quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Amelie e o Papai Noel
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Eu quero pão
E o Antônio? Ainda está instável, infelizmente. Fica, no máximo, 2 dias sem apresentar sangue nas fezes e depois volta tudo de novo - mesmo eu só tendo inserido o trigo dos novos industrializados. Anteontem comi um biscoitinho de polvilho feito com ovo. Pequeno teve cólicas, ficou choroso e o sangue aumentou. Uma caca.
Passei a última semana colhendo novos exames e estamos torcendo para que os resultados tragam alguma luz, pois a pediatra cogitou a possibilidade de interromper a amamentação do pequeno e ficarmos apenas no leite artificial. Existe a possibilidade (remota, é verdade) de que o pequeno não consiga metabolizar a proteína do MEU leite. E aí não tem jeito... Enfim, não quero sofrer por antecipação e, na próxima consulta pretendo discutir todas as possibilidades de tratamento. Se precisar, corto o glúten. Corto o que tiver de cortar da minha alimentação para que eles fiquem no leite materno.
Davi está ótimo. Não apresenta nenhum sintoma que possamos o considerar alérgico - inclusive com os exames negativados. Mas independentemente de qualquer coisa, ambos estão crescendo, gordinhos. Já estão dormindo melhor e, às vezes, dão estirões de 6 horas durante a noite. Raramente choram ou reclamam de cólica. Já estão dando risada. Reconhecem minha voz ao longe e estão começando a identificar diferentes ambientes. É uma delícia viver cada fase desenvolvimento deles.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Desafio: 14 dias sem industrializados
As únicas coisas permitidas são: Arroz, feijão, aveia, sal, açúcar e macarrão (de marcas cujos SACs garantem a "limpeza" do produto). Fora isso, carne (de frango e porco), frutas, legumes e verdura. Os temperos precisam ser naturais. A médica mesmo falou: isso vai ser um desafio, mas vai valer a pena.
Então, por quê não transformar o peso da obrigação em algo um pouco mais divertido? Minha ideia é compartilhar minhas refeições no meu perfil do Instagram e mostrar que é possível ficar sem industrializados sem morrer de fome, sem ter muito trabalho
Vou tentar ser o mais variada possível nas preparações e espero inspirar aqueles que querem largar o junk food para ter uma vida mais saudável. Acho que desse jeito vou ter mais força para seguir a deita sem deslizes e com o apoio de vocês!
Me adicionem por lá! E quem quiser tentar o desafio também é só usar a hashtag #14diasnatural. Vou adorar se mais gente resolver tentar!
Ah! E quem quiser saber mais sobre APLV, o fantástico trará uma reportagem sobre o assunto no domingo. Não deixem de assistir!
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Nossa nova rotina
A pequena ainda consome o leitinho dela, mas com algumas restrições: Não pode mais tomar na sala – tem que ser na caminha dela – e, para não correr risco de uma contaminação cruzada na cozinha, montei uma “pia” no tanque da área – com detergente, esponja e escorredores exclusivos.
sábado, 4 de outubro de 2014
Antônio sensibilizado
Se você tem filho sabe o quanto é importante ver um cocô saudável ao abrir a fralda. Aliás, quase toda mãe é capaz de discutir a coloração das fezes dos filhos enquanto toma café da manhã. Não fique com nojo. É realmente natural, acredite.
Eu não sou diferente e, há alguns dias percebi o cocô do Antônio estava mais avermelhado. Comentei com a minha mãe e disse que estava preocupada. Porém, aparentemente tinha sido algo pontual, já que a evacuação dele havia voltado ao tom amarelado característico de bebês que mamam no seio.
Mas na sexta-feira, ao abrir a fralda, Antônio pregou daquelas peças em mim e fez um cocô fresquinho. E eu vi sangue. Fiquei gelada. Liguei pra pediatra, que não podia me atender na hora. Fiquei esperando a ligação dela com o coração na mão e rezando pra que não fosse nada demais.
