quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Mãe organizada

Confesso que nunca fui uma pessoa muito organizada. Sou daquele tipo que marca alguma coisa e esquece completamente dos compromissos. Não por maldade, mas por pura falta de memória mesmo. 

Nos últimos tempos, isso vinha me incomodando bastante. Estava afetando minha produtividade no trabalho, estava num pico de estresse horroroso (beijo marido, por ter aguentado meus ataques) e estava sem o mínimo de paciência com a Amelie.

Primeiro, eu achei que meu problema estava no trabalho. Vivia de #mimimi, reclamando que estava cansada, que tinha muita coisa para fazer e o desânimo acabou tomando conta. Numa tentativa de me sair desse buraco, fui procurar ajuda. E acabei encontrando o Coaching. Num primeiro momento, minha intenção era fazer o Coaching executivo. Porém, conversando com a Coach, comecei a prestar mais atenção na vida (ela, que acontece enquanto eu tenho um milhão de coisas para fazer) e vi que o problema não era no trabalho, mas em casa.

Eu e meu marido estamos trabalhando demais. Ele sai de casa às 6h30 e volta só às 22h30 (vida de professor, minha gente) e não tenho como exigir que ele me ajude a lavar os banheiros. Eu não tenho empregada. Então, além de mãe e jornalista, sou lavadeira, passadeira, diarista, cozinheira. Minha sogra e minha mãe me ajudam, graças a Deus, mas ainda assim, é muito trabalho. E isso estava tirando toda minha energia.

E quantas mães por aí não vivem EXATAMENTE a mesma coisa? Eu, que só tenho 1 filho, sofro. Imagina aquelas que além disso tudo têm 2 ou 3 rebentos para cuidar? É de enlouquecer, minha gente.

O que fazer neste momento? Puxar os cabelos, enlouquecer, babar e desistir de ser um ser com a mínima vida social e unha feita? NÃO, minha gente. Bora correr atrás do preju.

Corri para o oráculo (google) e achei minha salvação: um blog chamado Vida Organizada. A Thais, dona do blog, adotou um método de organização chamado GTD (Getting Things Done). Há um livro sobre isso, com tradução em português A arte de fazer acontecer.

Confesso que não li o livro, mas devorei e estudei todos os posts que a Thais fez sobre o assunto. E comecei a aplicar algumas dicas no meu dia a dia. E gente, mudou minha vida. 
Agora estou bem mais organizada e consigo cumprir com meus compromissos sem ter a sensação de que vou enlouquecer a qualquer momento. Ou seja, ajudou a melhorar a qualidade de vida de toda família.

Ainda estou me adaptando e escolhendo a melhor maneira de aplicar as dicas da Thais na minha realidade. Há muitas coisas que preciso fazer ainda. Mas acredito que isso, aliado ao Coaching, vai me ajudar a colocar as coisas nos eixos e me deixar viver de verdade.





quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pausa para leitura - O carteiro chegou

Lá em casa, Amelie ganha um livro por mês. Este é um acordo nosso e é a maior festa quando é dia de ir à livraria escolher o próximo título. Para estimular ainda mais o gosto pela leitura, montei uma pequena biblioteca para ela. Fica numa altura acessível para que ela possa escolher o que  mais gosta, a qualquer hora do dia. A noite lemos algum deles juntas. 

Antes, eu tinha a maior dificuldade para encontrar bons livros infantis. Não gosto daqueles que têm sons, pois acho que eles só servem para desviar a atenção dos pequenos. Porém, com essa meta de um livro por mês, tenho descoberto muitas preciosidades e hoje vou falar sobre uma que me deixou absolutamente encantada: o Carteiro Chegou, da Companhia das Letrinhas.

Basicamente, o livro conta a história de um dia na vida de um carteiro especial, que visita personagens importantes da literatura: Os ursos, a Bruxa de João e Maria, o Lobo Mal, Cinderela etc.

E a fofura começa aí: É possível ver o conteúdo das cartas. ♥
Elas são incríveis. Bem humoradas, com uma diagramação impecável e estilos literários diversos. É de uma riqueza de detalhes maravilhosa.




