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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Readaptação e evolução

Faz quase duas semanas que estou com a Amelie em casa e, nesse tempo, eu estou em um processo de readaptação intensa. Eu estava acostumada a ficar o dia todo fora, cuidando de coisas minhas e com a cabeça na pequena. 

Eu achava que o tempo que eu passava com ela durante a noite e finais de semana eram suficientes para realmente conhecê-la, mas que grande ilusão! Eu não sabia o horário dos seus cochilos habituais, o que realmente a agradava, enfim... Em pouco tempo nos tornamos levemente desconhecidas -por incrível que pareça.

Foram duas semanas cansativas mas estou completamente realizada. A Amelie engordou 800 gramas o último mês, tem ficado corada (o que nunca acontecia), está mais alegre e muito mais esperta. Nossa convivência realmente tem sido benéfica para ela (e para mim também!!!) e todos notam a diferença quando a vêem.

Ela ainda está bem abaixo do peso, mas cada grama conquistada é motivo de alegria, de festa e de esperança de que ela normalize de vez seu desenvolvimento.

A Amelie é uma criança alegre, acorda sorrindo e raramente estranha quando alguém se aproxima. Faz festa com barulho de trovões e fogos. Não pode ouvir uma melodia que bate palmas. Está quase andando, mas é preguiçosa  - sabe que engatinhando pode chegar mais rápido ao seu destino!


Estou pisando em nuvens, feliz da vida por estar acompanhando a pequena de perto.


Ah! E viva Santo Antônioooooo!



segunda-feira, 6 de junho de 2011

A festinha de um ano


E este sábado rolou a primeira festinha da Amelie. Eu estou podre de uma gripe que não passa nem por Deus me livre e minha vontade era ter ficado embaixo do cobertor (mas mãe, ainda mais de aniversariante, não tem esses luxos!! RS)

A idéia era fazer um jardim encantado. Fui até a 25 de março comprar as coisas para a mesa e para os enfeites. Fui pegando tudo o que remetesse ao tema e não pensei muito na mesa pronta. E, para minha surpresa, ficou lindo!!!!!(depois eu faço um post para explicar as coisinhas da decoração!)

Como eu já havia comentado em outro post, não pudemos chamar muita gente. Além da grana que está ainda mais curta, nós não temos um espaço muito grande. Então, optamos por chamar a família mais próxima, os amigos que têm filhos e os padrinhos. Mesmo assim, vieram umas 60 pessoas (num espaço que cabem, no máximo 40!) Ainda bem que estava frio, caso contrário todo mundo ia ter cozinhado no salão!!!

A Amelie ficou numa farra enorme. Ficou de colo em colo e na hora do parabéns, estava morta de cansaço. Ficou tão agitada que, quando subimos e nos preparamos para dormir, ela vomitou todo o leitinho que havia tomado. Mas depois dormiu que nem um anjinho – assim como eu e o papis, igualmente mortos de cansaço!!! 

Mas foi ótimo reunir amigos para comemorar o primeiro ano de vida da pequena! 

Os três mosqueteiros (e a Emília ao fundo, o neném da Amelie)

Avós

Padrinhos

Bizos (faltou a biza Cida ainda!)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Primeiro aniversário!


Há exatamente um ano, programei o despertador para às 4 horas da manhã. Fazia 9 graus em São Paulo e eu explodia de ansiedade! Meu parto estava previsto para às 8 horas da manhã, mas acabou atrasando um pouco pois o hospital estava cheio de gestantes prestes a se tornarem mães. 

Pouco lembro do frio, mesmo quando eu estava com aquele fino avental do hospital para aguardar a cirurgia. A opção pela cesárea foi algo que não pude decidir. Além da diabetes gestacional, descobrimos que minha placenta alcançou o grau máximo de envelhecimento com apenas 30 semanas de gestação. Isso significava que eu não poderia entrar em trabalho de parto, pois a placenta poderia morrer e deixar de oferecer oxigênio no momento mais importante da chegada da pequena: o parto. 