Me segurei pra não jogar a informação no Google, mas foi maior que eu. Pra minha surpresa, não achei nada muito trágico (o que normalmente acontece). Porém, um dos diagnósticos mais prováveis era a Alergia a Proteína do Leite de Vaca (APLV), suspeita que a pediatra também compartilhou e me mandou suspender leite e derivados da minha dieta, além de substituirmos o complemento do Antônio. Vejam, APLV é diferente da intolerância à lactose. Aqui o negócio é alérgico mesmo. Explico:
Dependendo do grau de sensibilidade do pequeno, o contato com o mínimo de leite ou seus derivados pode levá-lo a um choque anafilático. Por isso, agora, eu preciso ficar de olho no rótulo de tudo o que eu comer até confirmarmos o diagnóstico. Não posso ingerir nada que contenha traços de leite, ou seja, se o maquinario de algum produto sem leite for compartilhado na fabricação de outro com leite, já não posso consumir.
Vou precisar substituir meus potes, separar as coisas dele na cozinha e orientar todo mundo que vier nos visitar sobre os perigos do contato com leite. Além disso, há a suspeita de alergia à amendoim e castanhas em geral.
A pediatra pediu uma série de exames (inclusive pro Davi, que não apresentou sintomas mas precisa ser investigado), vou tentar passar numa gastro ainda essa semana e vamos aguardar pelo diagnóstico mais acertado. Enquanto isso, estou lendo muita coisa sobre o assunto e, prometo, que este não será o primeiro post sobre APLV.
Porque só ter gêmeos tava fácil.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
1 mês dos meus machinhos.
Não sei quanto eles estão pesando agora, mas Antônio certamente já passou dos 4kg e Davi o segue de perto. E eu? Não sei quanto já perdi no total. Na primeira semana eu já tinha perdido 15kg dos 13 que eu ganhei. Não sei se perdi mais até porque eu estou comendo como uma maluca. Sinto uma fome absurda e como mesmo, sem dó. (afinal, alguma coisa precisa compensar minha barriga de damasco - de acordo com a Amelie - e os peitos meio caídos).
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Gravidez sem álcool: nem uma gotinha
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Quando a fonte seca
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Parindo 2
A última semana se gravidez foi desesperadora. Tive uma crise de sinusite no domingo e, se eu já não estava respirando, sobrevivi apenas com um sopro de ar.
Por isso, recebi com grande alívio a notícia de que marcaríamos a cesarea para quinta (28/08). Eu sei que queria esperar o parto normal. Mas, de verdade, eu estava sofrendo demais. Achava que teria um troço a qualquer momento.
O parto foi um dos primeiros do dia e a cirurgia começou às 6 horas da manhã. Minha altura uterina chegou a 50cm e até mesmo a equipe ficou impressionada que eu ainda estava caminhando quase que normalmente.
Tentei manter a calma, mas realmente estava bastante nervosa. Davi nasceu às 6h18, com 48cm e 2,885kg. Às 6h19, Antônio sugiu com 48,5cm e 3,1kg. Um tourinho. Nem preciso dizer que quase morri de chorar quando vi minhas lindezas.
Depois da sala de recuperação, fui para o quarto na esperança de receber meus pequenos em pouco tempo. Mas aí veio a notícia: ambos nasceram bem, mas começaram a ficar muito cansados e tiveram de ir para a uti. Eu já tinha ouvido essa história antes.
Não pude deixar de pensar em todo sacrifício que fiz para que isso não se repetisse de jeito algum. O máximo do egoísmo, eu sei. Mas não tinha mais o que fazer. Tentei aparentar calma, mas eu estava com muito medo. Não sabia o que esperar.
Ambos tiveram um desconforto respiratório. Davi ficou apenas 1 dia e meio na UTI E depois veio para o quarto. Antônio demorou um pouco mais para se dar conta que tinha de começar a respirar. Foram 8 dias de UTI, o que significa que ele ficou pra trás no dia da minha alta.
Sair do hospital com um bebê na mão e outro ainda internado não fpi nada fácil. Mesmo que eu quisesse me controlar, as lágrima caíam sem parar.
Fui para o hospital todos os dias até a alta do pequeno. Fiz questão de amamentá-lo pelo menos uma vez ao dia. E foi uma das melhores coisas que eu fiz. Antônio saiu bem.do hospital e é a calma em pessoa. Davi é bravo, mais agitado - o oposto do comportamento que demonstravam dentro da minha barriga.
