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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O banho, o dente e a vaidade.

Desde que a Amelie é bem pequena, nós tomamos banho juntas. Falei sobre isso aqui e aqui. Não canso de repetir que é um dos momentos mais deliciosos do meu dia!

Enfim, na quinta-feira passada estávamos nos preparando para sair do box quando eu alertei a pequena sobre o quão escorregadio o chão estava. Não deu tempo nem de terminar a frase e lá estava ela: estatelada no chão.

O pai, que se preparava para pegá-la com a tolha, ficou sem reação. Eu a peguei do chão e fui olhar a boca. "Quebrou o dentinho dela, meu deus", falei em voz alta. 

Ela, que já estava chorando muito, deu aquele suspiro e voltou a gritar ainda mais alto. Foi aquele corre corre. Foi o pai pegar água com açúcar, a mãe bizzarramente pelada correu pela casa com a criança no colo tentando acalmá-la. Quando finalmente ela parou de chorar, pediu para ir ao espelho. Como a boca estava inchada, ela mal conseguia enxergar os dentinhos (que estavam lá, apenas com as bordas lascadas. Quem nunca?).

"Mamãe, quebou meu dente, mamãe. E agola?"

Ela só ficou mais tranquila quando olhou a boca no espelho umas 30 vezes e viu que os dentes estavam lá.

Quando a avó ligou e perguntou para o que tinha acontecido, ela começou a chorar novamente, dizendo que tinha ficado sem os dentes. Ela estava tão sentida e desesperada que eu não consegui segurar e chorei também. 

Vejam bem, ela é muito vaidosa. Muito além do que eu poderia esperar para uma criança que não tem nem 2 anos e meio. Ao passear com ela no shopping, a loja de brinquedos passa completamente desapercebida. Mas a de sapatos, é sempre a favorita.

Agora, pensem numa pessoa muito pouco vaidosa. Essa sou eu. Raramente uso maquiagem e não ligo de sair de casa toda descabelada. Deveria ter vergonha de dizer isso, mas é a pura verdade! Toda essa vaidade da minha pequena é da personalidade dela. Não é algo que eu instigo ou incentive, de maneira alguma. 

Porém, eu também não interfiro. Se ela gosta de arrumar os cabelos, vamos arrumar! Quer pintar as unhas? Bora colocar um hipoalergênico nela! Mas tudo, tudo é feito em clima de brincadeira. Eu pinto a unha dela e ela pinta a minha. É nosso momento de meninas! Ela penteia meu cabelo e eu o dela. Maquiagem? Só para brincar de princesa.

Mesmo que eu tenha tomado todo cuidado do mundo para que a vaidade não fosse algo tão forte, percebi que essa batalha vai ser brava. Porque a vaidade já machucou o coração da minha pequena, quando ela achou que estava banguela. Oh God!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

A escola

Não estou feliz com a escola em que coloquei a Amelie - e pelo visto, ela também não. Ainda chora para vestir o uniforme e gruda na minha perna ao chegarmos no colégio. E eu, saio sempre com o coração em mil pedaços, pensando no que posso fazer para deixar o dia dela mais leve e divertido.

Além de tudo, ela perdeu peso e voltou a ficar doente com frequência. O alerta vermelho soou forte aqui dentro do peito e eu decidi que não quero mais minha pequena ali.

Quando eu voltei a trabalhar, a escola da escola foi muito mais por comodidade minha, confesso. É do lado da minha casa e eu tinha boas referências. Quando a coordenadora me apresentou a proposta pedagógica, me apaixonei. Sentia que seria uma coisa meio Cid, o Cientista (desenho que me encanta profundamente). Mas com o passar do tempo, percebi que não era assim tão legal.

Muitas coisas têm me incomodado: comecei a perceber o quão presos eles ficam. As salas são escuras, com móveis escuros e que sempre me dá a impressão de sujeira. Acho que tem mais crianças por professora do que o ideal. Percebi que eles têm muitas atividades em frente a televisão. Opa! Peraí. Eu realmente não pago uma pequena fortuna para deixarem minha filha passar a tarde vendo Patati Patatá (Dvd que, inclusive, nem temos em casa). 

Outro dia ela chegou falando palavrão. Estava brincando com o pai e soltou um sonoro PUTAQUEOPARIU. Eu fiquei bege. Palavrões são proibidos em casa e, quando percebemos que falamos algo, nos repreendemos. Mas isso tem sido muito raro. Enfim, fui questionar a escola, contar o ocorrido e a resposta, de bate-pronto, foi:

- Ela deve ter ouvido isso na rua.

Foi aí que a escola entalou na garganta e eu fiquei muito mais intolerante com muitas coisinhas.

