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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Diário de bordo - #SEMANA36

Finalmente chegamos aos improváveis 9 meses de gestação.  Ouvi tantas histórias sobre nascimento prematuro em gestação gemelar que, sinceramente,  não considerava chegar tão longe. Mas aqui estamos nós,  firmes e fortes como geleia.

Terça feira passei com o obstetra, fiz ultrassom e vimos que está tudo lindo com os meus pequenos touros: cada um está pesando quase 3 kg cada. Porém,  minhas chances de parto normal diminuíram: não sei como, Davi (que estava quase encaixando) resolveu sentar.  E assim está,  com a cabeça embaixo das minhas costelas e os pés na minha virilha.

Como estamos saudáveis,  o médico pediu para segurarmos mais uma semana. Não vou negar que, pra mim, está sendo um esforço homérico. Essa última semana está bastante sofrida: minha vontade é ficar o tempo todo deitada. A dor na virilha é algo surreal (a recuperação de uma cesariana não é nada perto disso aqui).

Sair na rua é divertido. TODO MUNDO fica me olhando e algumas pessoas me param e perguntam, assustados: Quantos são???

A barriga está tão grande que, na terça, quando fui fazer o ultrassom no hospital,  até uma médica pediu pra olhar minha barriga.  Uma obstetra.

Agora estou na contagem mais do que regressiva.  Espero que o próximo relato seja do parto. Aí conto pra vocês se meu quadril sobreviveu.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Diário de bordo - 35 semanas

Hoje completo 35 semanas de gestação, ou seja, estou a uma semana de chegar aos 9 meses de gravidez gemelar. Simmmm, é uma vitória e tanto, mas preciso dizer que os últimos dias foram MUITO difíceis. 

Tive muitas dores, não consigo ficar em pé por mais de 5 minutos e as noites têm sido agitadas. Isso porquê essa é a hora em que os meninos acordam e não param de se mexer. Como estão grandes, eles acabam "excitando" o útero, que começa a contrair loucamente. E dói. MUITO.
De terça para quarta-feira acordei às 3 horas da manhã com contrações irregulares. Elas começaram a ritmar às 6h40, vieram a cada 10 minutos até às 9h. De tarde fui ao médico e pronto: outro alarme falso. 

Passei o resto do dia um caco, desejando que eles tivessem nascido. Eu sei que o melhor pra eles é esperar mais um pouco. Eu sei.  Mas sou humana, estou sofrendo e tenho pensamentos egoístas (e vc aí achando que eu era de outro planeta).

Ontem, uma amiga muito querida deu uma ótima definição pra essa fase: os 100m finais de uma maratona. Não são só 100 metros. É a maratona+ansiedade+cansaço+100 metros. Só preciso colocar na cabeça que, se eu aguentei até aqui, eu consigo percorrer os últimos passos. 

Graças a Deus tenho meus pais e meus sogros para me ajudar. De verdade, não sei o que seria de mim se não fossem eles.  Todo dia alguém passa em cada pra me dar uma mão (um braço,  um pé,  uma coluna. ..) e serei eternamente agradecida por isso. ♥

Também não posso reclamar do apoio que tenho dos amigos.  A cada mensagem que recebo, meu coração fica quentinho e eu tenho certeza de que estou rodeada pelas pessoas certas. 

Agora é a contagem regressiva. Com muita fé,  força e coragem,  eu sei que vou superar todas essas dificuldades finais. E, em breve, estarei exibindo minha barrigona flácida para esfregar na cara da sociedade: sou mãe de 3 com orgulho.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Diário de bordo - Semana34

#Semana34
238 dias grávida
43 cm de altura uterina
11 kg a mais na balança
2 meninos lindos na barriga
uma felicidade que não cabe no coração


Hoje completo 34 semanas de gravidez gemelar tremendamente saudável. Eu posso estar me sentindo um caco, mas o fato é que eu não tive um problema de saúde sequer. 
Estou gerando dois touros: Davi chegou aos 2,4kg e Antônio 2,6kg. É provável que nasçam gordinhos, como se estivessem numa gravidez única. (aí eu me pergunto o que faremos com o tanto de roupinha RN que temos no armário! hahahahah)

Confesso que estou cada dia mais cansada. Meus quadris doem muito (nem vou comentar sobre minha virilha), mas me sinto muito mais tranquila. A sensação é de que eu sobrevivi a um redomoinho de ansiedade devorador de mães e agora estou curtindo a calmaria de um oceano límpido, de águas transparentes. Não me importo mais que as coisas não estejam prontas: elas vão se ajeitar. E daí que o berço não está montado? Que as prateleiras do quarto ainda não estão prontas? Que eu ainda não consegui vender os móveis do quarto da pequena e que eles estão todos na minha sala? (aliás, se alguém tiver interesse em ter um quarto totalmente cor de rosa, é um negócio e tanto, hein?)