Não tive medo algum. Mesmo o médico, acostumado à minha tranqüilidade, estranhou minha calma momentos antes da cirurgia. Mas eu sempre achei que um bebê precisa saber da segurança da mãe para poder se sentir protegido nesse primeiro contato com o mundo.

E assim foi. Meu marido assistiu ao parto sentado ao meu lado, com olhos arregalados. Acabou sento confortado por mim! Às 8h55 a Amelie deu seu primeiro choro molhado. Seu pulmão ainda não estava pronto e ela precisou ir direto para a UTI.

Só chorei no dia seguinte, quando finalmente me dei conta de toda sua fragilidade. Quando vi que não poderia mais protegê-la como eu havia feito nos últimos 9 meses. Depois de sete dias, tivemos alta do hospital.

Fiquei cinco meses de licença e chorei horrores quando a hora de voltar se aproximou. Passei noites em claro, tive dores de barriga e medo de que ela esquecesse todo amor que eu sinto por ela.

Mas é claro que isso não aconteceu. A cada dia que passa nossa ligação se fortalece e à medida que nos conhecemos – eu a ela e ela a mim – percebemos que não conseguimos viver sem a outra.

Agora, exatamente um ano depois, deixei meu trabalho para me dedicar 100% à pequena, o que é realmente simbólico. A partir de hoje iniciamos um novo ciclo, um renascimento cheio de saúde e muita alegria.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mãe em tempo integral


E a Amelie não está muito bem. Como vocês têm acompanhado, minha pequena tem ficado doente com muita freqüência. E não é que eu exagero e digo que ela está mal quando na verdade só o nariz está pingando. Fato é que uma simples gripe se transforma em uma crise de bronquite e pronto. Minha bebê fica completamente derrubada. Não come, chora muito , enfim. Fica mal de verdade.

Além dessas crises de bronquite, estamos enfrentando um outro problema: o pouco peso. Com quase 1 ano completo, a Amelie pesa somente 7 quilos e, pasmem, ainda há bodies tamanho P que servem perfeitamente.
Eu já estava um tanto quanto apreensiva com essas coisas, mas o médico que a acompanhava me dizia que estava normal. Mas minha prima médica, que super me acompanhou na gravidez, fez uma avaliação da Amelie a meu pedido e constatou o que eu já via: A Amelie está pequena e magra demais.

Todas as essas coisas culminaram em mais um episódio de bronquite esta semana. Ela ficou ruim, tive que deixar de trabalhar e me apavorou a perspectiva dela contrair uma nova pneumonia. Sua nova médica – que é excepcional, diga-se de passagem – me alertou novamente para seu baixo peso e receitou uma alimentação toda especial (além do tratamento para a bronquite).

E, por conta disso tudo, resolvi parar de trabalhar. Pelo menos por um tempo, até que a Amelie engorde, se estabilize e possa conviver com outras crianças sem ficar sempre a um fio de ser hospitalizada. Digo que foi uma decisão muito difícil, pois sempre defendi que a mulher precisa trabalhar, seja para conquistar independência financeira, plenitude profissional ou simplesmente por poder ter um tempo só para ela. 

Mas agora minha pequena precisa dos meus cuidados. Ela PRECISA de mim e eu seria muito egoísta de ignorar esse pedido silencioso dela. A ideia não é parar para sempre, apenas por um tempo. 

Agora serei mãe em tempo integral. Sei que alguns vão me condenar e outros, apoiar. Fato que esta é uma decisão que, por enquanto, está muito bem definida na minha vida.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A primeira festinha

Eis que o primeiro aniversário da pequena se aproxima.  E, como a situação econômica do casal - aqui representado pela mãe que vos fala - não anda lá essas coisas, decidimos não dar uma super festa. Além do mais, andei pensando que uma festa de primeiro ano não é lá muito proveitosa para o bebê.