Nos próximos posts conto como estou dando conta de 3. ;)
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Diário de bordo - #SEMANA36
Finalmente chegamos aos improváveis 9 meses de gestação. Ouvi tantas histórias sobre nascimento prematuro em gestação gemelar que, sinceramente, não considerava chegar tão longe. Mas aqui estamos nós, firmes e fortes como geleia.
Terça feira passei com o obstetra, fiz ultrassom e vimos que está tudo lindo com os meus pequenos touros: cada um está pesando quase 3 kg cada. Porém, minhas chances de parto normal diminuíram: não sei como, Davi (que estava quase encaixando) resolveu sentar. E assim está, com a cabeça embaixo das minhas costelas e os pés na minha virilha.
Como estamos saudáveis, o médico pediu para segurarmos mais uma semana. Não vou negar que, pra mim, está sendo um esforço homérico. Essa última semana está bastante sofrida: minha vontade é ficar o tempo todo deitada. A dor na virilha é algo surreal (a recuperação de uma cesariana não é nada perto disso aqui).
Sair na rua é divertido. TODO MUNDO fica me olhando e algumas pessoas me param e perguntam, assustados: Quantos são???
A barriga está tão grande que, na terça, quando fui fazer o ultrassom no hospital, até uma médica pediu pra olhar minha barriga. Uma obstetra.
Agora estou na contagem mais do que regressiva. Espero que o próximo relato seja do parto. Aí conto pra vocês se meu quadril sobreviveu.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Diário de bordo - 35 semanas
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Diário de bordo - Semana34
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Sim, esta é uma barriga pornograficamente grande. |
quarta-feira, 30 de julho de 2014
O nascimento da irmã mais velha
- Todo dia reforço a independência dela e é impressionante o quanto ela se desprendeu de mim nesses últimos meses. Faz questão de ajudar nas tarefas de casa e arrumar as coisinhas dela. E ela tem se sentido muito importante com isso;
- Deixei que ela assistisse a programas dedicados à chegada de bebês ao mundo. Daqueles que mostram o parto, o bebê recém-nascido, os primeiros cuidados. Não fiz para chocá-la, mas para que ela entenda todo o processo da chegada dos irmãos;
- Ela também tem me acompanhado às consultas com o obstetra. Normalmente, ela faz perguntas para ele e segura minha mão enquanto ele examina a barriga. ♥
- É ela que abre todos os presentes que os bebês ganham. No começo foi bem difícil explicar que eles estavam ganhando coisas porque não tinham nada. Agora, ela comemora com a mamãe a cada pacote de fralda que ganhamos e não faz questão de ter presentes também.
- semana que vem vou arrumar a mala da maternidade (sim, ainda não fiz nada disso). E vou deixar que ela escolha as roupinhas que os irmãos usarão nos primeiros dias de vida. Acho que ela vai ficar feliz.
- Anteontem ela fez o primeiro desenho dos irmãos. Ela, grande e com todos os detalhes (incluindo pupilas, cílios e zaz) e os irmãos somente como duas cabeças e corpinhos de palito (sem mãos ou pés). Mas já é alguma coisa!
- Outra coisa é que ela resgatou uma boneca, a Julieta, e tem andado com a "filha" dela pra cima e pra baixo. Tem cuidado dela igual um bebê e eu tenho achado isso bem legal. Ela senta com a gente na hora das refeições, ganha cuidados e carinhos e participa das brincadeiras com a gente;
- Para o nascimento dos meninos, estamos pensando em comprar um presente de mocinha para ela e dizer que foram os irmãos que mandaram. Acho que pode ser simpático.
Enfim, só saberemos como será a reação dela quando os pequenos chegarem em casa! E tá faltando pouco! ♥♥♥
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Minha mocinha linda! |
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Nota da redação: ERRAMOS!
Porque eu tô dizendo isso?? É que ontem descobri que minha gestação está mais avançada do que eu imaginava. Pensei que tinha acabado de iniciar a 31ª semana. Mas não, já estou na 32ª, ou seja, atingi a marca do 8º mês de gravidez (vivas, uhus, IéIé).
