segunda-feira, 26 de abril de 2010

Afobada como a mãe

Se puxasse o pai, a Amelie nasceria com 45 semanas, dormindo e ainda reclamaria porque saiu cedo demais do quentinho da barriga. Mas ela puxou a mim: afobada, hiperativa e impaciente. Como sei de tudo isso?

Sexta-feira eu fui fazer um ultrassom com dopplerfluxometria, que verifica se o bebê está sendo bem alimentado pela placenta. Nesse exame, a placenta recebe uma nota que avalia sua maturidade. A classificação médica utilizada vai desde o grau O (quando ela ainda está novinha) até o grau III (quando está só o pó da rabiola).

Acabei descobrindo que a minha está velha, caquética e pode entupir a qualquer momento, deixando de alimentar a pequena. Normalmente, isso acabaria acontecendo perto de completar 40 semanas de gestação, quando o bebê está formadinho. No meu caso, ainda há um loooongo caminho a ser percorrido até que a Amelie esteja completamente pronta. E a menina já está se achando madura o suficiente para dar seus passeios fora da barriga. Hunf!

O que acontece é que eu vou ter que fazer um exame semanal para controlar (mais uma coisa pra controlar!!!) a situação. Qualquer indício de que eu esteja matando a Amelie de fome, o médico corta minha pança e ela ganha tetas cheias de leite! Mas para que tudo saia nos conformes e ela possa voltar para casa comigo, precisa esperar até a 37ª semana de gestação, ou seja, mais 5 semanas de gravidez.

Pensamento positivo e fé no conhecimento popular. Afinal, já dizia a moda de viola: Panela velha é que faz comida boa...

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