Hoje já fui visitar uma nova escola, que está dentro dos meus padrões financeiros. Porque eu sei de colégios maravilhosos - mas que custam uma grande fortuna (sério, vi um colégio que custava R$ 2,2 mil!!!!!!)

 Mas agora estou receosa com a escolha. As apresentações sempre são lindas, mas como saber se aquela instituição vai satisfazer meus anseios e acalmar a ansiedade da minha pequena?

Preciso de ajuda nessa. Alguém aí?

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mãe feliz

Minhas calças estão apertadas: o que deixa claro o meu ganho de peso. Fiz escova progressiva há menos de um mês. Paguei uma fortuna por ela e meu cabelo já está um fuá de novo. Tenho trabalhado como uma doida, ficando horas no escritório e sem conseguir me desligar do mundo virtual (já contei que sou social media e trabalho com facebook o dia todo?). Ando cansada, dormindo pouco e ficando maluca com o tanto de coisas que preciso fazer.

Mas preciso confessar: NUNCA, nessa minha pouca vida, eu estive tão FELIZ. A minha pequena está evoluindo a cada dia que passa (sim, eles crescem em vez de diminuir, vejam só!). Fala de tudo, conta até dez, sabe o alfabeto inteiro (inclusive k,w,y) e canta mais de 30 músicas diferentes. 


Eu trabalho o dia todo e não vejo a hora de chegar, dar-lhe um beijo bem gostoso e curtir uns bons momentos com ela (de vez em quando, regados a pirulito e chocolate). Ela adora cor de rosa (e só tem usado o que tem essa cor), diz que me ama em momentos aleatórios e me faz um carinho incrível. Faz birra, manha, se joga no chão, o que demonstra uma personalidade forte e um gênio difícil. Mas estou conseguindo domar a "fera" com aqueles ensinamentos ótimos daquele programa inglês com a babá: Cantinho do castigo e ignorando os ataques de fúria.

Pois é. Passei só para dizer que eu estou bem, viva e feliz. Prometo que volto para contar mais detalhes do desenvolvimento da pequena (até porquê esse blog faz parte da minha memória - são muitos momentos incríveis para serem lembrados com riqueza de detalhes).


Beijos da gordinha workaholic feliz.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Eu casei


E aí que eu casei. Com direito a buquê, dia de beleza e tudo mais que uma noiva tem direito. Embora eu nunca tenha me imaginado como noiva (que de verdade, eu não fui mesmo), a festinha foi linda, do jeito que a gente imaginou. Mas deu um trabalhão.


Primeiro porque a gente não tinha dinheiro. Minha avó deu de presente o bufê, mas mesmo assim, tivemos de limitar muito o número de convidados. Só chamamos mesmo a família e os amigos que vemos com mais frequência - o que deu um total de 70 pessoas. 


Eu coloquei a mão na massa pra valer. Toda decoração foi feita por mim. Não tivemos bolo - que é um absurdo de caro e bem dispensável, para mim - só doces de compota, tradicionais e deliciosos. 


A pequena deu um show a parte, devo contar. Comprei um vestido de princesa e ela se auto intitulava Bela (sim, da Bela e a Fera). Ela dançou, rodou, carregou um mini buquê e foi a estrela da festa. 


E eu queria passar por aqui para falar que eu andava sumida por conta disso. Todo o planejamento me deixou sem um ínfimo segundo para passar por aqui e deixar as minhas novas impressões sobre o desenvolvimento da pequena.


Mas nós estamos bem. Felizes, juntos e nos amando mais do que nunca! Ainda essa semana vou atualizar minhas visitas aos blogs que adoro e escrever novos textos!


Ah! Quem gostou das fotos, tem mais algumas! www.ateliedesonhos.com.br



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Proibida a entrada de crianças

Quem é pai sabe: sair com criança pequena requer um planejamento logístico super trabalhoso. Além dos itens indispensáveis como fraldas, lenços umidecidos e afins, é preciso levar em conta também o lugar de destino, uma vez que, infelizmente, não são todos os estabelecimentos que aceitam crianças. Sim minha gente, isso acontece muito.

Este domingo fui tomar café com 2 amigas muito queridas em uma bela padaria perto da casa da minha mãe. É um lugar que eu frequento desde que eu tenho uns 10 anos. Nesse tempo todo o estabelecimento cresceu e ficou chiquérrimo (e preconceituoso).

Explico: eles não gostam de crianças e isso ficou bem explícito nessa nossa última visita. Primeiro que eles não têm cadeirões. Um lugar imenso, com dezenas de mesas e nenhuma cadeira que acomode os pequenos.