Uma das cartas. Da Cachinhos Dourados para Sr. a Sra. Urso
Estou tão encantada que meu desejo é que todas as crianças do universo tenham acesso a esse livro. Sei que há também a versão de Natal do livro (que já estou programando para ser o título de dezembro). 

E não, eu não recebi um tostão da editora para falar do livro, antes que me perguntem. Só sou APAIXONADA por livros e estou me divertindo a beça nessa incursão pelo mundo da literatura infanto-juvenil. =)

E você? Lê para seu(s) pequeno(s)? Aceito dicas de novos títulos! 




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fada da Chupeta

 Quando eu estava grávida, achava um absurdo ver recém nascidos já engatados com uma grande chupeta na boca. E aí, quando a gente cospe para o alto, o retorno é certeiro. Eu acabei cedendo ao desespero das cólicas dos primeiros 90 dias de vida da pequena e, desde então, a chupeta é sua fiel companheira.


Ó ela aí. Quase do tamanho do rostinho dela. 
 O erro foi meu, eu sei. Eu também sei que deveria ter tirado antes, porque parece que com o passar do tempo, ela garrou ainda mais gosto na danada. 




A chupeta foi mudando. A Carinha é a mesma.


 Pois bem. Para que ela largasse de vez fiz uma coisa que muita gente acha péssimo: chantagem. E das boas. A história que eu contei foi a seguinte:

Existe uma fada linda. A fada das Chupetas. Ela passa recolhendo as chupetas de crianças do mundo todo. Em troca, ela deixa um batom. Da cor que você quiser.

Ela adorou a ideia. Mas ela gosta tanto da chupeta que, esses dias me disse que não queria ser mais bailarina quando crescesse. Queria ser a fada da chupeta. Imagina mamãe? Quantas chupetas lindas eu ia ter?

Aí, eu parti para uma estratégia mais radical. Tirei a chupeta dela durante o dia. Ela fica guardada e só pode ser usada na hora de dormir. Nos primeiros dias ela chorou, mas agora acostumou. Passa o dia super bem sem ela.

Nos momentos em que ela chora e diz que está triste porque a "pepê" dela está guardada, eu converso com ela e tento elencar coisas que a façam feliz: Comer pipoca, assistir Pepa, brincar com a Rosinha (a boneca inseparável), desenhar... E engato numa sessão de cócegas. E ela logo esquece.

Também elogio quando ela está sem chupeta. 

Não sei se fiz bem em falar da fada. Mas promessa é dívida. E quando ela decidir que está pronta para largar de vez essa companheira, vai ganhar o batom mais lindo que a mamãe aqui encontrar! ♥

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Os problemas da escola atual

E daí que eu não estou contente com a escola que a Amelie está frequentando. É perto de casa, tem uma boa infraestrutura, os professores são qualificados, mas a direção é uma bosta. E quando a direção é ruim, não há qualidades suficientes que façam com que a escola fique boa.

Ano passado eu tive um problema sério com a escola (memória aqui). Após conversar muito com meu marido, achamos melhor manter a pequena no mesmo ambiente, já que erros acontecem e enfim, queríamos dar outra chance a eles.

O primeiro semestre transcorreu sem grandes ocorrências. A Amelie fez amigos, criou laços e as professoras demonstravam ser muito atenciosas. Mas uma coisa que pode parecer boba me chamou a atenção: as professoras estavam constantemente de licença médica. Se não era a professora do pedagógico, era a de educação física, ou de ballet, ou de inglês. Isso é um sinal claro de que os professores devem viver sob uma pressão infinita. Já fiquei mais atenta. E aí, meus caros, é que os problemas começaram realmente a pular na minha cara. Vamos a eles?


