Quando estava na faculdade, fiz uma série de reportagens sobre violência doméstica no Uruguai. Conversei com vítimas, especialistas e na época fiquei bastante impressionada. Não por ouvir relatos das brigas e conhecer mulheres cujas marcas ainda estão presentes e vívidas em um olho roxo ou braço quebrado. O que mais me impressionou foram as marcas psicológicas, dessas difíceis de perceber a primeira vista. Estigmas que não somem com compressas, gesso ou remédio. Sofrimento que, às vezes, perdura por toda uma vida e pode acometer qualquer um, independentemente da classe social ou do nível intelectual.
Mas por que eu estou falando disso?
Hoje pela manhã me deparei com o projeto 1:4 Retratos da Violência Obstétrica da fotógrafa Carla Raiter, que coleta histórias e registra imagens de mulheres que foram vítimas antes, durante ou após o parto.
Eu sempre evitei falar sobre isso, pois eu nunca aceitei que fui vítima de violência obstétrica. Como eu, jornalista, informada, poderia ter passado por isso? Aí, olhando as fotos da galeria do projeto, me deparo com um relato que poderia facilmente ser o meu:
Eu não queria fazer a cesária no parto da Amelie. Mas tive diabetes. E minha placenta ficou em grau 3 com 31 semanas de gestação. E o médico, "graças a Deus", me disse que eu não poderia entrar em trabalho de parto ou então minha pequena morreria. Tínhamos que marcar o parto o quanto antes!!!!! Durante a cesária ele teve a cara de pau de me falar que ela estava super encaixada e que, talvez, eu entrasse em trabalho de parto já na próxima semana.
O que ele não me falou era do risco dela ficar na UTI Neonatal - como Amelie ficou, durante 7 dias. E quando eu questionei ele sobre isso ele simplesmente disse: "Ah, eu não te falei do risco? Mas é um risco muito pequeno se comparado ao que ela poderia sofrer caso você entrasse em trabalho de parto."
Na hora eu me senti enganada. Uma idiota. Mas naquele momento minha preocupação era a pequena, que estava longe de mim, cheia de fios, com sonda e em meio à inúmeros barulhos da UTI.
Demorou mais de um ano para eu começar a perceber que talvez o médico tenha se aproveitado da minha fragilidade momentânea para me "vender" a ideia de maior segurança da cesárea. Mãe de primeira viagem, eu achava de que havia escolhido um bom médico, confiava em todo o conhecimento técnico que ele possuía. Então, por que não acreditar nas informações que ele estava me passando??
Agora, quando fiquei grávida, acabei procurando ele para a primeira consulta. Respirei fundo e falei sobre minha vontade em fazer um parto normal dessa vez. Ele, em toda sua calma, me disse que não tinha mais disponibilidade (você sabe o que é isso, né?) de fazer partos normais. Pegou o calendário e me disse a data do parto - assim eu já podia aprontar tudo com bastante antecedência. Saí do consultório consumida por um ódio mortal. Juro. A ferida invisível voltou a arder e eu jurei que não queria ser tratada daquela maneira. E saí em busca de um novo médico.
Eu realmente acho que eu o encontrei dessa vez. Concorda com meu ponto de vista e, embora eu saiba que minhas possibilidades de ter um parto normal numa gravidez gemelar seja muito mais difícil, ele já me acalmou: se os bebês estiverem bem, entro em trabalho de parto. E só depois, se precisar, seguiremos para a cesárea.
