Essa semana recebi um recadinho pela agenda da Amelie: mamães, preparem-se! Terá festinha no próximo sábado!
Olhei aquele texto e meu coração já deu aquela palpitada. A Amelie nem fala e já participará de uma homenagem especial para mim!!! É muita emoção, minha gente!
Lembro sempre de uma homenagem que fiz para minha mãe, quando tinha uns nove anos. As professoras da escola prepararam um coral bem meia boca cantando uma das músicas mais bregas de todos os tempos: Andança.
Foram semanas para decorar a letra e ensaiar a melodia - porque afinação era um pedido muito além da capacidade. No dia, mesmo com aquele coral ruim, minha mãe morreu de chorar. Aliás, minha mãe costuma chorar com qualquer coisa: um bilhetinho, uma mensagem mais amorosa, enfim.
Por isso, sempre achei que ela fosse meio carentona etc. Mas vejo que esse tipo de demonstração afetiva por parte dos filhos mexe muito com a gente. De verdade! E eu não posso negar que estou ansiosa pelo meu primeio dia das mães.
Acho bom comprar minha caixinha de lencinhos!!!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Ansiedade de separação?
Ando trabalhando demais, mas estou feliz. Finalmente estou em um emprego empolgante e que me faz desenvolver minhas habilidades profissionais de uma maneira completamente nova. Mesmo assim, faço questão de estar o mais presente possível na vidinha da minha pequena. De manhã, a acordo e a preparo para o dia no berçário. Sou eu que a deixo na escola e até uns dias atrás ela nunca havia chorado no momento do tchau.
Não sei se ela tem sentido mais minha ausência durante o dia ou se é uma coisa normal da idade. Fato é que ela tem ficado muito mais grudada comigo do que era de costume. Até para ir no colo do pai é aquele chororô!
Eu, como uma mãe manteiga derretida de primeira qualidade, não consigo vê-la chorar pedindo meu colo e ignorar a solicitação. Mas não sei se esse meu comportamento estimula ainda mais essa coisa dela querer ficar somente comigo. Tenho receio de que, mais pra frente, seja um problema deixá-la na escola ou até mesmo umas horinhas com as avós para que eu e meu marido possamos curtir algum tempo juntos.
Por enquanto, estou agindo como se isso fosse passageiro e estou dando todo o suporte possível para ela. Pede colo? eu dou sempre!
Mas realmente gostaria de saber se alguém está passando por isso de alguma maneira e como está lidando com esta situação!
Não sei se ela tem sentido mais minha ausência durante o dia ou se é uma coisa normal da idade. Fato é que ela tem ficado muito mais grudada comigo do que era de costume. Até para ir no colo do pai é aquele chororô!
Eu, como uma mãe manteiga derretida de primeira qualidade, não consigo vê-la chorar pedindo meu colo e ignorar a solicitação. Mas não sei se esse meu comportamento estimula ainda mais essa coisa dela querer ficar somente comigo. Tenho receio de que, mais pra frente, seja um problema deixá-la na escola ou até mesmo umas horinhas com as avós para que eu e meu marido possamos curtir algum tempo juntos.
Por enquanto, estou agindo como se isso fosse passageiro e estou dando todo o suporte possível para ela. Pede colo? eu dou sempre!
Mas realmente gostaria de saber se alguém está passando por isso de alguma maneira e como está lidando com esta situação!
domingo, 24 de abril de 2011
Primeiro dentinho e uma preocupação
Sim, só agora os dentinhos da Amelie resolveram dar o ar da graça. Depois que ela melhorou da pneumonia, percebi que ela estava muito irritada e reclamona. Dei uma olhada em sua boca e BINGO! Lá estava a gengiva inchada e a pontinha do primeiro dente aparecendo.
Para aliviar um pouco o incomodo que ela estava sentindo, comprei aquela pomada "Nenedent". Mas digo que foi uma luta para que ela deixasse eu encostar na gengiva dela. Mas depois disso, ficou melhor e voltou a comer normalmente!