  • Estrutura física: Não importava o horário que eu fosse pegar a pequena: ela sempre estava trancada, com os amigos, em uma pequena sala. Ou então no cineminha. Nunca brincando, correndo ou se divertindo. E, minha gente, o horário dela é integral. E a impressão que eu tenho é que ela não é criança na escola;
  • Eventos: A escola organizou uma feira de livros para que os pais adquirissem os novos títulos para a Roda da Leitura do semestre. Todos os pais receberam informativo estimulando a compra dos títulos no evento. Lá fui eu, com toda boavontadedemãe e saí feliz da vida com dois livros lindos da mesma editora. Fiquei tão contente com eles que fui procurar outros títulos  para comprar na grande e mágica internê. E aí, meus caros, quase caí de costas ao perceber que eu paguei o DOBRO pelos livros. O DOBRO. Escrevi para a escola para falar sobre isso e a resposta da coordenadora não poderia ser mais desagradável: Ela foi imensamente grossa, disse que a escola não levava nenhum lucro, que a feira era feita para estimular a leitura e zaz. Fiquei tão passada, que escrevi um e-mail ENOOOORME e desaforado dizendo que meu dinheiro não nascia em árvore e que esse tipo de coisa só desmotivava a leitura. Ok ter um lucro, mas o dobro não dá, né minha gente?
  • A gota d'água: Um dia fui buscar a Amelie. Ela chegou, alegre, o pessoal me entregou ela normalmente e fomos para casa. Quando eu tirei a franja da testa dela na hora do banho, a surpresa: Um calombo roxo, enorme gelou minha alma completamente. Corri para ver a agenda e o pequeno recado dizia: mãe, a amelie caiu hoje na descida para o lanche e bateu a cabeça. Passamos pomada. Oi? OI? Minha filha bateu a cabeça (não foi uma raladinha no joelho) e ninguém me ligou? Ninguém falou nada? E se ela tivesse passado mal durante a noite? E se tivesse sido uma coisa mais séria? Eu fiquei tão fora de mim, que cada hora que eu olhava pro galo fazendo cocoricó na cabeça dela (e o roxo que ficou ali mais de uma semana) eu tinha vontade de quebrar a escola inteira.
Mas gente, ainda teve mais. Ontem, a Amelie chegou falando que ia ter um passeio. Até aí ok, veio um informativo na agenda. E aí ela começou:

Mamãe, a gente vai pra uma fazendinha. Vai ter vaquinha, porquinho, passarinho. Vai ser muito legal! Você só precisa mandar um cheque. Pera aí, um não. Pode ser dois cheques para a prô. Aí eu ganho meu ingresso. Cade os cheques, mãe?

OI³? Será que é o bode que se amarrou no meu tornozelo e tá criando barba e chifre ou esse tipo de informação é totalmente desnecessária de ser passada a uma criança?
Dessa vez, fui na escola e reclamei com a secretária (porque a coordenadora não estava). E vocês acham que alguém entrou em contato comigo? Não, minha gente. Nenhum bilhetinho. Nada. Zero. Só recebi mesmo uma cobrança de mais R$140 para inscrição na apresentação de dança pro final do ano. Além dos R$85 pilas do passeio, que podem ser divididos em dois cheques. Cadê o cheque, mamãe????

E essa é minha história. Essa é minha vida. Só não tiro ela AGORA da escola por causa dos amigos, de quem ela fala com tanto carinho. Fala deles até dormindo. 

E a temporada por uma nova escola está aberta. E olha, vou contar uma coisa para vocês: está difícil. 



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Eu voltei!

Depois de 7 meses de ausência, eu voltei. Tirei as teias de aranha, dei um tapa rápido no layout (prometo melhorar ainda mais em breve) e tomei coragem para voltar a escrever.

Mas fato é: eu tava morrendo de saudade disso aqui. 

Nos últimos dias, me peguei pensando em temas e escrevendo textos inteiros dentro da minha cabeça. E eu seria muito egoísta de guardá-los só para mim. Além disso, o blog sempre funcionou como meu diário de registro de todas as evoluções da pequena e do meu desenvolvimento como mãe. E a ausência só resultou em meses de registro 0.

E tenho tanta coisa para falar!!!! 
Mas vamos por partes. Estou num processo de escolha de escola para a pequena. E vou relatar todas as enormes dificuldades que tenho encontrado nesta busca insana. Meu Deus, como é difícil de achar um bom colégio, a um preço que eu não precise deixar de comer ou vender um rim para que a pequena possa estudar.