Você deve estar pensando: mas como é que uma semana pode fazer tanta diferença assim? Ah, colegas. Numa gestação, faz sim. Uma vez um médico me disse que um dia dentro da barriga são 2 dias longe da UTI. Então, a cada dia que passa é uma comemoração. E estar chegando perto da hora do parto é um motivo ainda mais gritante para que eu me sinta extremamente feliz!
Ontem foi dia de consulta pré-natal. E, embora estejamos otimistas, meu médico deixou bem claro que, a partir de agora, estamos lidando com a mãe natureza e ela pode decidir agir a qualquer momento. A única ajuda médica que ele pôde prover foi uma medicação que ajudará na aceleração do desenvolvimento dos pulmões dos pequenos. O resto a gente garra na fé e espera que eles sejam preguiçosos!
Minha barriga está absolutamente gigantesca. Até meu médico suspira ao medir a altura uterina (sim, isso existe minha gente, e é, basicamente, a altura da barriga). Só como base de comparação: outro dia achei meu cartão de pré Natal da Amelie e, no dia do parto, minha AU estava em 33cm. Ontem, belos 41 cm explicam as dores nas costas, a falta de ar e a hérnia umbilical que ganhei de presente. Não é o máximo??
Achei que fosse ter engordado uns 4 kg nos últimos 20 dias, já que estou em casa enchendo a pança de
Por conta de todo esse prognóstico estou proibida de saracotear por aí: não posso ir ao mercado, feira, shopping, mercadinho ou a Benedito Calixto comer acarajé. Andar, só em casa. Evitar ao máximo sair de carro e não pegar peso. Basicamente, terei de ficar sentada, comendo e delegando tarefas (já que tem muita coisa ainda pra organizar).
E sim: ainda não são nem 6 horas e eu já estou on fire. Ansiedade e insônia só servem para isso mesmo. ;)
terça-feira, 22 de julho de 2014
#31semanas e o primeiro alarme falso
- A minha barriga continua crescendo e está enorme. Já aceitei o fato de que, no pós parto, ela ficará parecendo uma couve flor.
- Não consigo apanhar nada que tenha caído no chão - a não ser que eu ajoelhe e tenha a ajuda de um guindaste para levantar;
- Tenho chorado com comercial de pasta de dente;
- Sair de casa é um desafio tremendo. Tudo dói, é difícil andar e ficar de pé. Se eu pratico a famosa teimosia e fico fora o dia todo, meu dia seguinte será deitada na cama;
- Tenho me alimentado bem (com algumas porcarias de vez em quando, é bem verdade). Mas é fato que eu tenho comido bem menos doce e abusado das frutas. Ontem mesmo comi quase 1/4 de melancia (tá, foi um exagero).No começo da gestação a ameixa havia ganhado meu coração. Agora são as mexericas. Oh delícia!
- Um desafio está sendo superado: aceitar ajuda do mundo.
- O quarto das crianças está quase pronto. Maridão já pintou, hoje chega a cama nova. Ainda falta coisa pra burro, mas percebam que o otimismo tomou conta de mim;
- Preciso de um corte de cabelo, manicure e pedicure urgente;
- Toda aquela história de que grávida não sente frio foi por água abaixo. Eu não consigo ficar sem meias no pé e um casaquinho para proteger as costas;
segunda-feira, 14 de julho de 2014
#30SEMANAS
Eu finalmente tirei o pé do acelerador (até porque, fisicamente, é impossível fazer algumas coisas). E não é que está tudo andando? O quarto não está pronto ainda, acho que mais duas semanas já teremos um vislumbre de como as coisas vão ficar. \o/
Ando completamente avoada. Tenho deixado as coisas cair no chão com mais frequência do que gostaria e é uma merda, porque na maioria das vezes não consigo pegar. Por isso mesmo tenho tentado abstrair toda bagunça da minha casa.
Tenho dias bons e dias esquisitos. Sábado passei o dia tendo contrações de treinamento, que são super desconfortáveis e geram uma pequena tensão. Tenho que ficar marcando o horário de cada uma para saber se elas estão entrando num ritmo cadenciado (e se isso acontecer, toca pro hospital porque pode ser que eu esteja entrando em trabalho de parto).
