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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

1 mês dos meus machinhos.

No último dia 28, os meninos completaram 1 mês de vida. E, embora a experiência da maternidade não seja nova para mim, cada criança reserva uma porção de ensinamentos. E ter dois bebês em casa é, certamente, um aprendizado e tanto!

A primeira lição é que eles nasceram com o chip da escatologia descarada do cromossomo Y. Primeiro, que eles mijam. Sim, não tem nada de delicado na forma como escolhem em eliminar os líquidos do pequeno corpinho: a pistolinha, embora pequena, tem pontaria certeira e gosta de agir nos momentos mais inoportunos possíveis: basta tirar a fralda (especialmente durante a madrugada) para que ela projete um jato de urina em qualquer direção.  Com sorte, não acertam minha cara. Não sei dizer quantas vezes eu já lavei os lençóis do berço. (Não se iludam,  o trocador não serve de nada). 

Eles também peidam. E muito. Não posso dizer que eles têm gases. Há uma ogiva nuclear dentro do corpinho deles que trabalha dia e noite sem parar. O barulho é alto e, às vezes, fede. Como pode se eles só tomam leite? Até o pai (que obviamente também tem o chip da escatologia descarada, como qualquer macho por aí) se espanta com a sinfonia. 

Mas agora eu entendo o porquê desse chip não ser desativado com o tempo: mães têm orgulho até desse tipo de coisa. E a cada peido, uma comemoração. Cada jato de xixi na cara, uma risada.  Enfim,  as reações são sempre positivas,  mesmo se a bufinha for fedida. Futuras noras, me desculpem: mea culpa.

Eles também são esganados. Tanto Antônio quanto Davi já passaram mal de tanto mamar. Já tinham me falado que meninos tendem a ser mais gulosos, mas eu realmente não tinha ideia do quanto! Pelo menos satisfarei meu desejo em ter bebês gordinhos, com dobrinhas no joelho. ♥

Eles são bem calmos. Quando suas ogivas estão trabalhando demais os dias (ou as noites) são mais agitadas e a mamãe aqui costuma ficar meio esverdeada no dia seguinte. O máximo de intervalo entre uma mamada e outra ainda é de 3 horas e, agora, eles não curtem muito mamar juntos. Então, eu tenho dado o peito para um de cada vez. Eu achei que ficaria mais cansada, mas eles têm ficado mais calmos. Além disso, desse jeito eu tenho a chance de ficar um pouco mais com cada um no colo sem sentir culpa (que é um mega assunto para outro post).

Não sei quanto eles estão pesando agora, mas Antônio certamente já passou dos 4kg e Davi o segue de perto. E eu? Não sei quanto já perdi no total. Na primeira semana eu já tinha perdido 15kg dos 13 que eu ganhei. Não sei se perdi mais até porque eu estou comendo como uma maluca. Sinto uma fome absurda e como mesmo, sem dó. (afinal, alguma coisa precisa compensar minha barriga de damasco - de acordo com a Amelie - e os peitos meio caídos).  


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Gravidez sem álcool: nem uma gotinha

Eu preciso confessar que, durante a gravidez dos meninos, eu tomei uma ou outra cerveja. Um copo, não mais que isso. Por isso fiquei chocada em saber que não há limite seguro para ingestão de álcool durante a gravidez. Um golinho pode desencadear uma doença sem cura: A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Os bebês que nascem com a doença podem apresentar alterações  na face, em órgãos do corpo, podem nascer com peso abaixo do normal e ter retardo mental. Além disso, têm problemas de aprendizagem, memória, fala, audição, atenção e alterações de comportamento, que se mostram principalmente na idade escolar e no relacionamento com outras pessoas. 

Por isso achei super importante ajudar na divulgação da campanha #gravidezsemálcoolNeste domingo, dia 28/09, haverá uma caminhada em prol da causa no Parque Villa Lobos, a partir das 11h. A intenção é alertar famílias de todo país sobre a seriedade da SAF. 

Infelizmente, não poderei ir. Mas acredito que posso fazer minha parte alertando minha rede de relacionamento sobre o perigo da ingestão de álcool durante a gestação. Tenho certeza de que, assim como eu, muita gente não tem conhecimento dessa doença. Para saber mais, acesse o site da campanha: www.gravidezsemalcool.org.br




A campanha é da Sociedade de Pediatria de São Paulo, com apoio especial da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP) e institucional da Marjan Farma.  Também conta com parceria da Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Paulista de Medicina e da Associação Brasileira das Mulheres Médicas-Seção São Paulo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Quando a fonte seca

Passei a gravidez inteira me gabando do sutiã 52 que passei a usar para acomodar os seios fartos que se preparavam para virar tetas. Sim, tetas, dessas que produzem uma porrada de leite e alimentam filhotes mamíferos. Pô, imagina quanto leite cabe numa teta tamanho 52?

Davi, o primeiro a nascer, também teve o privilégio de produzir as rachaduras e as dores necessárias para dar início à amamentação exclusiva que eu tanto planejei.