A única coisa que ainda me incomoda profundamente é o fato de que eu não consigo sair de casa. Sinto falta de passear pela cidade e fazer coisas que gosto: ir aos Sescs, dar uma volta na Benedito Calixto, visitar os amigos, parar num boteco com comidinhas gostosas (e tomar uma boa cerveja).  Tenho me poupado para as visitas semanais ao obstetra e aos laboratórios para os últimos exames. 

Ontem foi dia de consulta com meu querido médico. Não temos nada marcado e nossa ideia é ultrapassar uma semana por vez. Por ter uma cesária anterior e estar numa gestação gemelar, minha chance de um parto por via vaginal é de apenas 10%. Mas meu médico não quer desperdiçar essa possibilidade. Mesmo que a opção seja pela cesárea, ele acha que é muito mais saudável que eu entre em trabalho de parto. E eu estou bem feliz com isso!

E a minha pequena moça Amelie? Ela está cada dia mais fantástica. Já desenha os irmãos, brinca com eles na barriga e tem sido uma companhia incrível. Sou suspeita, mas acho minha filha o máximo e sou tremendamente apaixonada por ela. E eu que achava que não havia nascido pra ser mãe... (a vida dá nó na gente, meu povo). 

Sim, esta é uma barriga pornograficamente grande.









quarta-feira, 30 de julho de 2014

O nascimento da irmã mais velha

"Ah, tadinha. Vai perder o trono quando os dois meninos chegarem"

Assim que eu ouvi isso sendo dito para a minha pequena, olhei para ela e, com toda calma, disse:

- Ih filha. Explica que lá em casa só tem um banheiro e que ninguém vai perder privada nenhuma. Vai ficar congestionado, mas eu separo uma horinha pra você fazer seu xixi.

Ela deu risada, repetiu exatamente o que eu havia dito e a pessoa que soltou a pérola sem noção deu um sorriso sem graça. Não sei se ela entendeu o recado, mas eu não pude ficar quieta. 

Para mim, um dos maiores desafios dessa segunda gravidez têm sido preparar a Amelie para a chegada dos irmãos. Serão dois, de uma vez. O fato de serem meninos facilita um pouco as coisas -afinal, não vai ter ninguém pra disputar os laços, vestidos e batons com ela. Mas, até agora, ela sempre foi o centro das atenções e, por mais que a gente se esforce, ela vai perder a atenção exclusiva que vem recebendo nos últimos 4 anos. 

Até agora, ela tem sido bastante compreensiva quanto à chegada dos meninos. E eu tenho feito algumas coisas pra que esta transição seja o mais suave possível:
  • Todo dia reforço a independência dela e é impressionante o quanto ela se desprendeu de mim nesses últimos meses. Faz questão de ajudar nas tarefas de casa e arrumar as coisinhas dela. E ela tem se sentido muito importante com isso;
  • Deixei que ela assistisse a programas dedicados à chegada de bebês ao mundo. Daqueles que mostram o parto, o bebê recém-nascido, os primeiros cuidados. Não fiz para chocá-la, mas para que ela entenda todo o processo da chegada dos irmãos;
  • Ela também tem me acompanhado às consultas com o obstetra. Normalmente, ela faz perguntas para ele e segura minha mão enquanto ele examina a barriga. ♥
  • É ela que abre todos os presentes que os bebês ganham. No começo foi bem difícil explicar que eles estavam ganhando coisas porque não tinham nada. Agora, ela comemora com a mamãe a cada pacote de fralda que ganhamos e não faz questão de ter presentes também.
  • semana que vem vou arrumar a mala da maternidade (sim, ainda não fiz nada disso). E vou deixar que ela escolha as roupinhas que os irmãos usarão nos primeiros dias de vida. Acho que ela vai ficar feliz.
  • Anteontem ela fez o primeiro desenho dos irmãos. Ela, grande e com todos os detalhes (incluindo pupilas, cílios e zaz) e os irmãos somente como duas cabeças e corpinhos de palito (sem mãos ou pés). Mas já é alguma coisa!
  • Outra coisa é que ela resgatou uma boneca, a Julieta, e tem andado com a "filha" dela pra cima e pra baixo. Tem cuidado dela igual um bebê e eu tenho achado isso bem legal. Ela senta com a gente na hora das refeições, ganha cuidados e carinhos e participa das brincadeiras com a gente;
  • Para o nascimento dos meninos, estamos pensando em comprar um presente de mocinha para ela e dizer que foram os irmãos que mandaram. Acho que pode ser simpático.
Mas, é claro que existem algumas coisas que mostram que ela não está tão confortável assim com esse novo futuro que se desenha. Faz 3 semanas que ela não quer ficar sozinha. Que não vai a lugar algum sozinha, na verdade. Meu apartamento é um ovo e, mesmo eu conseguindo vê-la de qualquer lugar, tenho que acompanhá-la a todo momento. Não sei de onde surgiu esse medo todo. 