As noites têm sido um caso a parte. Faz umas 2 semanas que comecei a ter refluxo noturno: realmente uma delícia. Então, pra ter uma noite de sono razoável, tenho que fazer minha última refeição do dia no máximo 18h - ou então nada de dormir. De ontem pra hoje tentei a sorte, jantei depois das 20h e não preguei o olho.
Às vezes me bate uma melancolia doída e fico me achando uma mãe de merda: não consigo mais brincar com a Amelie do jeito que eu fazia. Dar banho nela tem sido bastante difícil e quase não conseguimos nos abraçar. Aí eu choro, choro, choro. A frustração não passa, mas pelo menos eu coloco pra fora essa angústia toda.
Mesmo com tudo isso acontecendo, não poderíamos estar mais felizes com a aproximação da chegada dos pequenos.
E com vocês, a barrigona da semana (sim, essa sou eu, precisando de um dia e meio de sono e um cabeleireiro particular! hahahahaha)
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Preparativos
Minha barrigona está gigante. Minha irmã, que ficou mais ou menos 2 semanas sem me ver, quase caiu de costas ao me encontrar hoje. E ela logo queria que eu me sentasse: "pelamordedeus, zi. Que barriga é essa?".
Andar em público também é um desafio. Por onde passo, atraio olhares assustados, da galera que acha que posso expelir uma criança a qualquer movimento brusco. Sem contar a sensualidade, né minha gente? O passinho de uma gestante conquistaria qualquer pato do mundo!!
E, neste estado, você deve estar pensando: "Ela já deve estar com tudo pronto!"
Não tem nada pronto, minha gente. Nada.
Meu apartamento é lindo, mas bem pequeno. Quando descobrimos que teríamos um bebê a mais (além do havíamos previsto), cogitei fazer um quarto de redes e pendurar todo mundo no teto. Meu marido não achou a ideia tão genial assim e eu parti para a praticidade. Encontrei uma loja incrível, que faz móveis sob medida, e encomendei uma treliche mara com escorregador, que só chega no começo de agosto.
Até lá, eu preciso desmontar um armário trambolhudo que ocupa metade do quarto que destinamos aos pequenos, vender a cama que a Amelie usava até então, comprar a tinta pra pintar o quarto, encomendar o novo armário, mandar fazer as cortinas, separar brinquedos para doação. Resumindo: preciso fazer TODO o quarto.
Ainda não marquei o chá de bebê. Preciso confessar que não me sinto muito confortável em organizar um encontro em que as pessoas são meio que "obrigadas" a trazer um presente. Porém, dessa vez, eu vou precisar de ajuda. São dois bebês. E a quantidade de fralda que precisarei estocar é inacreditável. Outro item da lista a fazer.
Como sou uma pessoa
E vamo que vamo que ainda faltam 10 semanas!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Sinceramente grávida de gêmeos
terça-feira, 27 de maio de 2014
Como os bebês foram parar aí?
O questionamento veio de bate pronto. Acho que já fazia alguns dias que ela estava pensando sobre isso e, como não encontrou nenhuma resposta sozinha, resolveu jogar a batata quente na minha mão. Claro que eu sabia que isso ia acontecer mais dia, menos dia. E eu realmente achei que teria a resposta na ponta da língua! Ledo engano.
Eu travei. "Oi?" Ela repetiu a pergunta e ainda adicionou: "Você não engoliu eles, né?". Bem, não, eu definitivamente não engoli nada. "Pai? Me ajuda nessa??". E o pai - que eu sempre achei que empacaria numa dessas situações - tirou de letra:
"- Ah, filha. Foi papai que colocou eles aí dentro. Eu tinha umas sementinhas, que só funcionam com beijo. Aí eu plantei as sementes e pimba! Eles estão crescendo". E saiu.
"Ah, entendi. Que nem a gente planta cenoura, né mamãe?" (ela estava com projeto de horta na escola e plantou cenouras. Obrigada, prô!).
