quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ela FALOU!!!

Embora eu não possa negar minha corujice, a Amelie falou. 2 vezes e duas palavras diferentes.

Domingo ela estava sentada em meu colo. Minha mãe estava ao meu lado e nós estávamos na casa da minha tia. Um dos gatinhos dela apareceu e deitou sob a cadeira que eu estava. E eu fiquei:

-Filha, olha o miau! Olha que miau bonitinho!

Minha mãe tbm ficou falando sobre o "miau". Então, sem dar nenhum aviso ela falou nitidamente: MIAU. 

Eu e minha mãe nos olhamos e ficamos duvidando desta proesa da Amelie. Afinal, ela só tem 6 meses. Só pode ter sido coisa da nossa cabeça!

Mas hoje, depois do banho, eu perdi mais uma batalha. Normalmente, quando terminamos a chuveirada, chamamos pelo Papai.
E, como mágica, ela repetiu! Papaaaaaaaaaaí!
E mais de uma vez!

Nem preciso dizer que o pai está todo orgulhoso e tirando sarro da minha cara (afinal, ela falou papai primeiro). Mas eu estou extremamente feliz! Minha tagarela agora está começando a falar coisas que fazem sentido! =D

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diabetes gestacional


De acordo com estudo realizado pelo Ministério da Saúde publicado hoje, a diabetes mata cada vez mais no Brasil. Em 9 anos, a taxa de mortalidade pela doença cresceu 10%. Além disso, dados brasileiros do grupo de estudos do diabetes na gestação revelam uma prevalência de 7,6% de diabetes gestacional nas mulheres brasileiras. Ou seja, mamães, cuidem-se!!!

Esta é uma doença grave e, a maioria das pessoas não dá importância por ela ser silenciosa e apresentar sintomas aparentemente sutis. Eu tive diabetes gestacional e o tratamento foi fundamental para que a Amelie nascesse com saúde. No entanto, mesmo após o parto, continuo com um quadro pré-diabético. Ou seja, se eu não continuar me cuidando, corro um risco enorme de adoecer de vez. 

Assim que eu soube que estava com diabetes, procurei uma endocrinologista. E no meu caso, fiquei com uma das melhores que eu conheço. A Alina Ribeiro Coutinho Feitosa é doutora em endocrinologia e metabologia pela USP, Coordenadora do ambulatório de Endocrinopatias na Gestação da Maternidade Prof. José Maria de Magalhães Neto da Bahia, em Salvador, e é Professora assistente da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

Ela topou me dar uma entrevista para explicar os males desta doença na gravidez. Espero que as respostas sirvam de apoio às mães que estejam passando pelo problema e elucide todas as dúvidas que vocês possam ter sobre o assunto!

- O que é  Diabetes Gestacional?
É qualquer grau de intolerância à glicose (açúcar elevado no sangue), identificado durante a gestação e que desaparece após o parto.

- A mulher que apresenta essa doença tem, necessariamente, algum tipo de predisposição?
A maior parte delas, sim. A predisposição está relacionada aos fatores de risco da própria mulher que planeja ter filhos ou já está grávida: idade acima de 25 anos, história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau, sobrepeso ou obesidade pré-gestacional, excessivo ganho de peso na gestação, diabetes gestacional em gravidez anterior, filhos nascidos com mais de 4kg, além de hábitos não saudáveis como falta de atividade física e alimentação rica em gorduras e carboidratos.

- Em que fase da gravidez ela é identificável?
Em qualquer fase. Em virtude dos hormônios que se elevam na gravidez, a partir da 20ª e principalmente da 24ª semana, a chance é maior de desenvolver diabetes gestacional. Recomenda-se rastrear, ou seja, procurar ativamente todas as mulheres através da avaliação da glicemia em jejum na primeira consulta e confirmação do diabetes por meio do testes da sobrecarga de 75 gramas. A glicemia de jejum acima de 85mg/dl indica necessidade de testes adicionais e avaliação médica.