Outro dia ela rabiscou uma história em que haviam dois irmãos gêmeos. Rabiscou com força a carinha dos meninos. Não falamos nada. Faz parte não gostar também, não é? 

Enfim, só saberemos como será a reação dela quando os pequenos chegarem em casa! E tá faltando pouco!  

Minha mocinha linda!




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Nota da redação: ERRAMOS!

Nunca fui boa com números. Na escola, eu fazia o que os professores chamavam de matemágica: conseguia chegar aos resultados corretos com contas malucas e erros nas operações básicas. A não ser quando o assunto é dinheiro (devo ter sido turca, dona de lojinha na 25 de março em outra encarnação), cálculo definitivamente não é meu forte.

Porque eu tô dizendo isso?? É que ontem descobri que minha gestação está mais avançada do que eu imaginava. Pensei que tinha acabado de iniciar a 31ª semana. Mas não, já estou na 32ª, ou seja, atingi a marca do 8º mês de gravidez (vivas, uhus, IéIé).

Você deve estar pensando: mas como é que uma semana pode fazer tanta diferença assim? Ah, colegas. Numa gestação, faz sim. Uma vez um médico me disse que um dia dentro da barriga são 2 dias longe da UTI. Então, a cada dia que passa é uma comemoração. E estar chegando perto da hora do parto é um motivo ainda mais gritante para que eu me sinta extremamente feliz!

Ontem foi dia de consulta pré-natal. E, embora estejamos otimistas, meu médico deixou bem claro que, a partir de agora, estamos lidando com a mãe natureza e ela pode decidir agir a qualquer momento. A única ajuda médica que ele pôde prover foi uma medicação que ajudará na aceleração do desenvolvimento  dos pulmões dos pequenos. O resto a gente garra na fé e espera que eles sejam preguiçosos!

Minha barriga está absolutamente gigantesca. Até meu médico suspira ao medir a altura uterina (sim, isso existe minha gente, e é, basicamente, a altura da barriga). Só como base de comparação: outro dia achei meu cartão de pré Natal da Amelie e, no dia do parto, minha AU estava em 33cm. Ontem, belos 41 cm explicam as dores nas costas, a falta de ar e a hérnia umbilical que ganhei de presente. Não é o máximo??

Achei que fosse ter engordado uns 4 kg nos últimos 20 dias, já que estou em casa enchendo a pança de bacon comida. Mas a balança tem sido muuuito minha amiga e, até o momento, somente 11kg a mais preenchem essa grávida roliça que vos escreve (#chorarecalque). Se for como no parto da Amelie, esse peso vai embora no dia em que os bebês vierem ao mundo e poderei sair da maternidade usando um dos meus vestidos favoritos. 

Por conta de todo esse prognóstico estou proibida de saracotear por aí: não posso ir ao mercado, feira, shopping, mercadinho ou  a Benedito Calixto comer acarajé. Andar, só em casa. Evitar ao máximo sair de carro e não pegar peso. Basicamente, terei de ficar sentada, comendo e delegando tarefas  (já que tem muita coisa ainda pra organizar). 