Espero que ainda tenha leitores. Mas também, se não tiver, pelo menos estarei concretizando todas as palavras, crônicas, textos e impressões da minha memória. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Roda de Leitura

Uma das coisas mais legais da escola da Amelie é a Roda de leitura. Nós, pais, somos convidados a comprar um livro bacana e que possa ser dividido com os colegas de classe dos nosso filhos. Eu sei que este esquema não é uma novidade, que é algo até bem comum nas escolas, mas eu me empolgo a cada semestre, com a escolha da publicação.

Na idade da Amelie (ela completa 3 anos em junho), percebi que comprar livros que possam despertar o interesse da pequena pela leitura é um desafio. Ela não se liga mais em livros acolchoados mas também não consegue lidar com a delicadeza de um papel com baixa gramatura. Gosta de histórias, mas não daquelas enormes - ainda não tem paciência para acompanhar um enredo muito longo. 

Também existem aqueles livros cheios de botões, que produzem sons de animais ou onomatopeias para ajudar a descrever uma situação ilustrada na publicação. Não tenho nada contra eles, mas não acho muito interessante, pois a criança acaba direcionando seu interesse  à um gadget e não às letras.

O negócio é levar estímulos e aprendizados que são novos à ela, mas que não subestimem sua capacidade cognitiva. E com este desafio, me dirigi até uma grande livraria aqui em São Paulo. Fiquei mais de 30 minutos olhando prateleiras e já selecionando alguns livros que achei interessante para uma compra posterior. Estava quase desistindo (e levando um cheio de botões) quando encontrei um livro muito fofo e com uma proposta muito bacana: As descobertas de Gaspar e Lisa.

Primeiro que eu adoro a estética do desenho: com cores vibrantes e traços simples, eles trazem a sensação de que qualquer ilustração pode exceder os limites pré-determinados de uma linha. 

Eles são cartonados, o que facilita o manuseio pelos pequenos. Além disso, a proposta é ensinar algumas coisas que estão inseridas no cotidiano da dupla fofa de cachorrinhos. São quatro livros: As coresOs opostos, As formas e Os números.  Fiquei em dúvida entre Os Opostos e as Formas - e acabei ficando com o último. 



A pequena amou e está com ele debaixo do braço desde ontem, quando entreguei o livreto a ela. Hoje, foi para a escola, pois a roda de leitura começa na segunda. Minha intenção é compartilhar com vocês a escolha dos outros pais e podermos trocar ideias sobre livros e leituras bacanas que podemos fazer para os pequenos. Quem topa?


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A de Amelie

Já fazia tempo que eu não passava por aqui. A falta de tempo e o desânimo com a cara do blog me afastaram desse espaço, que eu gosto tanto e me faz tanta falta.

Mas agora, o blog entra numa nova fase. O template mudou, mas é provisório. Por quanto tempo, eu não sei. 

A minha pequena não é mais pequena. Já não tem mais feições de bebê. Já saiu das fraldas. Está com uma dicção linda de viver e diz coisas como "Eu gostaria de ir ao banheiro" - assim mesmo.

Já demonstra uma atenção especial aos livros e identifica muitas letras. Mas há uma em especial: o A de Amelie. Acho que a atenção dela com a letra do nome começou por volta do Natal. A cada A de Amelie que ela identificava uma exclamação! "Olha mamãe, o que eu achei aqui!" E ela só tem 2 anos e meio.

Eu me surpreendi com essa vontade dela em buscar as letras. Achei que isso só aconteceria quando ela tivesse lá com seus 5 anos. Mas a brincadeira favorita do momento é pedir para mamãe desenhar o alfabeto.

E lá vou eu. 
"Mamãe, desenha o A de vovó" (porque toda letra inicial, ela chama de A)
"E o A de vovó Sônia/E o A de tia Helene/ E o A de Papai"
Assim passamos uns bons momentos: ela descobrindo o prazer das letras e eu maravilhada com seu interesse.

Até que, há dois dias mais ou menos, ela me chamou na cozinha, toda feliz. "Vem aqui ver um A de Amelie que eu fiz, mamãe".
E lá estava ele. 

Tive vontade de chorar de alegria, orgulho, amor. Porque as letras são as primeiras estradas por quais caminhamos para conhecer a vida. E minha Amelie está vivendo. plenamente.