A Amelie está quase com 11 meses e eu já estava ficando preocupada com a falta de sua dentição. Na verdade, ela é muito petica mesmo. Agora, o que tem me preocupado é seu pouco peso. Ela ainda não atingiu os 7 quilos!! É toda pequena e ainda tem bodies tamanho P que ainda servem!!!
Ela come bem e eu tenho feito coisas bem gordinhas para que ela ganhe formas mais arredondadas. Aliás, aquela receita de papinha doce que postei há alguns dias é excelente! Fica incrível!!!!
A pediatra recomendou também feijão cozido com ossobuco. Alguém aí sabe de mais alguma coisa para dar aquele up na alimentação da pequena??
Para aliviar um pouco o incomodo que ela estava sentindo, comprei aquela pomada "Nenedent". Mas digo que foi uma luta para que ela deixasse eu encostar na gengiva dela. Mas depois disso, ficou melhor e voltou a comer normalmente!
A Amelie está quase com 11 meses e eu já estava ficando preocupada com a falta de sua dentição. Na verdade, ela é muito petica mesmo. Agora, o que tem me preocupado é seu pouco peso. Ela ainda não atingiu os 7 quilos!! É toda pequena e ainda tem bodies tamanho P que ainda servem!!!
Ela come bem e eu tenho feito coisas bem gordinhas para que ela ganhe formas mais arredondadas. Aliás, aquela receita de papinha doce que postei há alguns dias é excelente! Fica incrível!!!!
A pediatra recomendou também feijão cozido com ossobuco. Alguém aí sabe de mais alguma coisa para dar aquele up na alimentação da pequena??
terça-feira, 12 de abril de 2011
Coisas de Amelie: 10 meses
Esse mês eu atrasei um pouco para colocar as evoluções mensais da minha pequena. O motivo foi muito ruim: Ela adoeceu. Pegou pneumonia e ficou internada 3 dias. Agora está tomando antibióticos fortíssimos e fazendo diversas inalações por dia. Ainda não está comendo bem ou mamando o que costumava. Amanhã preparo um texto sobre nossa saga.
Mas tenho que dizer que ela evoluiu em muitas coisas. Vamos lá:
- Ela já se apoia para levantar. Mas agora já está arriscando soltar dos lugares e testar o próprio equilíbrio.
- Canta "Oi Tralalalalala oi" balançando as mãozinhas
- Aprendeu a tirar os próprios brincos e os da mãe. Já perdeu 2 pares de brinquinhos de ouro.=/
- Está quase mandando beijinhos. Fica insegura pois não sabe ainda fazer o biquinho. Parece que para ela fazer o barulhinho não é mais suficiente.
- Aprendeu a dormir de bruços e não há santo que a faça mudar de posição.
- Seu cabeli está tão grande que não pode mais ficar solto. A frajinha tem ficado sempre presa
- aprendeu a chamar as pessoas como a gente chama cachorro. Graças à Vó Gloria (vulgo minha mãe).
- A pediatra liberou doces em compotas. Experimentou doce de abóbora e amou!
- Já não aceita muito bem comidas muito pastosas. Gosta de "mastigar"
- Não pode ver a gente comendo nada que fica com aquele olhar pidão
beijos a todas
quinta-feira, 31 de março de 2011
Papai medroso
A Amelie começou a engatinhar faz uma semana, mas já percorre grandes distâncias em pouquíssimo tempo. Por conta disso, tivemos de fazer algumas modificações em casa e, a partir de agora, temos de manter a porta do banheiro sempre fechada se não quisermos encontrar uma bebê com a boca cheia de papel higiênico.
Tenho deixado ela correr livre e solta, com supervisão, claro. Mas isso dá muito mais trabalho, pois tenho que varrer e passar pano no chão toda hora, uma vez que a pequena é craque em encontrar e comer os mais diversos tipos de poeira e sujeirinhas. Ela já levanta sozinha, apoiando nos móveis que encontra e, quando cansa, senta sozinha também (santa fralda que amortece a queda e protege seu bumbum).