Embora eu ainda me sinta uma idiota por ter permitido uma violência dessas contra mim e contra minha filha, eu acho que consegui tirar uma lição importante e gostaria de passar para todas as mulheres que passam por aqui e correm o risco de viver tudo isso: questione. Muitas vezes. procure outras pacientes. Fale com o máximo de pessoas que conseguir. Ouça relatos. FALE quando algo te incomodar. E só continue com o médico caso esteja realmente segura com ele - mesmo se sua opção for por uma cesárea eletiva. Porque amigas, uma cicatriz na base da barriga não é nada perto da marca que eu trago no coração.
segunda-feira, 17 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Bela adormecida
Vocês não sabem, mas a Bela adormecida sempre sofreu de insônia. Sempre. A não ser pelo episódio que a deixou famosa (tudo culpa do primeiro trimestre da primeira gravidez), era deitar a cabecinha pequena no travesseiro que ficava a pensar em todas as mil e uma coisas que tinha de fazer no dia seguinte. Claro, depois que se casou com o príncipe, sua vida ficou ainda mais intensa!
Antes, ela tinha comida e roupa lavada. Nunca tinha dado valor a esta equação tão banal. Não conseguia enxergar a maravilha da pia vazia, da cama cheirosa e arrumada, da comida feita e posta a mesa - coisa de fada madrinha. Agora, tudo isso e mais um pouco estava sob sua responsabilidade. E, sim: Bela adormecida é uma mulher moderna e trabalha fora.
Aí, certo dia, o casal descobriu que a nossa Bela estava grávida novamente. De dois. E maldição do sono voltou. Só que dessa vez mais forte, mais intensa, mais avassaladora. Basta o relógio dar 9 badaladas que nossa Bela Adormecida cai automaticamente, roncando e babando. E não há nada, nem ninguém, que a faça acordar antes das 3h (horário em que levanta para fazer o xixizinho da madrugada).
Não, caras amigas. Não tenham inveja. Quem chega na casa da nossa querida Bela consegue perceber os infortúnios dessa maldição: basta observar a tralha que se acumula na mesa da sala, no sofá, nos cantos da casa, nos armários, nas janelas, nos 3 potes de feijão podre que estão há mais de mês na geladeira e ela não tem coragem/disposição/energia para jogar fora.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Corram para as colinas!!!
Mal cheguei na 11ª semana de gestação e a barriga de grávida (aquela que eu fiquei rezando para aparecer logo na gravidez da minha pequena Amelie) já tá toda aparecida. Já está redondinha, mas como minha calça jeans ainda me serve (e eu pretendo usá-la até que ela não passe mais do meu quadril), fico parecendo que estou enorme de gorda, com pança de chopp e torresminho.
"Mas amor, você está grávida!!!" - disse outro dia o meu marido.
Ah sim, é lindo ficar grávida. É realmente uma dádiva de Deus. Mas o que não é lá tão especial são os efeitos colaterais da liberação monstruosa de progesterona pelo meu ovário para manter a gravidez. Fora a flacidez dos músculos e ligamentos, é o hormônio que me fode de náuseas e enjoôs e me deixa assim, com um humor MARAVILHOSO.
A galera também não ajuda e a família é especialista em arruinar todo e qualquer vestígio de auto-estima que, por ventura, estiver sobrando neste ser que vos escreve: "mas olha o tamanho do seu quadril!! Gente, mas esses peitos daqui a pouco vão te sufocar. Ai, tadinha. Vai ficar ENORME. Já imaginou o tamanho da sua barriga?"
Penso no tamanho que minha pança vai ficar TO-DO-SAN-TO-DI-A. tenho noção de que terei estrias até na dobra da orelha. Se já estou toda dolorida agora, não quero nem ver quando chegar ao sétimo mês.
Sim. Tô meio de mau humor. Tudo culpa da progesterona.
"Mas amor, você está grávida!!!" - disse outro dia o meu marido.
Ah sim, é lindo ficar grávida. É realmente uma dádiva de Deus. Mas o que não é lá tão especial são os efeitos colaterais da liberação monstruosa de progesterona pelo meu ovário para manter a gravidez. Fora a flacidez dos músculos e ligamentos, é o hormônio que me fode de náuseas e enjoôs e me deixa assim, com um humor MARAVILHOSO.