- Como é o tratamento?
A terapia dietética é parte essencial do tratamento do diabetes na gestação. A alimentação deve ser saudável e balanceada e a dieta, individualizada e modificada conforme a fase de gravidez. Deve-se preferir os alimentos integrais, ricos em fibras, leite e derivados desnatados, legumes, verduras e frutas e as carnes devem ser as magras e os peixes. Evitar os carboidratos refinados e gorduras.  O adoçante artificial pode ser utilizado em lugar do açúcar, podendo ser consumido em quantidade moderada os adoçantes que contém sucralose, acessuframe e aspartame. O ganho de peso deve respeitar os limites recomendados pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) que baseia o ganho de peso de acordo como índice de massa corpórea (IMC) pré-gestacional.

A atividade física pode ser mantida ou iniciada na gestação, pois auxilia no controle do peso e das glicemias, além de deixar a gestante mais disposta. Exercícios de leve a moderada intensidade como caminhadas, hidroginástica e ginástica localizada apropriada devem ser estimuladas desde que não haja complicações obstétricas.

A maioria das portadoras de diabetes mellitus gestacional obterá controle glicêmico ideal com tratamento dietético (70 a 80%). As que não obtiverem controle ideal com as mudanças saudáveis do estilo de vida necessitarão de insulina para controle.

 
- Quais são os riscos para mãe e bebê caso NÃO seja feito tratamento?

Fetais
Mãe com diabetes gestacional
Malformações
morte
Morte fetal
Surgimento ou piora da retinopatia
Hipoglicemia
Surgimento ou piora da nefropatia
Hiperbilirrubinemia
Doença isquêmica cardíaca
Síndrome da angústia respiratória
Estados hiperglicêmicos agudos
Policitemia
Aumento da chance de parto cesariano
Hipocalcemia
Prematuridade
Macrossomia
Risco de hipoglicemia
Crescimento intra-uterino retardado
Doença hipertensiva específica da gestação
Parto cesário

Internação em UTI

Trauma ao nascimento

Aumento de risco de diabetes no futuro

Hipoglicemia






























 



- É recomendável procurar a ajuda de um endocrinologista?
Sim. O endocrinologista é o médico especialista em problemas metabólicos como o diabetes. Ele poderá identificar, tratar e controlar os desarranjos metabólicos durante a gravidez. É importante haver um trabalho de equipe – endocrinologista, nutricionista e obstetra para a melhor assistência. 

É recomendável que mulheres que pretendam engravidar façam uma avaliação endócrina e metabólica para a preparação para este momento tão importante da vida. Esta avaliação é chamada de plano pré-concepcional.
 
- Como proceder após o parto? A diabetes some de vez?
Após o parto a mamãe deve manter os mesmos cuidados com a alimentação e atividade física que teve durante a gestação. É necessário ingerir cálcio por suplementos ou alimentação e tomar sol em horário saudável para fortalecer os ossos durante a amamentação. Também é importante retornar ao peso pré-gestacional em 6 a 12 semanas e, em caso de permanência de sobrepeso, perder adicionalmente 5 a 7% do peso e conservar a perda para prevenir doenças.

 A maioria das gestantes que teve diabetes gestacional terá suas glicemias normalizadas após o parto, principalmente aquelas que foram tratadas com dieta. Entretanto a mulher que desenvolve diabetes gestacional tem maior risco de desenvolver diabetes  no futuro.  O risco é variável, em torno de 38 a 100% nos primeiros 5 anos, com decaimento lento nos  5 anos seguintes. A chance de recorrência do diabetes gestacional em próxima gravidez é 30 a 84%.

A mamãe e seu médico devem estar alertas a respeito dos riscos de diabetes no futuro. Por isso, deve ser feito o teste  de tolerância à glicose oral com 75g com 6 a 12 semanas após o parto, repetindo-o anualmente ou a cada 2 anos.





segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Coisas de Amelie: 6 meses


Eu fiz 6 meses no começo do mês. Parece que foi ontem que eu senti aquela luz forte e meu pai dizendo: “Ela é cabeluda, zi!”. 

Neste tempo todo eu já aprendi muitas coisas. A gostar de comer a papinha que minha mãe faz com tanto carinho. Adoro a sobremesa (bem melhor do que aquele leitinho ralo que ela insistia em me dar depois do almoço). Não gosto do suquinho pela manhã.

Ainda gosto de mamar no peito, mas as frutinhas que ganho toda tarde são deliciosas. Especialmente a banana amassadinha.

