quarta-feira, 2 de junho de 2010

A notícia!

Fazia mais de 5 horas da chegada da Amelie e nada dela vir para o quarto. Meus pais, avó, irmão foram festejar a chegada do mais novo membro da família enquanto eu estava presa à cama de hospital.

A sensação do pós-operatório é horrível. Na verdade, não sentir as pernas é algo realmente assustador.

Umas 16h, uma batida na porta. Era a pediatra.

Isis, a Amelie está com uma dificuldade de adaptação respiratória e nós optamos por transferí-la à UTI. Infelizmente, ela não virá para o quarto.Mas assim que puder levantar, poderá visitá-la.

Acho que demorou um pouco para que eu assimilasse essa informação. Eu só poderia sair da cama às 22h. Eu fiquei comendo o relógio do quarto com os olhos na esperança de que as horas passassem mais rápido. Além disso, a todo momento, tentava mexer as minhas pernas para estimular os músculos e descartar de vez os efeitos da anestesia.

Levantei às 22h. Tomei um banho de 10 minutos, no máximo. Me vesti, coloquei um sapatinho e fui até a UTI com o Dan. Nesse momento a dor da cirurgia não importava. Eu queria mesmo ver minha pequena pela segunda vez!

Ao entrar na UTI, lá estava ela, minha princesa, cheia de tubos e agulhinhas pelo corpo. Estava em um respirador, com uma sonda de alimentação e um acesso de medicamentos naquela mãozinha tão pequenina. E a única coisa que eu podia fazer era pegar na mãozinha dela. Não podia pegá-la no colo, não podia amamentá-la, não podia vestí-la com todas as roupinhas que eu havia trazido. Enfim, não podia fazer nada do que eu havia planejado e esperado tanto!

Voltei para o quarto meio zonza com aquele tanto de informação. Fui dormir rezando para que minha pequena fosse forte e começasse a respirar direito. Eu, que tanto falei do parto na água tive uma filha que não queria o ar. Nasceu querendo ser Ariel.

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