A galera também não ajuda e a família é especialista em arruinar todo e qualquer vestígio de auto-estima que, por ventura, estiver sobrando neste ser que vos escreve: "mas olha o tamanho do seu quadril!! Gente, mas esses peitos daqui a pouco vão te sufocar. Ai, tadinha. Vai ficar ENORME. Já imaginou o tamanho da sua barriga?"
Penso no tamanho que minha pança vai ficar TO-DO-SAN-TO-DI-A. tenho noção de que terei estrias até na dobra da orelha. Se já estou toda dolorida agora, não quero nem ver quando chegar ao sétimo mês.
Sim. Tô meio de mau humor. Tudo culpa da progesterona.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
São Gêmeos!
Cheguei para a ultrassonografia com antecedência. Embora não fosse a primeira vez que eu passava por este exame, eu estava sim um pouco ansiosa. Queria saber se estava tudo bem com o bebê dentro da minha barriga (que já estava saliente).
Assim que o exame começou, já consegui identificar o saco gestacional e o feto, tão pequeno e tão lindo. Foi só a médica mexer o aparelho de ultrassom para que eu percebesse o outro saco gestacional e outro feto (?). Mas eu achei que era impressão minha.
- Você tá calma mãe?
- Por que? São dois?
- Sim, são gêmeos.
Por uma fração de segundos, meu coração parou. As lágrimas foram automáticas. Um riso nervoso me acompanhou o dia todo. Eu não acreditava que não tinha um, mas dois bebês na barriga.
(Bom, isso explica os enjoos surreais que tenho tido. eles vem com uma força avassaladora e tudo o que eu quero é ficar deitada na cama. mas, como? eu tenho uma criança de 3 anos!!!. explica também a barriga saliente. tô gordinha, mas não é pra tanto. sério. não, não fiz tratamento para engravidar. só a boa e velha fórmula da prática até a perfeição. é dessa vez eu acho que a gente se superou... tem caso na família, mas é bem longe. minha bisavó teve gêmeos. e só. e a força da hereditariedade - e porque não do destino? - nos faz pensar no enxoval para dois. e os nomes? não tínhamos nomes de meninas pré-definidos e agora precisamos pensar em diferentes combinações menina|menina, menina|menino, menino|menino. e o quarto? como a gente vai acomodar 3 crianças em um apartamento tão pequeno? o que vamos fazer com todos os brinquedos da Amelie? não vai caber tudo aqui. e o carro? será que cabem 3 cadeirinhas no carro? e a escola? já imaginou pagar escola para 2? para 3?? e a faculdade? plano de saúde? será que eu vou aguentar trabalhar até o final? será que eles serão prematuros? será que eu vou engordar muito? MEUDEUSDOCÉU quando é que esse enjoo vai parar e eu vou voltar a ser uma pessoa normal???????)
Estamos felizes. Muito. Em dobro! Mas agora eu só quero que o enjoo passe. Já falei que eu tô enjoando MUITO???
Assim que o exame começou, já consegui identificar o saco gestacional e o feto, tão pequeno e tão lindo. Foi só a médica mexer o aparelho de ultrassom para que eu percebesse o outro saco gestacional e outro feto (?). Mas eu achei que era impressão minha.
- Você tá calma mãe?
- Por que? São dois?
- Sim, são gêmeos.
Por uma fração de segundos, meu coração parou. As lágrimas foram automáticas. Um riso nervoso me acompanhou o dia todo. Eu não acreditava que não tinha um, mas dois bebês na barriga.
