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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Por que 9 meses?



Obrigada especial para o Alan, companheiro de baia no trabalho que me mandou a tirinha! Rir é um santo remédio!!!=)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Seu problema é insônia? Me chama!

Basta eu colocar o pé em um ônibus ou metrô para que 80% das pessoas que deitam a bunda em um assento confortável peguem no sono. E não é um simples cochilo. Elas dormem profundamente e devem ter sonhos agradáveis, com borboletas, carneirinhos e criancinhas bonitinhas.

Enquanto isso, eu sofro no calor insuportável de um vagão cheio ou de um ônibus abarrotado nos horários de pico. E minha grande barriga não sensibiliza aqueles que resolveram ficar acordados. “Nossa! Como essa menina está gorda”, elas devem pensar.

Gorda não. Eu estou grávida, com uma criança que pesa mais de meio quilo e que aperta cada dia mais todos os meus órgãos internos.

Vocês não podem imaginar os absurdos que eu já ouvi. “Eu tenho culpa que você está grávida?”. Ou então: “Seu direito é sentar no banco azul. Tira a velhinha dali se você precisa tanto sentar”. E é essa a educação do povo paulistano.

Certa vez eu apanhei de uma grávida. Não porque eu me recusei a levantar quando a vi, eu simplesmente estava absorta lendo o último livro da saga Harry Potter (sim, eu ADORO!) e não a vi chegar. Tomei um tabefe na cabeça e ouvi: “Eu tenho que estar de 13 meses pra você me dar o lugar?”. Ela estava enorme. Eu levantei, claro, mas ainda zonza pela quebra de realidades que acabava de sofrer. Confesso que, na época, fiquei revoltada com tamanha agressividade. Mas vejo que, em um futuro próximo, eu possa me revoltar e fazer a mesma coisa.

Por enquanto, eu me conformo em ser o remédio para todos aqueles que não tiveram uma boa noite de sono. Mas rezo para que o fulano sentado ao lado dos insones seja flatulento ou tenha passado dois dias sem tomar banho, quebrando pedras em uma obra qualquer da cidade.


PS: A pedidos, uma foto bem recente do barrigão! rs

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Enquanto isso, no lustre do castelo....

Faz tempo que eu não apareço por aqui! Por conta de uma montanha gigantesca de trabalho fiquei impossibilitada de escrever qualquer depoimento, testemunho ou um simples “olá”. Mas resolvi tirar 15 minutos e dar notícias para minhas ávidas e fiéis leitoras.

Bom, faz tanto tempo que eu não escrevo que nem comentei que meu mundo agora é vermelho (acho o cor de rosa muito apagadinho!). A Amelie chega em meados de junho e é praticamente uma boxeadora! Mexe, remexe e descobre partes do meu corpo que eu nunca imaginei que estivessem por aqui!

Eu e o Dan escolhemos o nome Amelie. E, claro, muitas pessoas deram palpites e, algumas vezes, quiseram impor nomes, apelidos e afins! É um nome diferente? Sim. Ela vai ter dificuldades? Acredito que não. Meu nome é diferente e sempre gostei de não ter 15 amiguinhas num mesmo local que pudessem responder a um único chamado. Eu me sentia especial e gostaria que minha filha sentisse o mesmo.

Os preparativos para sua chegada estão ficando cada dia mais intensos. Chá de bebê, lembrancinhas, enxoval... É muita coisa para uma mãe só pensar. Mas é simplesmente delicioso arquitetar cada detalhe para que todos os momentos sejam repletos de felicidade.

Ah! Troquei o visual do blog e coloquei uns links bacanas! Ainda tem muito o que fazer por aqui, mas aos poucos vou arrumando. Amanhã tento postar um textinho mais bacanudo!;)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Momento Deusa


Talvez hoje seja um bom dia para falar sobre o obscuro e maçante lado B da gravidez. Para começar, o meu humor fez questão de subir em uma montanha russa pela manhã. E não há um só momento em que eu consiga decidir se eu estou feliz/triste/melancólico-romântica/romântica/impaciente/preguiçosa e outras tantas adjetivações que no momento não me ocorrem. E essa situação não é rara!

