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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Nota da redação: ERRAMOS!

Nunca fui boa com números. Na escola, eu fazia o que os professores chamavam de matemágica: conseguia chegar aos resultados corretos com contas malucas e erros nas operações básicas. A não ser quando o assunto é dinheiro (devo ter sido turca, dona de lojinha na 25 de março em outra encarnação), cálculo definitivamente não é meu forte.

Porque eu tô dizendo isso?? É que ontem descobri que minha gestação está mais avançada do que eu imaginava. Pensei que tinha acabado de iniciar a 31ª semana. Mas não, já estou na 32ª, ou seja, atingi a marca do 8º mês de gravidez (vivas, uhus, IéIé).

Você deve estar pensando: mas como é que uma semana pode fazer tanta diferença assim? Ah, colegas. Numa gestação, faz sim. Uma vez um médico me disse que um dia dentro da barriga são 2 dias longe da UTI. Então, a cada dia que passa é uma comemoração. E estar chegando perto da hora do parto é um motivo ainda mais gritante para que eu me sinta extremamente feliz!

Ontem foi dia de consulta pré-natal. E, embora estejamos otimistas, meu médico deixou bem claro que, a partir de agora, estamos lidando com a mãe natureza e ela pode decidir agir a qualquer momento. A única ajuda médica que ele pôde prover foi uma medicação que ajudará na aceleração do desenvolvimento  dos pulmões dos pequenos. O resto a gente garra na fé e espera que eles sejam preguiçosos!

Minha barriga está absolutamente gigantesca. Até meu médico suspira ao medir a altura uterina (sim, isso existe minha gente, e é, basicamente, a altura da barriga). Só como base de comparação: outro dia achei meu cartão de pré Natal da Amelie e, no dia do parto, minha AU estava em 33cm. Ontem, belos 41 cm explicam as dores nas costas, a falta de ar e a hérnia umbilical que ganhei de presente. Não é o máximo??

Achei que fosse ter engordado uns 4 kg nos últimos 20 dias, já que estou em casa enchendo a pança de bacon comida. Mas a balança tem sido muuuito minha amiga e, até o momento, somente 11kg a mais preenchem essa grávida roliça que vos escreve (#chorarecalque). Se for como no parto da Amelie, esse peso vai embora no dia em que os bebês vierem ao mundo e poderei sair da maternidade usando um dos meus vestidos favoritos. 

Por conta de todo esse prognóstico estou proibida de saracotear por aí: não posso ir ao mercado, feira, shopping, mercadinho ou  a Benedito Calixto comer acarajé. Andar, só em casa. Evitar ao máximo sair de carro e não pegar peso. Basicamente, terei de ficar sentada, comendo e delegando tarefas  (já que tem muita coisa ainda pra organizar). 

E sim: ainda não são nem 6 horas e eu já estou on fire. Ansiedade e insônia só servem para isso mesmo. ;)