terça-feira, 27 de março de 2012

Tá na hora de dormir!

Uma das coisas que mais me preocupava, desde a Amelie nasceu, era a hora de dar boa noite. Minha mãe sempre me contou de como eu era agitada, não dormia, fazia birra e realmente achei que o DNA teria grande influência neste momento.


Como prevenir é melhor que remediar, desde que a Amelie é bem pequena, procurei estabelecer rotinas bem rígidas durante a noite. Por um tempo, ela não queria dormir de jeito nenhum em seu quarto. Então, deixava que ela pegasse no sono na minha cama e eu a carregava até o berço. Até que identifiquei o problema: ela não se sentia mais confortável em sua cama de bebê. A minha impressão (já que ela ainda não falava) é que ela se sentia incomodada com as grades do berço.


Aí que ela ganhou da avó um quarto todo cor de rosa, com direito a uma mini cama linda. E, embora a hora do sono tenha ficado mais fácil, minha presença era solicitada até que ela pegasse no sono e não percebesse minha saída do quarto.


Hoje, foi o primeiro dia em que estabelecemos a rotina e, após meu boa noite, saí do quarto com ela acordada e não ouvi uma lamentação sequer. Dormiu feito uma princesa e eu quase morri de orgulho!


Aqui em casa fazemos assim: 


1º- Preparo a mamadeira da noite, bem caprichada e morninha. Minha vó sempre me falou que é ótimo esquentar a barriga antes de dormir!


2º - escovamos os dentes, coisa que ela ADORA! Se eu deixar, ela escova umas 20 vezes por dia!


3º Colocamos o pijama, arrumamos a cama, colocamos a grade de proteção (uma ótima compra, diga-se de passagem) e ela deita na cama.


4º - Rezamos e ela pede saúde e proteção a quem desejar. Nunca forcei nome algum e todo dia lembra de alguém diferente!


5º Conto a história do loro, que sempre começa e termina do mesmo jeito: "Era uma vez um loro de penas verdes e bico amarelo, que morava em uma árvore, mas que gostava de voar por aí para conhecer novos amigos. "
No meio da história eu falo sobre algum bichinho novo (vale tudo: aranha, cobra, peixes, baleias, lobos, enfim... o que minha imaginação permitir) ou algum comportamento bacana (emprestar as coisas, pedir licença, escovar os dentes). O Loro sempre aprende algo!E depois de passar por tanta coisa, o loro começa a ficar cansado e a história termina assim: "Aí o Loro resolveu voltar pra casa, pois estava cansado e com sono. Pousou em seu galho, pegou seu travesseiro, tomou seu tetê e dormiu. Vamos dormir para encontrar com o Loro?"


E ela vira para o lado e dorme. Fofa, fofa, fofa!!!!!!!!




PS: Mas como nem tudo é perfeito, ela tem acordado durante a madrugada e vem correndo para minha cama. Ontem me fez quase morrer de susto me acordou com um tapão na cara! rs

quinta-feira, 22 de março de 2012

Apresentando a mais nova profissão da mãe

Depois que eu me tornei mãe, minhas escolhas começaram a passar por um critério bastante rígido, levando em conta aspectos de prioridade e necessidade. 

Trabalhar, para mim, é uma grande necessidade - como já deixei claro aqui. Mas cuidar da pequena, por enquanto, é uma prioridade. Então, como satisfazer os anseios dessa mãe que vos fala?


Pois bem. Tive um plano mirabolante e comecei a colocá-lo em prática há mais ou menos um mês. Sempre fui super fã de artesanato e, desde que me conheço por gente, faço coisinhas para vender. Acho que meu primeiro trabalho como artesã foi aos 10 anos, quando descobri uns fios aveludados nas coisas da minha mãe e resolvi fazer pulseiras com eles. Fui aprender diferentes maneiras de trançar e voilá: vendia tudo o que produzia na escola! 


Com uns 16, comecei a fazer acessórios para cachorros (aquelas gravatinhas, lacinhos etc). Pouca gente ainda fazia isso e, então, consegui ganhar um dinheirinho. Quando fiz uns 18 anos, cismei que queria uma carteira de tecido com espaço para guardar meu bilhete de metrô (a tecnologia do Bilhete Único ainda não havia chegado). Peguei uns retalhos e comecei a costurar (à mão), algumas carteiras. As pessoas gostaram e eu comecei a fazer sob encomenda. Ganhei um bom dinheirinho, especialmente quando fiquei desempregada por um tempo.