E sim: ainda não são nem 6 horas e eu já estou on fire. Ansiedade e insônia só servem para isso mesmo. ;)

terça-feira, 22 de julho de 2014

#31semanas e o primeiro alarme falso

Estou assim:

  • A minha barriga continua crescendo e está enormeJá aceitei o fato de que, no pós parto, ela ficará parecendo uma couve flor.
  • Não consigo apanhar nada que tenha caído no chão - a não ser que eu ajoelhe e tenha a ajuda de um guindaste para levantar;
  • Tenho chorado com comercial de pasta de dente;
  • Sair de casa é um desafio tremendo. Tudo dói, é difícil andar e ficar de pé. Se eu pratico a famosa teimosia e fico fora o dia todo, meu dia seguinte será deitada na cama;
  • Tenho me alimentado bem (com algumas porcarias de vez em quando, é bem verdade). Mas é fato que eu tenho comido bem menos doce e abusado das frutas. Ontem mesmo comi quase 1/4 de melancia (tá, foi um exagero).No começo da gestação a ameixa havia ganhado meu coração. Agora são as mexericas. Oh delícia!
  • Um desafio está sendo superado: aceitar ajuda do mundo.
  • O quarto das crianças está quase pronto. Maridão já pintou, hoje chega a cama nova. Ainda falta coisa pra burro, mas percebam que o otimismo tomou conta de mim;
  • Preciso de um corte de cabelo, manicure e pedicure urgente;
  •  Toda aquela história de que grávida não sente frio foi por água abaixo. Eu não consigo ficar sem meias no pé e um casaquinho para proteger as costas;
Além dessas coisinhas, sábado tivemos o primeiro alarme falso. Maridão estava pintando o quarto dos pequenos, Amelie estava com a avó e eu passei o dia bordando os bastidores que enfeitarão a porta do quarto da maternidade. Eu acordei meio zuada, com uma azia ferrada, dor de barriga, indisposta. 
A partir das 18h, eu comecei a sentir contrações um pouco mais fortes. Comecei a anotar para ver a frequência com que estavam acontecendo e pronto: elas estavam vindo a cada 10 minutos. 
Pratiquei um pouco de teimosia e só liguei pro meu médico às 21h30. Já estava toda dolorida e apavorada. Depois de uma conversa com meu obstetra e uma orientação que acabou não surtindo resultados, ele achou melhor que eu fosse pro Pronto Socorro. Eu fiquei GELADA. Fui o caminho todo rezando para que eu não estivesse dilatando, conversando com eles na tentativa de convencê-los a ficar mais um pouco dentro da barriga. 

Depois de uma madrugada e muitos exames, alarme falso constatado e liberação do médico. 

De lá pra cá, senti poucas contrações. Mas também não estou abusando. Ainda temos muitas semanas pela frente!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

#30SEMANAS

Chegamos à trigésima semana, ao contrário da previsão de muita gente sem noção neste mundo. (É incrível como sempre tem alguém pra me dizer que os meninos nascerão prematuros, que eu não vou aguentar uma gestação gemelar até o final e zaz trás.) Ainda falta muito (30 semanas é o equivalente a 7 meses e meio de gestação), mas a torcida é para fiquem aqui no quentinho até pelo menos a 37ª semana. #oremos

Eu finalmente tirei o pé do acelerador (até porque, fisicamente, é impossível fazer algumas coisas). E não é que está tudo andando? O quarto não está pronto ainda, acho que mais duas semanas já teremos um vislumbre de como as coisas vão ficar. \o/

Ando completamente avoada. Tenho deixado as coisas cair no chão com mais frequência do que gostaria e é uma merda, porque na maioria das vezes não consigo pegar. Por isso mesmo tenho tentado abstrair toda bagunça da minha casa. 

Tenho dias bons e dias esquisitos. Sábado passei o dia tendo contrações de treinamento, que são super desconfortáveis e geram uma pequena tensão. Tenho que ficar marcando o horário de cada uma para saber se elas estão entrando num ritmo cadenciado (e se isso acontecer, toca pro hospital porque pode ser que eu esteja entrando em trabalho de parto). 

As noites têm sido um caso a parte. Faz umas 2 semanas que comecei a ter refluxo noturno: realmente uma delícia. Então, pra ter uma noite de sono razoável, tenho que fazer minha última refeição do dia no máximo 18h - ou então nada de dormir. De ontem pra hoje tentei a sorte, jantei depois das 20h e não preguei o olho. 

Às vezes me bate uma melancolia doída e fico me achando uma mãe de merda: não consigo mais brincar com a Amelie do jeito que eu fazia. Dar banho nela tem sido bastante difícil e quase não conseguimos nos abraçar. Aí eu choro, choro, choro. A frustração não passa, mas pelo menos eu coloco pra fora essa angústia toda.

Mesmo com tudo isso acontecendo, não poderíamos estar mais felizes com a aproximação da chegada dos pequenos. 

E com vocês, a barrigona da semana (sim, essa sou eu, precisando de um dia e meio de sono e um cabeleireiro particular! hahahahaha)