Mas, o papai não gosta muito da ideia de deixá-la solta. Morre de medo que ela escorregue e caia. Quando eu chego do trabalho (ele fica mais ou menos 1 hora com ela antes de eu chegar) ele está quase maluco. “Não consegui nem ir fazer um xixi”, é uma frase bem recorrente. Ele simplesmente não consegue deixá-la um minutinho sozinha. Se não é a tomada, é a mesa, as cadeiras, a mesinha. Para meu marido, tudo é eminentemente perigoso e
Ele tem lá sua razão. Mas é com os tropeços que a gente aprende a ficar em pé. E quero que minha pequena tenha as melhores e mais gostosas lembranças dessa fase!
Tenho deixado ela correr livre e solta, com supervisão, claro. Mas isso dá muito mais trabalho, pois tenho que varrer e passar pano no chão toda hora, uma vez que a pequena é craque em encontrar e comer os mais diversos tipos de poeira e sujeirinhas. Ela já levanta sozinha, apoiando nos móveis que encontra e, quando cansa, senta sozinha também (santa fralda que amortece a queda e protege seu bumbum).
Mas, o papai não gosta muito da ideia de deixá-la solta. Morre de medo que ela escorregue e caia. Quando eu chego do trabalho (ele fica mais ou menos 1 hora com ela antes de eu chegar) ele está quase maluco. “Não consegui nem ir fazer um xixi”, é uma frase bem recorrente. Ele simplesmente não consegue deixá-la um minutinho sozinha. Se não é a tomada, é a mesa, as cadeiras, a mesinha. Para meu marido, tudo é eminentemente perigoso e
Ele tem lá sua razão. Mas é com os tropeços que a gente aprende a ficar em pé. E quero que minha pequena tenha as melhores e mais gostosas lembranças dessa fase!
terça-feira, 22 de março de 2011
Papinhas doces: Receitas e dicas de armazenamento
Acho que nunca falei isso por aqui, mas eu ADORO cozinhar. No começo, apanhei um pouco para fazer as papinhas salgadas da minha pequena, mas agora eu estou craque em combinar ingredientes e fazer coisas gostosinhas para ela.
Esses dias eu estava passeando em um dos meus sites de culinária preferidos, o Smitten Kitchen, e me deparei com umas receitas bárbaras de papinhas doces e dicas de armazenamento. Como sei que tem muita gente aí que não fala inglês ou não tem paciência para ficar traduzindo receitas, achei que seria ótimo colocar essas dicas por aqui!
Purê de manga e banana
Ingredientes3 mangas grandes, maduras e bem doces (prefira aquelas sem muito fiapo, como as do tipo Keitt, Haden ou Palmer)
3 bananas bem maduras (as do tipo maçã e ouro costumam ser bem docinhas)
1 copo de água
1 colher de chá de suco de limão
1) Descasque e pique as mangas em pedaços pequenos.
2) Corte as bananas em fatias.
3) Misture as duas frutas em uma panela média com a água e coloque em fogo alto até ferver.
4) Abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 15 minutos, até que as bananas se partam e as mangas possam ser facilmente esmagadas com um garfo.
5) Deixe esfriar um pouco e adicione o suco de limão.
6) Bata tudo no liquidificador, processador de alimentos ou aqueles mixers de mão.
7) Se você está fazendo este purê para bebezinhos ainda novinhos (que não tenham inserido alimentos mais sólidos na alimentação), passe a mistura por uma peneira para remover as fibras da manga e as sementinhas da banana.
8) Pronto! Seu bebê poderá saborear uma papinha doce deliciosa!
Dica de armazenamento

Em casa, como comprei muita papinha doce da Nestlé (eu ainda não tinha achado essa receita aí de cima), fiquei com uns 50 potinhos de vidro, que eu reutilizo para congelar papinhas salgadas que eu faço.
Uma das dicas que ela dá é para colocar no saquinho o sabor da papinha. Afinal, manga pode se parecer muuuuito com mandioquinha, né? rsAmanhã traduzo mais receitas, ok?