"Isso, filha. Igual a gente planta cenoura". UFA!
quarta-feira, 21 de maio de 2014
O Jeans mágico
Desde Janeiro minha pele não experimentava a sensação de encostar em um pedaço deste maravilhoso tecido. Uma porque o calor do último verão foi de matar e eu aproveitei para tirar todos os vestidos do armário. Outra que, assim que descobri que estava grávida, comprei nada menos do 4 leggings pretas iguais achando que todos os meus problemas de vestuário estariam resolvidos até o final da gestação.
Mas amigas, preciso lhes contar com segredo: não é só a barriga que cresce durante a gravidez. O quadril, os seios, e a bunda também aumentam de tamanho de maneira exponencial e, vamos combinar, não tem nada mais degradante do que uma legging preta agarradinha em uma bunda gravídica gorda e flácida.
Num momento de pura iluminação, saí de casa decidida a encontrar uma calça jeans para gestante que me vestisse bem. E eu a encontrei na primeira loja que entrei: lá estava ela, pendurada na arara de alumínio que, para mim, mais parecia um pedestal de mármore com detalhes em ouro. Ela me jogou uma piscadela e prometeu que daria um jeito de disfarçar o tamanho da minha busanfa e devolver a minha então perdida auto-estima. E tudo isso por menos de 90 Dilmas.
Assim que eu a experimentei, minha pele entrou em regozijo e a alegria tomou meu peito de imediato. Pronto. Eu estava de volta à vida normal.
Desde domingo, o dia que a minha relação com o Jeans foi retomada, as dores da minha coluna diminuíram. Faz dois dias que consigo esperar o maridão acordada (ele até achou que eu estava numa crise de sonambulismo na segunda-feira). Eu estou me sentindo mais disposta e bem-humorada e nem parece que minha bunda está do tamanho do Amazonas. Tenho certeza de que o Jeans que eu comprei é mágico!!!
quinta-feira, 15 de maio de 2014
21 semanas de gravidez gemelar - devagar e sempre.
Mas, de que adianta eu ficar falando que estou cansada, que não sei até quando vou aguentar e mimimi se eles PRECISAM ficar aqui por mais um tempão? Vou me entregar à pressão de dois pequenos que ainda estão na barriga, não têm cabelo ou dentes, não sabem andar ou falar? NÃOOOOO. Aqui é mulher macho, sim senhor (ninguém pode negar que eu tenho dois pintos, certo?).
Agora quando me perguntam como estou me sentindo apenas digo: fisicamente e temporariamente limitada. E só. E quando insistem em falar da minha olheira, do meu cabelo despenteado e da minha cara de bunda (Quem nunca?) eu sorrio e digo: é meu jeitinho. (Obrigada pelo bordão, Dri!♥ )
Ah! A balança marca 4,5 kg a mais de pura gostosura gravídica e eu tive de aposentar todos os meus sutiãs 46. Rumo ao 52 com muita dignidade.
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Provavelmente esta será a última vez que eu uso essa calça. |
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Para me lembrar
terça-feira, 15 de abril de 2014
O trabalho mais difícil do mundo
O vídeo está em inglês. Mas acredito que seja fácil de entender:
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Entre música e amores
E aí vem a melhor parte do meu dia: a ida à escola. Eu e a Amelie enfrentamos o trânsito caótico de Sampa ao som de boa música e muitas risadas. Tem jeito melhor de começar o dia?
Funcionamos por fases. Há um mês, Amelie estava viciada na música "Dente por dente", do Hélio Ziskind. Embora eu a tenha ouvido aproximadamente umas 260 vezes, eu me divirto toda vez que a gente canta juntas. Aliás, eu tenho um amor que não cabe em mim pelas composições do Hélio.
Mas a gente não fica só no universo infantil. Amelie está aprendendo a ser eclética e curte ouvir The Doors, sertanejão de raiz, forró e um bom sambinha. Há umas 2 semanas, estamos numa fase Roberta Sá de ser. Eu tenho vontade de morder a pequena toda vez que ela começa a cantar isso aqui:
Pois é. Minha filha canta Chico Buarque. Mas também rebola ao som de Anitta e tá tudo certo.
Esses dias, entre uma cantoria e outra ela pediu:
- Mamãe, você vai comigo num show da Roberta?
- Claro filha! A mamãe vai ver quando terá show dela aqui em São Paulo, está bem?