(Bom, isso explica os enjoos surreais que tenho tido. eles vem com uma força avassaladora e tudo o que eu quero é ficar deitada na cama. mas, como? eu tenho uma criança de 3 anos!!!. explica também a barriga saliente. tô gordinha, mas não é pra tanto. sério. não, não fiz tratamento para engravidar. só a boa e velha fórmula da prática até a perfeição. é dessa vez eu acho que a gente se superou... tem caso na família, mas é bem longe. minha bisavó teve gêmeos. e só. e a força da hereditariedade - e porque não do destino? - nos faz pensar no enxoval para dois. e os nomes? não tínhamos nomes de meninas pré-definidos e agora precisamos pensar em diferentes combinações menina|menina, menina|menino, menino|menino. e o quarto? como a gente vai acomodar 3 crianças em um apartamento tão pequeno? o que vamos fazer com todos os brinquedos da Amelie? não vai caber tudo aqui. e o carro? será que cabem 3 cadeirinhas no carro? e a escola? já imaginou pagar escola para 2? para 3?? e a faculdade? plano de saúde? será que eu vou aguentar trabalhar até o final? será que eles serão prematuros? será que eu vou engordar muito? MEUDEUSDOCÉU quando é que esse enjoo vai parar e eu vou voltar a ser uma pessoa normal???????)
Estamos felizes. Muito. Em dobro! Mas agora eu só quero que o enjoo passe. Já falei que eu tô enjoando MUITO???
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Irmã mais velha
Passei numa loja infantil perto do trabalho e comprei um pijaminha lindo para ela. Mandei embrulhar e coloquei o laço mais bonito que eu poderia ter encontrado.
Eu estrava apreensiva, pois não sabia como ela iria reagir. E como eu deveria reagir à reação dela? Essas reações em cadeia estavam me preocupando.
Cheguei em casa e fui recebida com um abraço gostoso, cheio de amor, como todos os dias. Logo que ela viu o embrulho, perguntou de quem era o presente:
- É seu, meu amor - eu disse.
- Mas é meu aniversário?
- Não. O presente é porque a partir de hoje você é uma irmã mais velha.
O brilho dos olhos dela foi inexplicável. Rapidamente, abriu o embrulho e quis colocar o pijama. Saiu de perto, foi para seu quarto e me chamou:
-Mamãe, venha ver o pôr do sol!!!! Olha como está cor de rosa!
Me aproximei da janela e ficamos olhando o céu.
- Mamãe, hoje é um dia realmente muito especial, não é? - disse, me dando um beijo na bochecha e outro na barriga.
- É meu amor. Hoje é um dia muito especial - balbuciei, entre lágrimas de felicidade.
Eu estrava apreensiva, pois não sabia como ela iria reagir. E como eu deveria reagir à reação dela? Essas reações em cadeia estavam me preocupando.
Cheguei em casa e fui recebida com um abraço gostoso, cheio de amor, como todos os dias. Logo que ela viu o embrulho, perguntou de quem era o presente:
- É seu, meu amor - eu disse.
- Mas é meu aniversário?
- Não. O presente é porque a partir de hoje você é uma irmã mais velha.
O brilho dos olhos dela foi inexplicável. Rapidamente, abriu o embrulho e quis colocar o pijama. Saiu de perto, foi para seu quarto e me chamou:
-Mamãe, venha ver o pôr do sol!!!! Olha como está cor de rosa!
Me aproximei da janela e ficamos olhando o céu.
- Mamãe, hoje é um dia realmente muito especial, não é? - disse, me dando um beijo na bochecha e outro na barriga.
- É meu amor. Hoje é um dia muito especial - balbuciei, entre lágrimas de felicidade.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Dona Coelha
*Para amantes de Peppa Pig
Outro dia li um post no Blog Conversa de Mãe falando sobre a paciência da mamãe Pig. E eu me peguei pensando em diversas situações do desenho mais querido lá em casa.
A paciência da mamãe Pig é realmente admirável. Porém, eu me impressionava mesmo era com a Dona Coelha. Oh mulher atarefada.
Ela tem vários trabalhos: é caixa do supermercado local, é dona de um caminhão de sorvete, é motorista do ônibus da escola, trabalha numa empresa de reciclagem de sucata, pilota balão de ar, faz bolos para fora e ainda eu pensava que era ela a mãe dos dois pequenos Coelhos: Rebeca e Richard, ela com 4 e ele com 1 ano e meio. E sempre me perguntava: Jesus, como é que ela consegue dar conta de tudo??