 Já controlo bem mais meus movimentos, embora ainda não consiga pegar pequenas coisas com tanta facilidade. Gosto da etiqueta que fica no bumbum do meu puff. 

Estes dias descobri meu pé. Às vezes ele está coberto, às vezes não. Coloco ele na boca com gosto. E às vezes mamãe reclama comigo, porque eu engasgo.

Ficar deitada é coisa de bebê. Como eu sou praticamente uma mocinha, eu gosto de ficar sentada. E quero pegar tudo o que está a minha volta.  

No berço, não paro quieta. Hoje de manhã, por exemplo, mamãe levou o maior susto ao ver que eu estava com os pés no meu travesseiro. “Como você fez isso?”, ela perguntou. Mal sabe ela que eu sou cheia de magia.

Morro de saudade do meu pai e da minha mãe durante o dia. À noite, quando eles estão em casa, não quero sair do colinho deles. Gosto do banho de chuveiro e do Leopoldo, o elefantinho. Em dias quentes, gosto de ficar só de fralda. Às vezes, minha mãe fica louca e quer colocar uma blusa em mim. “Tá um ventinho esquisito”, ela diz. Mães...

Eu gosto de dedos. Minha gengiva coça. E ontem minha vó me deu um pedacinho de carne pra chupar. Não curti. Adoro ver futebol na televisão. E Hi5 e Lazzy Town e Princesas do Mar. Durmo de ladinho, abraçando o edredon. Minha mãe diz que eu sou a melhor coisa que já aconteceu na vida dela. E assim, ela me enche de amor, todos os dias. Toda hora.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cão raivoso



Já faz quase 1 mês que voltei a trabalhar e nesse meio tempo descobri como é árdua a tarefa de conciliar a vida de mãe, dona de casa e profissional. Eu até procurei duendes que topassem um regime escravo, mas não achei. O trabalho doméstico ainda continua por fazer e eu tenho ficado cada dia mais cansada.

Um dos pontos positivos da minha volta ao trabalho é o trabalho em si. AMO trabalhar, AMO estar com a cabeça a mil, entrevistar pessoas, escrever. Mas eu tenho pensado seriamente se esse amor à profissão compensa (sim, porque o salário não é lá essas coisas). 

Ficar o dia todo sem ver minha pequena é realmente um sacrifício. Claro que eu não quero que ela fique grudada em mim para sempre. Mas ela é ainda tão pequena para ficar longe por tanto tempo...

Assim como eu, ela também sente nossa separação e isso fica claro quando eu chego em casa. A primeira coisa que ela quer é mamar no peito. E depois, quer brincar, fica conversando e não quer sair do meu colo. Parte meu coração ver essa carência dela.

O Dan até ajuda nas tarefas de casa, mas a verdade é que o pesado acaba ficando pra mim. Além disso, tenho um defeito muito grave: Sou perfeccionista. E quando sei que a pessoa não vai fazer as coisas do jeito que eu faço, prefiro nem designar a tarefa.   E isso é um problema quando se tem pouquíssimo tempo e muita coisa pra fazer.

O resultado disso tudo é que eu ando num estado horroroso de estresse. Não consigo controlar meus ataques nervosos e tenho medo de morder a galera que chega muito perto de mim. Devia comprar um colar com os dizeres: Cuidado, cão raivoso.


                                                                                                                                                                                                               

domingo, 14 de novembro de 2010

Oi, eu sou a Amelie!!!


Quem subestima a inteligencia dos bebês não sabe o que está perdendo. São ações sutis que demonstram toda esperteza e perspicácia dos pequenos. Além disso, é possível perceber também traços de sua personalidade – que eu acredito ser inata.

Sexta-feira eu trabalhei de casa para poder cuidar da Amelie. E ela ficou em êxtase quando percebeu que não iria para o Berçário. Embora estivesse super caidinha por conta da dor de ouvido, ela estava toda cheia de sorrisos e carinhos comigo. Não podia sair de perto dela. Ela queria colo a todo momento, queria conversar comigo e participar das coisas que eu estava fazendo.

Ao mesmo tempo que essas atitudes são fascinantes, eu senti a força que minha ausência tem na vida dela. Fiquei pensando se essa coisa dela não melhorar da gripe tem a ver com a necessidade dela ficar comigo. Será que eu estou superestimando minha presença em sua vida?

