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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Coisas de Amelie: 1 ano e 6 meses

E ela chegou aos 1 ano e meio de idade da maneira mais saudável possível - e eu não poderia ficar mais feliz!


Parece que há umas 2 semanas o cérebro dela percebeu que consegue correlacionar sons e passou a falar várias palavrinhas. São elas:


vovó e vovô: para orgulho de nossos pais.


minie: Sim, aquela ratinha simpática da Disney. E ela reconhece o desenho em muros, shampoos e desenhos na Tv.


Papai: Agora ela fala bem direitinho, todas as sílabas e entonações.


Quente: Eu sempre me preocupei com ela perto do forno e essa foi uma das primeiras palavras que a pequena falou.


oi: ela já chega aos lugares e cumprimenta as pessoas. Praticamente uma miss simpatia.


Tete: É a mamadeira. Normalmente, o pedido pelo leitinho é seguido por movimentos repetitivos com a mão - gesto que imita a mãe (vulgo eu) quando está misturando a fórmula do leite à água. Fofo, fofo, fofo.


E nada de mamãe. Sério, ela me chama de tudo quanto é coisa. Ou me chama quando está longe. Enfim, eu sei que ela me ama e não vive sem mim (ou eu que não vivo sem ela...rs)


Ela está mais alta e alcança lugares perigosos como as bocas do fogão, a pia do banheiro e o móvel da cozinha. Já sabe onde ficam os biscoitos e sabe abrir os potes ou saquinhos fechados com pregador. 


Adora subir escadas, procurar por aviões no céu ou olhar as pombas pelas calçadas de sampa. Uma cosmopolita, essa minha filha!


E eu quase morro de orgulho toda vez que ela faz algo diferente! 



sábado, 26 de novembro de 2011

Grupo de apoio

Bom, como disse no post anterior, estou lendo o livro da Laura Gutman. E sério, a cada capítulo morro de chorar. Não por tristeza, mas pelo simples fato de que ela me faz refletir sobre muitas coisas que eu deixei escondido no âmago do meu ser durante todo esse tempo do pós-parto.


Para aqueles que não sabem, sou jornalista e me considero uma pessoa culta e bem informada. Mas agora eu percebo que fui bastante ingênua e acabei ficando conformada com o que me era apresentado, principalmente durante a gravidez. O resultado disso é que não me preparei para o turbilhão que se seguiria no pós-parto.


Eu engravidei em um momento muito complicado da vida. Diversas coisas estavam acontecendo na minha família e eu me sentia muito insegura. Não era casada, embora tivesse um relacionamento sério há 6 anos. A Amelie veio abençoar e trazer vida para todos aqueles que viviam próximos à gente. E é aí que começaram as contradições.


Nos primeiros 2 meses, não senti diferenças na minha vida. Eu tinha de acordar na madrugada, trocar fraldas e a maior novidade para mim era ter de cuidar de uma nova casa. Porém, com o passar dos dias, crescia uma angústia, uma tristeza e cheguei a passar dias inteiros chorando e soluçando pelos cantos. 


O que eu sentia era que uma parte de mim havia morrido definitivamente. Me achava um pouco inútil, parecia que minha inteligencia havia se esvaído. Onde foi parar a Isis que estava aqui?


Bem, nossa querida Laura explica. Ela diz que após o nascimento, a mãe se fusiona completamente ao bebê e sua identidade é praticamente devastada com esse novo relacionamento.


E é aí que mora toda a tristeza. Bem, é claro que eu estava muito feliz pela chegada da Amelie. Mas esse post é para dizer a todos que as mães podem ficar MUITO  tristes. E às vezes elas choram sem nem saber direito o motivo, como era meu caso. 


Laura aconselha que, para poder superar esse momento, as mães precisam criar uma rede de apoio, onde podem conversar, de maneira franca, com outras mulheres que estejam vivendo ou já viveram a mesma situação. A ideia de trocar figurinhas ou simplesmente ter pessoas que nos apoiem me fez muita falta. 


Na internet já existem alguns sites muito bacanas que promovem esse tipo de troca: São o Minha mãe que disse e o Mamatraca . Mas ainda sinto falta de algo mais acolhedor e, por isso, chego com uma proposta. Que tal montarmos um grupo de e-mails onde podemos trocar as mais diversas mensagens sobre maternidade?


