sexta-feira, 19 de março de 2010

Bebê-peixe

Chegou o momento que eu tenho que pensar na chegada da Amelie. Seria ótimo se a história da cegonha fosse verdadeira e uma ave maravilhosa a trouxesse pelo bico, embrulhada em um cobertor fofo cor de rosa. Mas o fato é que ela está dentro de mim e, sozinha, ela não sai.

Eu adoraria ter parto normal. Eu acho que a minha recuperação pode ser mais rápida, mas também não descarto a possibilidade de realizar uma cesárea, afinal, nunca se sabe o que pode acontecer. E ultimamente, tenho percebido uma fissura das gestantes por parto na água. Bem, respeito quem opta por esse estilo mais “humanizado”, mas eu tenho minha opinião sobre o assunto.

Dentro da barriga da mãe, o bebê fica submerso no líquido amniótico. Portanto, ele respira água, como um peixinho. Quando chega a hora dele nascer significa que os pulmões dele decidiram que querem respirar ar puro (sinceramente, é um mecanismo muito louco! rs) Dizem que a água ameniza o trauma que o bebê sente ao se libertar do útero. Mas pensem comigo: da água pra água. Da água pro ar. Que diferença faz sair do útero ou de uma piscina??? O bebê não vai sentir o mesmo baque?

Se fosse para evitar o sofrimento do bebe, as mães criariam os recém-nascidos como girininhos. Os filhos ficariam num aquário gigante, esperando o momento de amadurecer psicologicamente para enfrentar a mudança de habitat. Quando os visitantes chegassem para apreciar o novo serzinho, poderiam se candidatar para alimentar a criança.

Anos mais tarde, a conversa no colégio seria:
- Ah, eu sai do aquário aos 2 anos. Mamãe disse que eu amadureci muito rápido. Meu pai só saiu de lá quando estava pra completar 5 anos!

Não. Pra mim, filho tem que sair da barriga e ir direto para o colo da mãe. Ou, na verdade, ser plugado no peito e engordar horrores, cheio de carinho, cheirinhos e cuidados de uma mãe coruja – e não meio sereia.

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