Eu nunca havia parado para pensar nessa minha linha artística até pouco tempo. Eu e o Dan resolvemos oficializar nossa união, com casamento no civil e um almoço para a família. Como a grana está muito curta, resolvi colocar a mãe na massa e fazer a decoração para este superhiper mini wedding. E foi aí que descobri mais um dos meus talentos: ORIGAMI!


As coisas que fiz para o casório ficaram tão lindas que resolvi fazer disso um início de profissão. Abri uma lojinha no Elo7 (http://www.elo7.com.br/plicat/) e estou colocando os produtos aos poucos. A ideia é que, até o final do ano, consiga oferecer muitas e muitas coisas em origami. Por enquanto, temos apenas buquês e um anel (que vocês podem conferir logo abaixo!). Semana que vem teremos carteiras, porta-cartões, lembrancinhas de maternidade e colares. Mais pra frente, objetos de decoração (este foi deixar de surpresa, porque ainda está em fase de testes!).


Não poderia estar mais feliz com a minha escolha, sério! Tenho conseguido produzir tranquilamente e a Amelie já está aprendendo a dobrar! Não pode ver um pedaço de papel que me chama e diz: "Mamãe, dobá!"


Eespero que gostem da novidade e estou aberta para receber encomendas ou pensar em novos projetos que atendam a necessidade de vocês! Decoração para festas, lembrancinhas para datas especiais. Enfim, só escrever!




Um grande beijo dobradinho!=)





Mini Buquê de noiva
Buquê grande de noiva
Anel com rosa em Origami

quarta-feira, 7 de março de 2012

Confissões de uma mãe

Eu não sou daquelas que bate no peito e diz que nasceu para ser mãe. Confesso que tive muita dificuldade para aceitar as novas limitações que surgiram assim que a Amelie nasceu. 

A primeira coisa que me incomodou muito foi a solidão que senti durante a licença maternidade. Sou uma pessoa falante, sempre fui muito sociável e me ver o dia todo com um bebê que não fala não é lá uma coisa muito empolgante. Além disso, não acho que a gente se torna mãe assim que a criança nasce. Na minha humilde opinião - baseada em minha pouca experiência - este é um processo complexo de conhecimento mútuo e que vai se solidificando com o passar do tempo.

Depois que eu parei de trabalhar, tive dias muito difíceis. Sentia falta de ter tempo de almoçar tranquilamente, fazer a unha, pentear o cabelo, ter conversas sobre assuntos importantes. Fora isso, sinto que existe sim um movimento da sociedade em desqualificar as mulheres que decidem se dedicar aos filhos e não à carreira. E, com o peso desse fator cultural, um sentimento de fracasso se instaurou plenamente por aqui. Como assim eu não era uma super mulher que tinha filho, trabalhava, cuidava da casa e plantava bananeira?

Enfim, demorou um bocado para que eu aceitasse minha nova condição de mãe e dona de casa em tempo integral. E isso aconteceu há bem pouco tempo, confesso. 

Mas quer saber? Agora estou numa fase maravilhosa e, por isso, tenho aparecido tão pouco por aqui. Procuro ficar o menor tempo possível na internet e curtido ao máximo a companhia da minha pequena. Ela agora etá falante e a gente já consegue conversar, acreditam?

Além disso, faço minhas coisas quando dá. Não deu para passar pano na sala (sou meio maníaca com limpeza...rs)? Muito bem, quando der eu faço. Quando der, faço minha unha, corto o cabelo... Vou me virando com o que eu tenho, como posso e me orgulho em falar que tenho me dedicado à pequena em tempo integral. Tem sido um aprendizado  intenso e maravilhoso - muito maior do que eu estaria adquirindo no mercado de trabalho, posso garantir.

Tenho me sentido mais sábia, mais esperta e mais bonita- mesmo com as mãos estouradas pelo uso de produtos de limpeza e com cabelo judiado pela falta de corte. São sentimentos que têm vindo de dentro pra fora, numa troca infinita com a pequena!

Depois de tantos posts desesperados, tristes e aflitos, pelo menos um para dizer que estou bem, muito obrigada!!!