quarta-feira, 2 de março de 2011

Saudades

Já disse isso milhares de vezes, mas acho que eu não canso de repetir. Morro de saudades da minha pequena, penso nela o dia todo e gostaria muito de ter nascido em berço de ouro para não precisar trabalhar e parir mais uns 4 filhos. Sério.

Confesso que não curti muito minha gravidez e me arrependo muito por isso. Eu me senti completamente frágil e insegura durante a gravidez, sentia um pavor enorme do desconhecido e não tinha ideia de que a maternidade era assim, tão incrível.

O nascimento da Amelie trouxe uma alegria insubstituível para a minha vida. Além disso, fortaleceu ainda mais meu relacionamento com o Dan. Posso dizer que somos uma família imensamente feliz!

Mas eu preciso trabalhar para garantir o mínimo de conforto em casa. O Dan também trabalha o dia inteiro e a Amelie fica no berçário. As tias cuidam muito bem dela, tanto que ela se joga no colo delas assim que as vê. E eu não consigo deixar de ter uma pontinha de ciúmes, sabe? Queria poder acompanhar melhor o desenvolvimento dela, queria poder abraçá-la caso ela se sinta insegura ou caia de repente enquanto tenta desbravar esse mundão de meu Deus.

Ontem, quando cheguei em casa, a Amelie dormia profundamente em seu cafofo na sala. Não resisti e falei com ela. Um sorriso apareceu em sua boquinha e meu olho se encheu de lágrimas. Ela acordou, pediu colo e ficou um tempão abraçada comigo. E eu não queria largá-la por nada.

Pois é. É esse tipo de saudade que eu tenho dela. Todos as horas, minutos e segundos do meu dia.

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