Até aí ok, vai. Mas percebi que fomos tratadas de maneira diferente por estarmos com uma criança. Os funcionários que se aproximavam de nós o faziam de cara amarrada. A pequena derrubou o suco dela uma vez e o funcionário falou, em alto e bom som: De novo eu vou ter que limpar essa bagunça?

Detalhe: o de novo foi porque uma das minhas amigas já havia derrubado, acidentalmente, um copo de iogurte. Cara, isso pode acontecer com qualquer um!!!

Enfim, achei isso o maior absurdo. Eles não estavam fazendo um favor ao receber a mim e a minha filha. Se eles não querem receber crianças, que coloquem na entrada (junto a placa que proibe cachorros), os dizeres: é proibida a permanência de crianças no salão.

E para que vocês não corram o risco de passarem por isso, nem cogitem visitar a Confeitaria Paris, no Jardim França, em São Paulo.

Ainda to espumando com isso!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Manhas e birras mode on

Faz uns dias que a pequena anda birrenta. Não quer comer, tomar banho, dormir, colocar meias ou casacos em dias frios (como hoje).

Eu tenho tentado ficar calma e transparecer confiança, mas a verdade é que eu tenho conseguido lidar muito bem com esse novo comportamento da pequena.

Além disso tudo, ela tem andado super agressiva. Outro dia, acordou de madrugada e veio direto me bater.

O engraçado é que na escola ela não tem apresentado esse tipo de comportamento. As professoras dizem que ela costuma ser bastante carinhosa.

Enfim, escrevo mais para pedir ajuda a vocês, minhas fiéis leitoras. Vocês ja passaram por algo parecido? Como lidaram com a situação?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A primeira semana de vida social: de mãe e filha


A primeira semana de adaptação não foi de todo ruim. Claro que da minha parte, porque já estou em um ritmo de trabalho tão intenso que, às vezes, eu pisco e o dia já acabou. Mas acredito que para a pequena, o dia passa se arrastando e ela não vê a hora de ir para casa.

Os primeiros dias da semana passada foram realmente bem difíceis. Ela chorou, se agarrava em mim e não adiantou eu ficar por perto por um tempo: isso só piorava as coisas. Depois, a gente começou a criar outras estratégias: comecei a conversar com ela e dizer que eu entendia seu sofrimento. Que eu sabia o quão difícil era ficar longe – porque eu também sentia falta dela. Mas que agora ela já não era mais um bebê e que a escola faz parte do dia a dia de quase todo mundo.

Ela entendeu, sério. Passou a chorar menos, é verdade. Mas as estratégias mudaram. Num dia, ficou acordada até 23h30 da noite. Eu a colocava na cama, dava boa noite, ela pegava no sono (na verdade, me enganava lindo!) e depois ia pra sala munida do seu cobertor, travesseiro e chupeta gritando: Acodô!!!!!!!!!

Depois, na sexta-feira, ela deu um upgrade no planejamento estratégico do projeto: Vamos ficar em casa com a mamãe! Como ela tinha ido dormir super tarde no dia anterior (quarta-feira), na quinta, quando eu cheguei em casa ela já estava dormindo (e, confesso, meu coração ficou pequeno, pequeno).

Na sexta, acordou super cedo. Coloquei ela para assistir o atual filme favorito (Monstros S.A – ela acha que a Bu é ela, gente...) e fui tomar um banho rapidinho.

Quando saí para me trocar, cadê meus sapatos? 

Ela olhou para mim, com aquela cara blasé e disse: ADÊ?

Detalhe que os sapatos do maridão estavam lá na sapateira, intocados. 

Eles não estavam debaixo da minha cama, opção mais acessível por ela. Fui para sala e quando fui olhar debaixo do sofá escutei lá atrás: ACHOOOOOOOOO.

Gente, sério. Eu sentei para dar risada, dei um mega abraço apertado nela, beijei, mordi, fiz cócegas. Enfim, tudo aquilo que a gente tem vontade de fazer quando vê uma criança fazendo fofuras pela vida. 

Saímos de casa as duas, dando risada e com a alma mais leve. Nesse dia ela nem chorou tanto, só resmungou um pouco, mas foi com as tias.

Eu? Estou retomando a vida social aos poucos. Essa semana já fiz minha unha (oh!), mas ainda não tive tempo de cortar o cabelo, fazer a sobrancelha ou depilção. Aos poucos, minha gente, vou conseguindo voltar à vida normal – aquela que você não vê a hora de chegar em casa na sexta-feira. E não é porque é dia de tomar uma cervejinha, mas sim porque eu sei que o dia seguinte será só meu e dela.