- Ai, mãe. Eu PRECISO ver essa mulher cantando.
♥♥♥♥♥♥♥♥ Me diz se não é pra MORRER de amor?
Além disso, a gente aproveita o tempo para melhorar a pronúncia de algumas palavras. E eu me arrependo toda vez de não ligar o gravador para registrar esses momentos.
Até dias atrás, para a pequena, orgulhosa=ingulosa. Eu achava a maior fofura vê-la falando assim. Mas daqui a pouco ela entra na fase de alfabetização. Por isso, é muito importante que saiba pronunciar cada uma das palavras do seu vocabulário.
Mas o treino "orgulhoso" foi tão engraçado (ela não conseguia falar do jeito certo de jeito algum) que passados uns 10 minutos de tentativa ela pediu para a gente parar um pouco porque a barriga dela tava doendo de tanto rir.
Eu passo pouco tempo com a minha pequena, é verdade. Mas o tempo que passamos juntas é o mais divertido e preciso da minha vida.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Entre frutas e hortaliças
Segui escolhendo cenouras, batatas, laranjas e tomates, feliz com a perspectiva de um futuro recheado de pernas gordas e sorrisos marotos. Ao chegar à prateleira onde estava o cheiro verde a vi novamente. Dois pares de perninhas gordinhas haviam sumido. MEU DEUS! SERÁ QUE EU FANTASIEI??
Sim, amigos. Eu tive uma alucinação. Não com os dois bebês - eles existiam!! Fantasiei com a possibilidade de estar livre de olheiras, de cabelo arrumado e blusa branca incólume comprando hortaliças pouco tempo após parir. Isso porque ela não estava sozinha: não bastasse a babá a tiracolo, a cozinheira é que empurrava o carrinho repleto de frutas e legumes. Vez ou outra, consultava a mãe sobre as possibilidades para o cardápio da semana.
Pensando bem, a solução para meu futuro não ser de mãe desleixada é bastante simples: triplicar os salários que compõem a renda da família em apenas 4 meses!!!
Mas só pra garantir: alguém tem algum palpite da Mega pra me mandar?
segunda-feira, 7 de abril de 2014
16 semanas, uma barriga imensa e uma senhora gripe.
Hoje completo 16 semanas de gestação. A barriga já está enorme. Engordei os primeiros 1,6 kg - em apenas 15 dias (oh baby Lord Jesus, larguemos o bacon). Estou com olheiras lindas, que combinam perfeitamente com meu cardigan preto (se não fosse pela calça verde água que uso hoje, meus colegas de trabalho certamente me alimentariam com bambu). Pelo menos meu cabelo e minha pele estariam ótimos (beijinho no ombro) se eu estivesse usando a escova ou maquiagem com a frequência social adequada para parecer uma lady.
Meu humor está ótimo!!!!! Mentira, tá uma bosta. Me sinto péssima e ao mesmo tempo incrível! O céu está azul, as árvores ainda estão lindas e essa bosta de calor piora meu resfriado. Mas tudo bem, a vida segue eu eu adoraria dormir mais de 7 horas por noite. Daqui uns 5 anos, talvez, esse sonho se realize. Ou não. E quer saber? Tanto faz. Contanto que eu melhore dessa gripe logo, nem me incomodarei com as dificuldades de não conseguir calçar sapatos ou meias sozinha em um futuro bem próximo.
Ah, as delícias da gestação!
quarta-feira, 26 de março de 2014
Sobre a nova escola da Amelie
Não sei se foi o destino ou sorte da grande, mas nós conseguimos uma vaga numa escola onde meu marido é professor. Na primeira reunião eu quase chorei de emoção ao ver o material informativo:os valores institucionais são bem parecidos com o que a gente acredita que possam contribuir para o desenvolvimento da pequena, além de um cardápio incrível e um ambiente simples, porém acolhedor.
Meu único receio era a adaptação. Na primeira escola, Amelie chorou por mais de um mês na entrada. E eu tinha problemas dia sim-dia não para convencê-la de que era preciso levantar para estudar. Este ano a pequena teria de acordar bem mais cedo e teria um dia puxado.
