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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sinceramente grávida de gêmeos

Hoje chego à 27ª semana de gestação - ou se você se confunde com essa coisa de semanas, estou quase no 7º mês. Falta pouco mas falta muito, saca?

Se você espera um texto todo meloso sobre a gestação, sugiro que feche seu navegador agora, antes que se arrependa. Se quer encarar a sinceridade de uma grávida, puxe uma cadeira e sinta-se à vontade. 

Não tenho o perfil de romantizar a situação toda. Para mim, a realidade é cruel mesmo:  Minha barriga está enorme, não consigo calçar meus sapatos ou cortar as unhas do pé sozinha, tenho olheiras e muitas estrias na barriga, não tenho posição para dormir e/ou sentar, pareço uma pata quando ando, estou com os pés e mãos inchados e já ganhei quase 10 quilos. Mas não é tanto a parte física que me incomoda: o complicado é que essa limitação toda mexe muito com minha cabeça.

Independência para mim sempre foi fundamental. Se eu tiver um desejo e quiser sair às 0h para tomar sorvete, que eu possa fazer isso sozinha, sem depender de ninguém. É um orgulho traiçoeiro porque eu NUNCA dou o braço a torcer. Posso estar atolada de coisas para fazer, mas continuo recusando ajuda. E eu sei que a única prejudicada sou eu, mas gosto dessa liberdade (talvez seja minha parte mais aquariana). 

Nos últimos tempos, tenho tido vontade de chorar  quando derrubo alguma coisa no chão - porque vou precisar de alguém pra pegar pra mim. Não consigo sentar em qualquer sofá - precisa ser alto, com o acento curto. Caso contrário, não levanto sozinha nem a pau.  Em pouquíssimo tempo terei de deixar o carro na garagem e me corta o coração ter de contratar transporte escolar para levar a pequena à escola pela manhã. Essa sensação de que agora eu só sirvo para gestar acaba comigo. ACABA.

Estou trabalhando minha cabeça para aceitar essa condição, que sei que é provisória. Mas confesso que tá difícil, minha gente. 

Enfim, para vocês sentirem um gostinho do barrigón, segue uma pequena comparação: A primeira foto foi tirada em 2010, dois dias antes da Amelie nascer, com 37 semanas de gestação. A segunda foi tirada ontem, a 11 semanas de completar o mesmo período gestacional. PEGA ESSA BARRIGA. 





terça-feira, 8 de abril de 2014

Entre frutas e hortaliças

Duas perninhas gordinhas balançavam próximo ao peito, apoiadas pelo sling. Outras duas descansavam no carrinho que ela segurava confiante ao entrar no hortifruti. O cabelo arrumado, as olheiras inexistentes, o sorriso alegre e aparentemente descansado passaram por mim como se fosse um feitiço. Não consegui desviar o olhar e a cumprimentei cheia de esperança: Há vida pós-gêmeos afinal.

Segui escolhendo cenouras, batatas, laranjas e tomates, feliz com a perspectiva de um futuro recheado de pernas gordas e sorrisos marotos. Ao chegar à prateleira onde estava o cheiro verde a vi novamente. Dois pares de perninhas gordinhas haviam sumido. MEU DEUS! SERÁ QUE EU FANTASIEI??

Sim, amigos. Eu tive uma alucinação. Não com os dois bebês - eles existiam!! Fantasiei com a possibilidade de estar livre de olheiras, de cabelo arrumado e blusa branca incólume comprando hortaliças pouco tempo após parir. Isso porque ela não estava sozinha: não bastasse a babá a tiracolo, a cozinheira é que empurrava o carrinho repleto de frutas e legumes. Vez ou outra, consultava a mãe sobre as possibilidades para o cardápio da semana.

Pensando bem, a solução para meu futuro não ser de mãe desleixada é bastante simples: triplicar os salários que compõem a renda da família em apenas 4 meses!!! 

Mas só pra garantir: alguém tem algum palpite da Mega pra me mandar?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

São Gêmeos!

Cheguei para a ultrassonografia com antecedência. Embora não fosse a primeira vez que eu passava por este exame, eu estava sim um pouco ansiosa. Queria saber se estava tudo bem com o bebê dentro da minha barriga (que já estava saliente).

Assim que o exame começou, já consegui identificar o saco gestacional e o feto, tão pequeno e tão lindo. Foi só a médica mexer o aparelho de ultrassom para que eu percebesse o outro saco gestacional e outro feto (?). Mas eu achei que era impressão minha. 

- Você tá calma mãe?
- Por que? São dois?
- Sim, são gêmeos.




Por uma fração de segundos, meu coração parou. As lágrimas foram automáticas. Um riso nervoso me acompanhou o dia todo. Eu não acreditava que não tinha um, mas dois bebês na barriga.

(Bom, isso explica os enjoos surreais que tenho tido. eles vem com uma força avassaladora e tudo o que eu quero é ficar deitada na cama. mas, como? eu tenho uma criança de 3 anos!!!. explica também a barriga saliente. tô gordinha, mas não é pra tanto. sério. não, não fiz tratamento para engravidar. só a boa e velha fórmula da prática até a perfeição. é dessa vez eu acho que a gente se superou... tem caso na família, mas é bem longe. minha bisavó teve gêmeos. e só. e a força da hereditariedade  - e porque não do destino? - nos faz pensar no enxoval para dois. e os nomes? não tínhamos nomes de meninas pré-definidos e agora precisamos pensar em diferentes combinações menina|menina, menina|menino, menino|menino. e o quarto? como a gente vai acomodar 3 crianças em um apartamento tão pequeno? o que vamos fazer com todos os brinquedos da Amelie? não vai caber tudo aqui. e o carro? será que cabem 3 cadeirinhas no carro? e a escola? já imaginou pagar escola para 2? para 3?? e a faculdade? plano de saúde? será que eu vou aguentar trabalhar até o final? será que eles serão prematuros?  será que eu vou engordar muito? MEUDEUSDOCÉU quando é que esse enjoo vai parar e eu vou voltar a ser uma pessoa normal???????)

Estamos felizes. Muito. Em dobro! Mas agora eu só quero que o enjoo passe. Já falei que eu tô enjoando MUITO???