Quem quiser participar, me manda um email. isis.coelho@gmail.com



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Alô alô, planeta terra chamando!


Ok, faz tipo um século que eu não atualizo o blog. Mas toda vez que a Amelie tem uma crise de bronquite minha vida sai do ar. Ela fica mais manhosa do que o de costume e não me deixa sentar mais do que cinco minutos a frente do computador.

Essas mudanças de tempo malucas castigaram a pequena nas últimas semanas. Febrão, tosse, remédios e muito chororô se intercalaram com inalações um tanto escandalosas. Mas agora está tudo bem  e minha petit Amelie já está aprontando saudavelmente por aí! Anda tão esperta que esses dias brinquei no Facebook dizendo que o próximo furacão  F5 deveria ser nomeado Amelie. Mas acho que essa peraltice é genética: eu era terrível!

E como o post das Coisas de Amelie 1 ano e 5 meses não foi colocado a tempo, seguem as evoluções:

A pequena melhorou no quesito dormir. Eu estipulei uma rotina bem engessada. Primeiro a gente coloca o pijama, depois ela toma a última mamadeira do dia, escova os dentes e caímos para dentro do quarto dela. Por enquanto ainda não consegui colocá-la no berço e sair, mas aos poucos vamos evoluindo.

O negócio do desfralde foi um alarme falso. Fez cocô no vaso sanitário duas vezes e depois não quis mais. Eu não vou forçar a barra, até por que ela precisa ter um mínimo de maturidade emocional para ter segurança suficiente para largar as fraldas. Logo logo acontece!

Ainda me dá problemas para comer. Mesmo que eu nunca tenha deixado de cozinhar e oferecer legumes e verduras, ela simplesmente se recusa a engolir algumas coisas. Cospe, faz careta... E eu ofereço toda vez! Ela come milho, ervilha e, se ela estiver com muito bom humor, brócolis. Cospe veementemente tomate, cenoura, alface, batata, inhame, mandioca, couve, chuchu... AMA de paixão uva passa e bolacha salgada!

Está cada dia mais agarrada comigo – literalmente. Agarra na minha perna e não me deixa fazer nada. Tem dias que fico para enlouquecer, querendo ficar absolutamente sozinha.
O vocabulário dela ainda continua bastante reduzido. Ela tem dificuldade de juntar sílabas diferentes. A única palavra que ela fala e dá pra entender é tente (quente). O resto é um amontoado de barulhos que só são compreensíveis com as mímicas que ela faz.

Agora eu to lendo o livro “ A maternidade e o encontro com a própria sombra”, da Laura Gutman e estou cheia de coisas para escrever. Mas primeiro tenho que tentar organizar as zilhões de ideias que correm pela minha cabeça para que os textos fiquem compreensíveis ! 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que é perder uma escova na vida de uma mãe

E daí que eu to deixando meu cabelo crescer. Minhas madeixas são indecisas. Não sabem se são lisas, enroladas ou - na atual realidade de não hidratação contínua - se são duras mesmo.


Meu cabeleireiro é ótimo e sempre me deixa com um ar de glamour incrível. No último corte, pedi uma franja para dar um ar jovial a uma mãe que tava começando a se sentir meio caquética (descobri um cílios branco, minha gente. Defeito genético, certeza!). E então ele me alertou: "Ela vai enrolar, é melhor fazer uma progressiva para não dar trabalho!"


"Ah, imagina! Comprei um super secador e vai ser rapidinho arrumá-la". Mas eu não posso pegar chuva, a Amelie não pode nem sonhar em jogar leite no meu cabelo ou passar a mão de laranja na franja da mamãe. Se isso acontecer, eu viro um poodle ou uma atriz de um filme barato que estreou em meados dos anos 80. 


Pois bem. Belo dia acordei, aproveitei o sono prolongado da pequena e tomei um banho caprichado. Lavei o cabelo e, saindo do chuveiro já preparei o secador. "Mas cadê a escova??"