Nesses dias que passei mais tempo com ela (mais do que as 1h30 que tenho passado durante a semana), percebi também o quanto ela se desenvolveu. Ela já aprendeu a recusar o que não gosta e pedir as coisas com muito mais propriedade. Só está faltando pronunciar as palavras, porque a pequena sabe se expressar.

Aos poucos ela está se mostrando pra mim. O meu papel é apenas educá-la e direcioná-la para o melhor caminho, pois acredito que ela já nasceu sabendo quem é e a que veio!







quinta-feira, 11 de novembro de 2010

E a gripe continua

To arrasada.
Hoje, ao chegar em casa do trabalho, fui direto falar com minha pequena. Diferente dos outros dias, ela não riu, não fez festa. O Dan me disse que fazia um tempo que ela estava chorando.

Pediu o peito e eu dei. Ela tirou um pequeno cochilo e acordou chorando. Decidi adiantar o banho, achando que ela já queria dormir de vez. No banho, chorou mais ainda. Alto, forte e com um tom desesperador. Só podia ser uma coisa: dor. Mas onde?

Acalmei ela e o primeiro lugar que chequei foi o ouvido. E ela abriu o berreiro.

Eu estava evitando ir ao Pronto Socorro, mas dessa vez não deu pra segurar. Chegamos ao hospital e não demorou muito para sermos atendidos pelo pediatra. Falei para ele que achava que a Amelie estava com dor de ouvido.

Ele perguntou quantos filhos eu tinha e quando eu disse que era só ela ele deu uma risadinha e falou: "Então vamos ver se a mãe de primeira viagem acertou!"

Ele olhou o ouvido dela e soltou um: "Na mosca, mamãe!".

Explicou que a inflamação era, provavelmente, por conta do catarro que ficou acumulado da gripe. Recomendações: Compressa quente, cabeceira do berço levantado, remedinho pra dor, rinossoro no nariz e NADA de friagem.

ODEIO ver a Amelie sofrendo.=/
Mas com os cuidados certinhos ela vai melhorar. E essa gripe dos infernos que vá embora de vez.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Débuts


Minha pequena dormindo
Parece que a Amelie decidiu ter vários débuts em uma única semana. Ontem foi a vez da febre, que veio complementar o quadro de gripe que se instalou no corpinho da minha pequena durante o final de semana. 

Domingo até pensei em levá-la ao Pronto Socorro. Mas se tem uma coisa que aprendi conversando com médicos é que PS é lugar de pacientes emergenciais e não de bebês com gripe. Porém, mãe é aquela coisa, né? Basta um nariz escorrendo para que a gente fique extremamente preocupada.

A solução provisória que encontrei foi seguir as recomendações que o médico tinha sugerido da última vez que ela gripou: rinossoro, aspirar o narizinho, um pouco de inalação só com soro e muito carinho. Mas ela foi entupindo, entupindo até culminar na elevação da temperatura.
Quando as meninas do berçário me ligaram para avisar que ela havia piorado, saí voada do trabalho. Acho que nem prestei muita atenção na hora de atravessar a rua. No caminho fui ligando para o Dan, para o médico e pedi uma mão pra minha mãe. 

Depois que o médico a avaliou, fiquei mais tranquila. Se eu tivesse esperado mais um pouco para medicá-la, talvez o diagnóstico fosse mais preocupante. Mas logo ela foi melhorando, ficando mais espertinha e dormiu beeeeeem melhor do que ontem. 

Outra coisa importante é que ela vai começar a comer papinha salgada na hora do almoço! Ela ganhou pouquíssimo peso desde a última vez que visitamos o pediatra. Então, ele achou por bem começarmos a dar mais sustança para a pequena. O menu de hoje é papinha de cenoura, mandioquinha e espinafre com caldinho de carne. Hummmm. Espero que ela goste, pois deu um trabalhão pra fazer (sabe comé mãe de primeira viagem).

Acabei de ligar no berçário e tive a excelente notícia de que ela está bem, tomou todo suco que mandei. Ótimo! Significa que o apetite dela voltou! Mais tarde vou dar uma de mãe chata e ligarei de novo pra saber como ela está. Corpo no trabalho e coração na filhota – sempre!