Na primeira consulta do pequeno ao pediatra, a mãe tetuda ficou feliz. O pequeno bezerro havia engordado 30gr por dia. Excelente,  disse a pediatra. Mas aí chegou meu outro bezerro e as tetas da reprodudora aqui secaram igual ao sistema cantareira. E não tinha como fazer rodízio.

Só que, assim como o governo paulista, me neguei a acreditar que a fonte tinha secado. O chororô todo só podia ser de cólica!

Na consulta ao pediatra, a verdade nua e crua. Eles só haviam ganhado 8gr por dia. Uma quantidade insuficiente para deixá-los fofos e gordinhos e saudáveis e alimentados e felizes. 

E foi então que o monstro da fórmula entrou na minha vida. Sempre achei que as mães que ofereciam leite artificial para recém nascidos eram preguiçosas,  frouxas e outros tantos adjetivos pejorativos e preconceituosos que puder enumerar. E, como a maternidade vem mesmo pra derrubar todos os preconceitos,  eu era a preguiçosa,  frouxa - mas tetuda - da vez. Que preconceito bobo, minha gente.

E agora eu me pego pensando: o que importa uma teta tamanho 52 meio seca e murcha quando meus meninos estão mais bochechudos.  E saudáveis.  E fofinhos. E felizes? ♥♥
Da esquerda pra direita: Davi e Antônio.

UPDATE: Eles continuam mamando no peito, mas é que eu realmente não dou conta. Ontem, esperei o peito encher e tirei o leite pra saber quanto realmente eu estava produzindo. Esperava uns 15 ml, no máximo. Mas pra minha surpresa, tirei quase 80 ml de cada peito. Ou seja, os meninos estão mamando esses 80 ml mais, em média, 60 ml de leite artificial cada um!!!! Daqui uns dois meses eles estarão comendo uma feijuca ou enchendo a pança de churrasco! hahahahahahahahah

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Parindo 2

A última semana se gravidez foi desesperadora. Tive uma crise de sinusite no domingo e, se eu já não estava respirando, sobrevivi apenas com um sopro de ar.
Por isso,  recebi com grande alívio a notícia de que marcaríamos a cesarea para quinta (28/08). Eu sei que queria esperar o parto normal. Mas, de verdade,  eu estava sofrendo demais. Achava que teria um troço a qualquer momento.

O parto foi um dos primeiros do dia e a cirurgia começou às 6 horas da manhã.  Minha altura uterina chegou a 50cm e até mesmo a equipe ficou impressionada que eu ainda estava caminhando quase que normalmente.

Tentei manter a calma, mas realmente estava bastante nervosa. Davi nasceu às 6h18, com 48cm e 2,885kg. Às 6h19, Antônio sugiu com 48,5cm e 3,1kg. Um tourinho. Nem preciso dizer que quase morri de chorar quando vi minhas lindezas.

Depois da sala de recuperação, fui para o quarto na esperança de receber meus pequenos em pouco tempo. Mas aí veio a notícia: ambos nasceram bem, mas começaram a ficar muito cansados e tiveram de ir para a uti. Eu já tinha ouvido essa história antes.

Não pude deixar de pensar em todo sacrifício que fiz para que isso não se repetisse de jeito algum. O máximo do egoísmo,  eu sei.  Mas não tinha mais o que fazer. Tentei aparentar calma, mas eu estava com muito medo. Não sabia o que esperar.

Ambos tiveram um desconforto respiratório.  Davi ficou apenas 1 dia e meio na UTI E depois veio para o quarto. Antônio demorou um pouco mais para se dar conta que tinha de começar a respirar.  Foram 8 dias de UTI, o que significa que ele ficou pra trás no dia da minha alta.

Sair do hospital com um bebê na mão e outro ainda internado não fpi nada fácil.  Mesmo que eu quisesse me controlar, as lágrima caíam sem parar.

Fui para o hospital todos os dias até a alta do pequeno. Fiz questão de amamentá-lo pelo menos uma vez ao dia. E foi uma das melhores coisas que eu fiz. Antônio saiu bem.do hospital e é a calma em pessoa.  Davi é bravo, mais agitado - o oposto do comportamento que demonstravam dentro da minha barriga.

Nos próximos posts conto como estou dando conta de 3. ;)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Diário de bordo - #SEMANA36

Finalmente chegamos aos improváveis 9 meses de gestação.  Ouvi tantas histórias sobre nascimento prematuro em gestação gemelar que, sinceramente,  não considerava chegar tão longe. Mas aqui estamos nós,  firmes e fortes como geleia.

Terça feira passei com o obstetra, fiz ultrassom e vimos que está tudo lindo com os meus pequenos touros: cada um está pesando quase 3 kg cada. Porém,  minhas chances de parto normal diminuíram: não sei como, Davi (que estava quase encaixando) resolveu sentar.  E assim está,  com a cabeça embaixo das minhas costelas e os pés na minha virilha.

Como estamos saudáveis,  o médico pediu para segurarmos mais uma semana. Não vou negar que, pra mim, está sendo um esforço homérico. Essa última semana está bastante sofrida: minha vontade é ficar o tempo todo deitada. A dor na virilha é algo surreal (a recuperação de uma cesariana não é nada perto disso aqui).