Foi um Deus nos acuda. Procura nos armários do banheiro, embaixo da cama, no berço e no armário da Amelie. Procura atrás do rack, embaixo da mesa, na gaveta de calcinha, na geladeira (vai que...), no forno, dentro de panela e nada. 
"Joguei no lixo. Alguém me compra uma coleira?"


Fiquei num mau humor de chutar bunda de filhote de cachorro. "Era minha escova pow. Companheira de muitos e muitos anos".


A noite eu chorei. Não tinha ideia se eu saberia o que era ficar bonita novamente. Minha vida estaria fadada a olhares jocosos na rua. "Olha a franja dela que coisa horrorosa", uma amiga vai comentar com a outra.
"Mas combina com aquela mancha de chocolate da blusa", a outra retruca. As duas escondem o sorrisinho e o pensamento perverso do momento: que mãe mais largada, credo!


No dia seguinte, tomei coragem e desembolsei uma pequena fortuna por não uma, não duas, mas três escovas profissionais. Há!


Voltamos agora com nossa programação normal. 





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Começamos o desfralde

Mamãe descabelada, mas feliz da vida!!

Toda mãe tem orgulho do cocô do filho e, às vezes, fala dele como se fosse o mais bonito dos troféus.
Como não podia deixar de ser, hoje é a minha vez.

Hoje tivemos um progresso imenso neste quesito: a Amelie fez seu cocozinho na privada pela primeira vez! 

Há quase um mês ela começou a ficar incomodada com a fralda neste momento e passou a me avisar quando tinha terminado. Comecei a ficar atenta, pois sei que esse é um dos sinais que indicam uma certa maturidade para largar as fraldas.

Hoje de manhã, quando fui trocá-la, ela me avisou que queria fazer cocô. Aí perguntei se ela queria ir no banheiro e ela respondeu que sim.

Coloquei ela na privada e, gente, ela fez tudinho como se aquilo já fizesse parte da rotina dela. Depois que ela terminou, deu tchau para sua criação, vestimos a fralda e ela ficou toda contente. E eu também!!!!!

Desfralde, aí vamos nós!!!!!!!!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Contando mil carneirinhos

Ontem a Amelie pegou no sono eram exatamente 0h13. Eu e o pai estávamos exaustos e ela dava pulinhos e gritinhos na cama, querendo brincar. E não foi a primeira vez que isso aconteceu. Vira e mexe ela quer passar horas e horas acordada. 


Não é por falta de rotina. Desde que ela nasceu procuro manter uma certa regularidade nos afazeres. Mas parece que com o passar do tempo ela está ficando cada vez mais agitada, especialmente durante a noite.


Para gastar toda essa energia, eu procuro levá-la ao parquinho do condomínio ou então planejo longos passeios que envolvem, inclusive, pegar ônibus e metrô.


Mas ontem fiquei agoniada. Não sei o que estou fazendo de errado... Por isso resolvi escrever e perguntar prazamiga de plantão: o que fazer quando o bebê não quer pegar no sono??


Ajudem essa mãe aqui, please!!!! rs

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os primeiros amigos

A Amelie é  uma criança bastante sociável. Basta ver que alguém está olhando para ela que as gracinhas começam a surgir. Um sorriso, uma piscadinha e muitos beijos são algumas das coisas que ela faz normalmente, por livre e espontânea vontade.


Mas como ela fica muito sozinha (moramos em apartamento e tive de tirar ela da escolinha por enquanto, lembram?), tinha medo de que pudesse desenvolver alguns hábitos bastante egoístas.


Mas foi ótimo ver que ela é bastante sossegada com quase tudo. Há algumas semanas recebi minhas amigas aqui em casa. Duas delas têm bebês com idades bem próximas a da Amelie e eles se divertiram muito.


Juju, Amelie e Rafa
Juntei todos os brinquedos da pequena e ela conseguiu compartilhá-los numa boa. Só sentiu ciúmes de duas coisas: seu cafofo (um puff que eu coloco edredom e seu travesseiro para que ela descanse na sala) e o Dino , que ela ama de paixão. 


Só sossegou quando viu que os amigos estavam tão cansados quanto ela e também precisavam de um banho e uma soneca. Foi ótimo! Além de rever minhas amigas queridas, nossas crias formavam uma nova pequena turminha!