, ela quase nunca chora. Faz manha, claro. Mas creio que minha segurança a deixa segura também.

E a cada dia que passa eu descubro algo novo. Como a Paloma falou em um dos comentários que fez aqui no blog, eles aprendem a ser filhos e a gente, a ser mãe!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Os primeiros 3 meses


Assim como acontece na gravidez, as primeiras 12 semanas de vida de um bebê são críticas. Não para a criança (que recebe todo carinho e atenção do universo), mas para a mãe, que precisa se adaptar a uma rotina totalmente diferente da que estava acostumada. As mudanças no corpo interferem no processo, mas em vez de se preparar para ficar maravilhosa, a lactante dá adeus ao brilho endeusador que a barrigona lhe proporcionou e incorpora um ar de zumbi nada favorecedor.

Depois que eu passei a amamentar, compreendi a reclamação sobre os peitos murchos. Eles ficam caidinhos mesmo. No meu caso, outras coisas complementaram essa nova mudança. Minha barriga está incrivelmente flácida, as olheiras não somem nem com a melhor maquiagem e estou ficando careca. Tufos e tufos de cabelo não param de cair da minha cabeça. Minhas roupas estão esquisitas fazendo com que eu tenha vontade de jogar meu guarda roupa no lixo.

Além do pouco tempo de sono, a nova mãe ainda tem que tentar decifrar o que seu bebê está sentindo. Choro de cólica é diferente de choro de sono ou fome. Mas qual é qual?? Pode não parecer, mas isso é o que cansa de verdade. Ficar em constante alerta me deixou completamente estafada.

Porém, conforme o tempo foi passando, as novidades se incorporaram à rotina e parece que as coisas começaram a entrar no eixo. Assim que a Amelie completou 3 meses, decidiu que seria uma mocinha. Passou a dormir grande parte da noite, deixou de ter cólicas e suas preferências ficaram muito mais claras. Parece que a gente se entende muito mais.

Sinto que ela me observa, tenta tocar em meu rosto e exige sempre minha atenção. Eu tenho ficado mais descansada, mais disposta e menos estressada. Não senti mais vontade de fugir do mundo. Aliás, agora eu quero viver cada segundinho e guardar na memória todos os momentos que tenho passado.

Claro que essa mudança toda pode ter sido proporcionada pelo re(des)equilíbrio dos meus hormônios (portanto, esse relato pode ser de uma mãe que estava levemente fora de si). Mas é fato. Estou curtindo a maternidade com muito mais intensidade e tranquilidade. E que venham os próximos meses, anos e muitas novidades!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Coisas de Amelie

Minha pequena fez 3 meses ontem e, mesmo nesse pouquinho tempo, já sei um bocado de coisas sobre ela.

- É muito bem humorada. Acorda sorrindo!
- Desde que nasceu, adora um banho. É o momento mais relaxante do dia pra ela.
- Chupa chupeta, mas gosta mesmo é de comer os dedinhos.
- Não chora pra tomar vacina. (é uma lady)
- Não chorou pra furar a orelha.
- Não reclama quando coloco rinossoro em seu nariz.
- Gosta de conversar e quer que a gente olhe para ela enquanto fazemos isso. Seu vocabulário é composto por hã, hum e eh.
- Grita quando quer atenção
- Cospe a chupeta quando quer atenção
- Gosta de dormir de barriga pra cima
- Assim como eu, faz cafuné na própria cabeça quando está com sono e quer dormir
- Soluça quando a fralda está cheia de xixi
- Já faz pum alto, incriminando falsamente a mãe ou o pai
- Gosta de ouvir samba, desde quando estava na barriga
- Já dorme das 21 às 4h. Tira cochilos das 11h às 13h e das 15h às 17h.
- Não para de mexer as mãos ou os pés
- Mama de três em três horas.
- Gosta mais do colo do lado esquerdo.
- Está começando a descobrir os pezinhos
- Ainda não consegue pegar as coisas voluntariamente.
- Ela é sociável. Não chora, não faz manha quando estamos com visita. Só faz isso quando está sozinha com o pai e com a mãe.
- Não estranha gente de óculos nem homens de barba.
- Gosta de ficar em pé no colo

A cada dia ela aprende alguma coisa e dá uma amostra de sua personalidade. É simplesmente delicioso!