segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saudade infinita

Então é isso. Daqui 30 dias eu estarei sentada em um escritório a quilômetros de distância da minha pequena. É bem provável que meus olhos estejam inchados e fiquem marejados durante os primeiros dias. Por conta disso, qualquer um que olhe para mim verá que na minha testa está escrito: sou mãe e estou longe da cria!

Eu tenho ficado com minha pequena o tempo todo. Fico horas olhando sua mãozinha gordinha, dou um milhão de beijos em suas bochechas e já explico pra ela que vou voltar a trabalhar e que ela começará a conhecer o mundo.

Para mim, está sendo muito difícil lidar com o sentimento de culpa pelo “abandono”. Eu sei que não estou largando ela, mas será que ela vai conseguir entender que eu vou, mas volto?

Me dá um aperto em pensar que ela vai reclamar que está com sono, que quer a chupeta ou mesmo um colinho e eu não estarei por perto para suprir essas necessidades. Por mais competentes que as moças do berçário possam ser, elas não conhecem minha pequena como eu.

Mas eu preciso enfrentar esse turbilhão de sentimentos (afinal, sou uma mulher ou um saco de batatas?) e começar a retomar minha vida. Ser eu e não a mãe da Amelie, que não tem tempo pra secar o cabelo, fazer depilação ou pintar as unhas.

Sei que este é um grande desafio, mas sei também que, embora eu possa superá-lo, eu vou viver sempre com saudades da minha pequena. Acho que é um sentimento que me acompanhará para o resto da vida, toda vez que eu me separar dela. Me dá um aperto no peito toda vez que eu lembro de ter debochado da MINHA MÃE quando ela demostrava esse tipo de nostalgia.  Hoje eu a entendo melhor e posso dizer que, mesmo longe dela, o sentimento de saudade é recíproco.

Amor de mãe é algo complexo e infinito. E, além de tudo, precisa aprender a ser altruísta.

Um comentário:

  1. É,amiga...não é fácil. Mas vc vai ver que a gente sobrevive. A adaptação é a nossa...elas nem sentem mesmo...hahahahaha
    Amo vc...
    Bjs

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