Sair na rua é divertido. TODO MUNDO fica me olhando e algumas pessoas me param e perguntam, assustados: Quantos são???

A barriga está tão grande que, na terça, quando fui fazer o ultrassom no hospital,  até uma médica pediu pra olhar minha barriga.  Uma obstetra.

Agora estou na contagem mais do que regressiva.  Espero que o próximo relato seja do parto. Aí conto pra vocês se meu quadril sobreviveu.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Diário de bordo - 35 semanas

Hoje completo 35 semanas de gestação, ou seja, estou a uma semana de chegar aos 9 meses de gravidez gemelar. Simmmm, é uma vitória e tanto, mas preciso dizer que os últimos dias foram MUITO difíceis. 

Tive muitas dores, não consigo ficar em pé por mais de 5 minutos e as noites têm sido agitadas. Isso porquê essa é a hora em que os meninos acordam e não param de se mexer. Como estão grandes, eles acabam "excitando" o útero, que começa a contrair loucamente. E dói. MUITO.
De terça para quarta-feira acordei às 3 horas da manhã com contrações irregulares. Elas começaram a ritmar às 6h40, vieram a cada 10 minutos até às 9h. De tarde fui ao médico e pronto: outro alarme falso. 

Passei o resto do dia um caco, desejando que eles tivessem nascido. Eu sei que o melhor pra eles é esperar mais um pouco. Eu sei.  Mas sou humana, estou sofrendo e tenho pensamentos egoístas (e vc aí achando que eu era de outro planeta).

Ontem, uma amiga muito querida deu uma ótima definição pra essa fase: os 100m finais de uma maratona. Não são só 100 metros. É a maratona+ansiedade+cansaço+100 metros. Só preciso colocar na cabeça que, se eu aguentei até aqui, eu consigo percorrer os últimos passos. 

Graças a Deus tenho meus pais e meus sogros para me ajudar. De verdade, não sei o que seria de mim se não fossem eles.  Todo dia alguém passa em cada pra me dar uma mão (um braço,  um pé,  uma coluna. ..) e serei eternamente agradecida por isso. ♥

Também não posso reclamar do apoio que tenho dos amigos.  A cada mensagem que recebo, meu coração fica quentinho e eu tenho certeza de que estou rodeada pelas pessoas certas. 

Agora é a contagem regressiva. Com muita fé,  força e coragem,  eu sei que vou superar todas essas dificuldades finais. E, em breve, estarei exibindo minha barrigona flácida para esfregar na cara da sociedade: sou mãe de 3 com orgulho.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Diário de bordo - Semana34

#Semana34
238 dias grávida
43 cm de altura uterina
11 kg a mais na balança
2 meninos lindos na barriga
uma felicidade que não cabe no coração


Hoje completo 34 semanas de gravidez gemelar tremendamente saudável. Eu posso estar me sentindo um caco, mas o fato é que eu não tive um problema de saúde sequer. 
Estou gerando dois touros: Davi chegou aos 2,4kg e Antônio 2,6kg. É provável que nasçam gordinhos, como se estivessem numa gravidez única. (aí eu me pergunto o que faremos com o tanto de roupinha RN que temos no armário! hahahahah)

Confesso que estou cada dia mais cansada. Meus quadris doem muito (nem vou comentar sobre minha virilha), mas me sinto muito mais tranquila. A sensação é de que eu sobrevivi a um redomoinho de ansiedade devorador de mães e agora estou curtindo a calmaria de um oceano límpido, de águas transparentes. Não me importo mais que as coisas não estejam prontas: elas vão se ajeitar. E daí que o berço não está montado? Que as prateleiras do quarto ainda não estão prontas? Que eu ainda não consegui vender os móveis do quarto da pequena e que eles estão todos na minha sala? (aliás, se alguém tiver interesse em ter um quarto totalmente cor de rosa, é um negócio e tanto, hein?)

A única coisa que ainda me incomoda profundamente é o fato de que eu não consigo sair de casa. Sinto falta de passear pela cidade e fazer coisas que gosto: ir aos Sescs, dar uma volta na Benedito Calixto, visitar os amigos, parar num boteco com comidinhas gostosas (e tomar uma boa cerveja).  Tenho me poupado para as visitas semanais ao obstetra e aos laboratórios para os últimos exames. 

Ontem foi dia de consulta com meu querido médico. Não temos nada marcado e nossa ideia é ultrapassar uma semana por vez. Por ter uma cesária anterior e estar numa gestação gemelar, minha chance de um parto por via vaginal é de apenas 10%. Mas meu médico não quer desperdiçar essa possibilidade. Mesmo que a opção seja pela cesárea, ele acha que é muito mais saudável que eu entre em trabalho de parto. E eu estou bem feliz com isso!

E a minha pequena moça Amelie? Ela está cada dia mais fantástica. Já desenha os irmãos, brinca com eles na barriga e tem sido uma companhia incrível. Sou suspeita, mas acho minha filha o máximo e sou tremendamente apaixonada por ela. E eu que achava que não havia nascido pra ser mãe... (a vida dá nó na gente, meu povo). 

Sim, esta é uma barriga pornograficamente grande.