Mas ela não chorou uma vez sequer. Reclamava da saudade dos amigos, dizendo que queria visitá-los. Isso durou uma semana. Depois, ela já começou a falar que adoraria que os amigos "velhos" fossem para a escola nova dela. Até que, num sábado, tive de aguentar o chororô matinal porque não era dia de aula. BINGO! Adaptação completa.
Mas aí meus queridos, ela ficou a vontade demais. E a professora já me chamou na escola para falar que a Amelie não tem feito as atividades de sala por conversar demais.
Aí, toca ter uma conversa séria com a pequena e explicar a necessidade e a importância da escola na vidinha dela. Pronto. Já tá ficando uma mocinha!
segunda-feira, 17 de março de 2014
Violência obstétrica
Mas por que eu estou falando disso?
Hoje pela manhã me deparei com o projeto 1:4 Retratos da Violência Obstétrica da fotógrafa Carla Raiter, que coleta histórias e registra imagens de mulheres que foram vítimas antes, durante ou após o parto.
Eu sempre evitei falar sobre isso, pois eu nunca aceitei que fui vítima de violência obstétrica. Como eu, jornalista, informada, poderia ter passado por isso? Aí, olhando as fotos da galeria do projeto, me deparo com um relato que poderia facilmente ser o meu:
Eu não queria fazer a cesária no parto da Amelie. Mas tive diabetes. E minha placenta ficou em grau 3 com 31 semanas de gestação. E o médico, "graças a Deus", me disse que eu não poderia entrar em trabalho de parto ou então minha pequena morreria. Tínhamos que marcar o parto o quanto antes!!!!! Durante a cesária ele teve a cara de pau de me falar que ela estava super encaixada e que, talvez, eu entrasse em trabalho de parto já na próxima semana.
O que ele não me falou era do risco dela ficar na UTI Neonatal - como Amelie ficou, durante 7 dias. E quando eu questionei ele sobre isso ele simplesmente disse: "Ah, eu não te falei do risco? Mas é um risco muito pequeno se comparado ao que ela poderia sofrer caso você entrasse em trabalho de parto."
Na hora eu me senti enganada. Uma idiota. Mas naquele momento minha preocupação era a pequena, que estava longe de mim, cheia de fios, com sonda e em meio à inúmeros barulhos da UTI.
Demorou mais de um ano para eu começar a perceber que talvez o médico tenha se aproveitado da minha fragilidade momentânea para me "vender" a ideia de maior segurança da cesárea. Mãe de primeira viagem, eu achava de que havia escolhido um bom médico, confiava em todo o conhecimento técnico que ele possuía. Então, por que não acreditar nas informações que ele estava me passando??
Agora, quando fiquei grávida, acabei procurando ele para a primeira consulta. Respirei fundo e falei sobre minha vontade em fazer um parto normal dessa vez. Ele, em toda sua calma, me disse que não tinha mais disponibilidade (você sabe o que é isso, né?) de fazer partos normais. Pegou o calendário e me disse a data do parto - assim eu já podia aprontar tudo com bastante antecedência. Saí do consultório consumida por um ódio mortal. Juro. A ferida invisível voltou a arder e eu jurei que não queria ser tratada daquela maneira. E saí em busca de um novo médico.
Eu realmente acho que eu o encontrei dessa vez. Concorda com meu ponto de vista e, embora eu saiba que minhas possibilidades de ter um parto normal numa gravidez gemelar seja muito mais difícil, ele já me acalmou: se os bebês estiverem bem, entro em trabalho de parto. E só depois, se precisar, seguiremos para a cesárea.
Embora eu ainda me sinta uma idiota por ter permitido uma violência dessas contra mim e contra minha filha, eu acho que consegui tirar uma lição importante e gostaria de passar para todas as mulheres que passam por aqui e correm o risco de viver tudo isso: questione. Muitas vezes. procure outras pacientes. Fale com o máximo de pessoas que conseguir. Ouça relatos. FALE quando algo te incomodar. E só continue com o médico caso esteja realmente segura com ele - mesmo se sua opção for por uma cesárea eletiva. Porque amigas, uma cicatriz na base da barriga não é nada perto da marca que eu trago no coração.