Nessa idade eles estranham todo mundo, se irritam com facilidade, têm horários de soneca mais ou menos estabelecidos e ainda não sabem a diferença de se ter ou não uma festa de arromba. O primeiro aniversário é, de verdade, um evento social. Os pais acabam se vendo na “obrigação”de chamar Deus, o mundo e região para comer bolo e falar mal da vida alheia (que é o que invariavelmente ocorre nesse tipo de reunião).

E quando o dinheiro é pouco e não dá pra chamar a galera? Claro que nossa vontade era de comemorar o nascimento da nossa pequena, mas infelizmente, por questões econômicas, não vai dar. E aí que está rolando uma pequena pressão social. TODO mundo que me vê pergunta como vão os preparativos da festinha, para não me esquecer de mandar o convite porque elas fazem questão de ir. 

Fato é que o salão do meu prédio só comporta 40 pessoas e nossa listinha básica de convidados tem, nada menos, do que 70 pessoas. Ai... Além do mais, não gosto de receber as pessoas e servir apenas minduim e refrigerante barato. Quando eu faço algo, quero fazer direito, com fartura. 

Mas como eu faço para chamar alguns e não outros sem ser indelicada? Odeio selecionar uns ou outros para comparecer a um evento. E por isso, estou numa vontade de cortar um bolo e só.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Coração em frangalhos



E a Amelie está com uma super diarreia e eu não sei se é porque os dentinhos estão surgindo ou então porque ela vive com a mão no chão -  mão na boca.

Já comentei aqui a minha preocupação com o peso dela e esse mal estar repentino na pequena contribui ainda mais para que eu fique de cabelos em pé com a possibilidade dela perder peso.


Estou numa corrida contra o tempo para fazer um plano de saúde decente para ela, até porque não posso mais gastar uma fortuna com consultas e idas ao PS particulares ou enfrentar de novo a maratona hiper desgastante do serviço público de saúde.


Hoje estou aos frangalhos. Minha pequena está dodói, precisando de mim e, infelizmente, não posso ficar com ela no colo o dia todo. Vida de mãe proletária não é fácil não.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Coisas de Amelie: 11 meses


Daqui um mês a minha pequena finalmente completa um ano de vida. A cada dia que passa fica mais e mais esperta. Os avanços desse mês foram significativos e ela já está deixando a carinha de bebê de lado para assumir uma feição mais infantil, de criança mesmo. Neste último mês ela:

- Aprendeu a dar tchau do mesmo jeito que chama as pessoas
- Descobriu o umbigo alheio e se diverte colocando o dedo dentro do meu e do pai.
- Morre de rir olhando a luz
- Imita minha risada
- Quando não quer alguma coisa, faz um movimento muito blasé. Coloca a mão na testa ou esfrega os olhos, fingindo um soninho
- Aprendeu a fazer bico
- Aprendeu a colocar a língua para fora, meio de lado
- Come banana como gente grande (na mordida mesmo)
- Ainda usa roupas e fraldas M (por incrível que pareça)
- Está com seu primeiro e, por enquanto, solitário dentinho
- Já senta e fica de pé com muito mais facilidade, mas ainda não tem firmeza suficiente para sair andando sozinha por aí
- Tem mostrado um gênio super forte. Reclama, faz cara de brava e bate as perninhas. Tenho  tido que repreendê-la com frequência por conta do comportamento completamente mau humorado!
- está COMPLETAMENTE apegada a mim. Fica com outras pessoas numa boa, mas basta eu aparecer que a birra começa. Só sossega quando vem para meu colo.
- Acompanha músicas com palminhas
- Adora assistir grupos vocais na televisão e normalmente imita algum som. Praticamente uma canarinha!
- Teve sua primeira doença séria e quase matou os pais e avós de preocupação!
- Adora comer uma bolachinha e se lambuza toda quando a mamãe aqui libera a guloseima

Amelie com Tio Tito