Pois bem. Alguém tem que contar a verdade para a mulherada que sonha com a maternidade.

Todo mundo diz que a gravidez é o momento em que a mulher se transforma em deusa, quando ela atinge seu esplendor máximo. Ok, a gente até se sente poderosa em alguns momentos. Mas graças aos hormônios gravídicos, você vai se sentir muito mais sensível e carente. Multiplica uma TPM por 10 e espera o resultado. Pronto. Você acaba de descobrir os sentimentos de uma grávida.

No caso de você não ter sido abençoada por Papai do Céu com um corpo digno de uma modelo internacional (tipo eu), seu armário deverá ser trancafiado em, no máximo, 2 meses. Isso porque é uma tristeza você ver o seu vestido ou calça favoritos ficarem apertados enquanto sua barriga de grávida ainda não apareceu. E você ainda precisa ouvir dos outros que está gorda. Claro. Toda deusa deve ouvir isso lá no monte Olimpo.

Existem também as dores e tonturas. As costelas se deslocam para poder acolher o seu bebê. E isso dói pra burro. Sabe quando a gente bate o joelho na pontinha da mesa? Dói assim, só que por horas a fio. Tem também a dor em um lugar não muito público. Isso. Lá mesmo onde você está pensando. A sua bacia também está se deslocando para ajudar no momento em que o bebê decide que não quer mais viver na água, e sim, respirar ar puro. Dói e incomoda. Já disse que dói?

E se você nunca teve tonturas, prepare-se. Do nada, você ficará mole, sua audição vai sumindo e sua vista fica embaçada. É como um orgasmo sem a sensação gostosa. Sua cabeça pesa, seus membros pesam e você pensa: caí. Nessa hora, se segura em alguém, mesmo que seja um estranho, e peça ajuda. Nenhuma deusa pode ser orgulhosa em um momento de fraqueza!

Já ouvi dizer também que a probabilidade de se ter hemorróidas nos últimos meses de gravidez é grande. Tudo por causa do peso da barriga, que ficará imensa. Ah! E cuidado para não coçá-la durante o processo. É dessa coceirinha boa que nascem as famosas e temidas estrias.

Agora, coloque sua imaginação para funcionar. Que raios de Deusa é essa? Gorda, peituda, cheia de estrias, com hemorróida, com auto estima baixa, dores e tonturas? Acho que faltavam deusas lindas, gostosas e confiantes para servir de exemplo!!!! rs

Brincadeiras a parte, é bem provável que, inconscientemente, a gente saiba que a gravidez dá início a um longo período de mudanças e desconfortos. A gente sabe que é um investimento de risco a longo prazo, e só aposta nele porque também sabe que o retorno é repleto de sorrisos, abraços e demonstrações de amor espontâneas. Talvez venha daí o velho ditado: Ser mãe é padecer no paraíso.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Um siri vivo!

Depois de umas semanas sem escrever, decidi retomar o blog! Durante esse período silencioso, tive alguns desentendimentos com o meu lado sentimental. Por mais que eu estivesse super bem, ele cismava em contradizer o meu lado racional e colocava um monte de sentimentos confusos e deprimentes em pauta. Uma merda, com o perdão da palavra.

Porém, depois de uma bela conversa com a psicóloga, posso dizer que estou totalmente de volta.

Estou com 18 semanas, ou seja, estou com 4 meses e meio de gestação. A tão desejada barriga já aparece e as pessoas começaram a me ceder lugar no metrô, ônibus ou filas variadas.

Mas acho que a maior transformação foi sentir o bebê mexer dentro da barriga. Sempre tentei imaginar como seria essa sensação. E, embora seja algo incrivelmente inexplicável, acho que seria como engolir um siri vivo. A maioria das mães que eu conheço me descreveu o momento como ter dor de barriga sem a sensação desagradável de um piriri calibre 22. Ou de ter gases. Eu preferi abolir a escatologia por um momento, porque já bastam todas as coisas que permeiam um lado obscuro da gravidez (tema que fica para outro post!rs).