Eis que fui fazer uma busca sobre informações sobre a personagem e descobri o mistério: Ela é a tia dos pequenos coelhos!!!! Dona Coelha e Mamãe Coelha são irmãs. Elas são idênticas (provavelmente gêmeas) e até mesmo as famílias da redondeza as confundem.
Tem um episódio (em inglês) que mostra o dia em que a Dona Coelha torceu a perna e a Mamãe Coelho tentou assumir todo o trabalho dela:
E no site tem o perfil de todos os personagens: http://www.peppapig.com/
E eu não consigo deixar de achar que este é o desenho mais fofo dos últimos tempos.
Outro dia li um post no Blog Conversa de Mãe falando sobre a paciência da mamãe Pig. E eu me peguei pensando em diversas situações do desenho mais querido lá em casa.
A paciência da mamãe Pig é realmente admirável. Porém, eu me impressionava mesmo era com a Dona Coelha. Oh mulher atarefada.
Ela tem vários trabalhos: é caixa do supermercado local, é dona de um caminhão de sorvete, é motorista do ônibus da escola, trabalha numa empresa de reciclagem de sucata, pilota balão de ar, faz bolos para fora e ainda eu pensava que era ela a mãe dos dois pequenos Coelhos: Rebeca e Richard, ela com 4 e ele com 1 ano e meio. E sempre me perguntava: Jesus, como é que ela consegue dar conta de tudo??
Eis que fui fazer uma busca sobre informações sobre a personagem e descobri o mistério: Ela é a tia dos pequenos coelhos!!!! Dona Coelha e Mamãe Coelha são irmãs. Elas são idênticas (provavelmente gêmeas) e até mesmo as famílias da redondeza as confundem.
Tem um episódio (em inglês) que mostra o dia em que a Dona Coelha torceu a perna e a Mamãe Coelho tentou assumir todo o trabalho dela:
E no site tem o perfil de todos os personagens: http://www.peppapig.com/
E eu não consigo deixar de achar que este é o desenho mais fofo dos últimos tempos.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Por um ano cheinho de lama!
"Mãe, a gente pode ter uma casa dessas lá em São Paulo?" - foram essas as primeiras palavra da Amelie, assim que chegamos ao sítio da vovó biza Cida, no interior. A casa de madeira, simples, o quintal com chão de terra batida onde as galinhas, gansos, filhotes de porco e outros animais andam soltos brilharam no reflexo dos olhos da pequena. Coisa linda derretedora de corações.
Naquele momento só pensei no nosso apartamento de 46m² e respondi: "Mamãe vai fazer o possível para que isso aconteça".
Nem o calor senegalês que pairou sobre a cidade nos últimos dias do ano derrubaram a disposição da pequena - ou da mãe, que suava em bicas correndo atrás da nova aventureira querendo que ela comesse alguma coisa. Era emoção demais demais para se preocupar em comer.
Ver ela correndo solta, procurando ovos pelo sítio com a vovó Biza, fazendo comidinha com folhas e flores e se lambuzando de barro me deram mais energia e vitalidade para encarar um 2014 cheio de desafios e ralarainda mais a bunda para conseguir uma casa/sítio com um pequeno quintal onde ela possa se transformar na Peppa - e poder brincar em poças de lama a hora que quiser!
Naquele momento só pensei no nosso apartamento de 46m² e respondi: "Mamãe vai fazer o possível para que isso aconteça".
Nem o calor senegalês que pairou sobre a cidade nos últimos dias do ano derrubaram a disposição da pequena - ou da mãe, que suava em bicas correndo atrás da nova aventureira querendo que ela comesse alguma coisa. Era emoção demais demais para se preocupar em comer.
Ver ela correndo solta, procurando ovos pelo sítio com a vovó Biza, fazendo comidinha com folhas e flores e se lambuzando de barro me deram mais energia e vitalidade para encarar um 2014 cheio de desafios e ralar
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