No momento estou achando maravilhoso perceber que ele responde a estímulos externos, como a voz do pai. Toda vez que ele ouve a voz do Danilo, dá cambalhotas aqui dentro.
Minha irmã foi a única sortuda a conseguir sentir uma travessura intra uterina. Hoje ele (o bebe) está beeeem quietinho.

E para fechar, uma foto do ano novo, com o trio! Uma prova de que 1+1=3. E não adianta tentar me convencer do contrário!


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ficou grávida? Não joga no Google.

Se você desconhece algum assunto, jogue no Google. A maior e mais usada ferramenta de busca da internet é ainda melhor do que a Barsa, aqueles livros gordos e vermelhos que traziam informações sobre quase tudo e custavam uma fortuna.

Além de o Google ser de graça, não há nada que ele não consiga localizar. A rede de hyperlinks que ele constrói faz com que você passe mais de hora lendo sobre assuntos que parecem fúteis como cores de esmalte ou crochê.

Quando descobri que estava grávida, entrei no site e coloquei no buscador: “sintomas gravidez” (eu queria saber se todo aquele enjôo era frescura ou era o feijão que estava crescendo aqui dentro).

O primeiro site que encontro é do E-familynet . Ok. O texto não é nada mal. Resolvi fuçar no restante do site (malditos hyperlinks). Olha, tem um fórum. Vamos ver o que as meninas andam falando. NÃO. NÃO e NÃO!!!

A grande maioria dos tópicos trazem mulheres loucas para engravidar e cheias de histórias horrorosas de aborto, sangramento, malformações, coceiras, doenças e desgraças. Eu fiquei absolutamente MALUCA lendo todos esses relatos. E quanto mais eu lia, mais eu queria saber sobre aquilo para não deixar que tudo acontecesse comigo.

Até fazer todos os exames, eu não dormi. Tinha medo de não ser nada além de gases ou de minha gestação ser fora do normal (não, não vou repetir todas as coisas horríveis que eu andei lendo). Só sosseguei quando entrei na sala de ultrassom e vi aquele feijãozinho, ainda sem formas, mas com um coraçãozinho que batia bem acelerado. Achei que não fosse chorar, mas é impossível saber que você tem dois corações e não se emocionar.

Não peço mais ajuda do Google. Como diz minha avó, a gente não precisa saber de tudo pra ter consciência de que a natureza é extremamente sábia e que o nosso corpo nos dirá quando há algo de errado. E eu não poderia estar mais Feliz e satisfeita!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

E a barriga que não vem...


Não sei se é uma ansiedade só minha ou é algo compartilhado por todas as novas-mães do mundo. O fato é que eu não vejo a hora da minha barriga crescer e todo mundo notar que eu realmente tenho um bebê dentro de mim.

Eu não tive a brilhante ideia de medir o meu quadril logo que eu descobri que estava grávida. Mas com certeza ele se expandiu, uma vez que minhas calças jeans já ocupam o lugar de roupas “aposentadas” do meu guarda roupa.

Quem me olha, pensa que eu estou gordinha. Não mais gostosa. Gordinha. E embora eu já tenha ouvido um “Nossa! Mas só dois meses e meio e você já engordou desse tanto?”, a balança não acusa um grama a mais. Ou seja, a barriga linda de grávida não aparece de fato, todas as minhas roupas lindas não me servem mais e, por não saber ainda o tamanho que vou ficar, também não consigo comprar nada novo.

Mas sim. Existe compensação e algumas coisas ficaram melhores. Minha pele está linda, meu cabelo está menos oleoso e desde domingo meus hormônios não dão as caras por aqui. Estou sendo beeeem mais paparicada e as ondas de felicidade que percorrem meu corpo toda vez que eu penso que daqui um tempo terei um lindo bebezinho no meu colo faz com que todos os descompassos físicos valham a pena.

Acho que a ansiedade pela barriga é uma daquelas coisas de mãe. A gente nunca entende até ser uma!