Porém, a autora do Smitten Kitchen tem uma sugestão que eu achei incrível! Despejar as papinhas em uma forma para gelos grande, cobri-la com papel filme até que o conteúdo congele. Depois, basta desenformá-lo e tranferir a papinha para aqueles saquinhos Ziploc, sabe? Isso é incrível para quem tem freezer pequeno, além de ajudar a descongelar pequenas porções por vez!
Esses dias eu estava passeando em um dos meus sites de culinária preferidos, o Smitten Kitchen, e me deparei com umas receitas bárbaras de papinhas doces e dicas de armazenamento. Como sei que tem muita gente aí que não fala inglês ou não tem paciência para ficar traduzindo receitas, achei que seria ótimo colocar essas dicas por aqui!
Purê de manga e banana
3 bananas bem maduras (as do tipo maçã e ouro costumam ser bem docinhas)
1 copo de água
1 colher de chá de suco de limão
1) Descasque e pique as mangas em pedaços pequenos.
2) Corte as bananas em fatias.
3) Misture as duas frutas em uma panela média com a água e coloque em fogo alto até ferver.
4) Abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 15 minutos, até que as bananas se partam e as mangas possam ser facilmente esmagadas com um garfo.
5) Deixe esfriar um pouco e adicione o suco de limão.
6) Bata tudo no liquidificador, processador de alimentos ou aqueles mixers de mão.
7) Se você está fazendo este purê para bebezinhos ainda novinhos (que não tenham inserido alimentos mais sólidos na alimentação), passe a mistura por uma peneira para remover as fibras da manga e as sementinhas da banana.
8) Pronto! Seu bebê poderá saborear uma papinha doce deliciosa!
Dica de armazenamento

Em casa, como comprei muita papinha doce da Nestlé (eu ainda não tinha achado essa receita aí de cima), fiquei com uns 50 potinhos de vidro, que eu reutilizo para congelar papinhas salgadas que eu faço.
Uma das dicas que ela dá é para colocar no saquinho o sabor da papinha. Afinal, manga pode se parecer muuuuito com mandioquinha, né? rsAmanhã traduzo mais receitas, ok?
Porém, a autora do Smitten Kitchen tem uma sugestão que eu achei incrível! Despejar as papinhas em uma forma para gelos grande, cobri-la com papel filme até que o conteúdo congele. Depois, basta desenformá-lo e tranferir a papinha para aqueles saquinhos Ziploc, sabe? Isso é incrível para quem tem freezer pequeno, além de ajudar a descongelar pequenas porções por vez!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Sobre conselhos de mãe e trabalho
Já faz um tempo que eu quero escrever sobre isso, mas faltava disposição para filosofar sobre o assunto. Mas esse dia chegou. Na verdade, fui estimulada por um post no blog Peripécias de Cecília e Fofices de Clarice, onde a Paloma escreveu sobre sua corajosa decisão em deixar de trabalhar. (Clique aqui para ler!))
Eu pensei em jogar tudo para o alto diversas vezes nesses quase 10 meses em que a Amelie está conosco. Passei noites em claro chorando, pensando que não conseguiria dar conta de ser mãe e seguir com minha carreira de jornalista. Não sei se conseguiria colocar em palavras o quão desgastante é essa tripla jornada. Sim, porque além do trabalho fora, ao chegar em casa é preciso assumir o papel de mãe e dona de casa/esposa. Não posso ficar cansada, doente, indisposta. Eu simplesmente TENHO que fazer. (Aliás, li algo hoje no jornal O Globo muito pertinente. A Martha Medeiros escreveu sobre a vontade de chutar o pau da barraca. Mas o que fazer quando a gente é o pau da barraca?)
Toda vez que eu entro em pleno desespero eu penso na minha mãe. Ela teve três filhos seguidinhos e abriu mão de sua carreira profissional para se dedicar, exclusivamente, à maternidade e aos cuidados da casa. Claro que ela fez um trabalho incrível e nós somos o fruto desse trabalho (que só quem é mãe sabe o quanto é exaustivo). Entretanto, os filhos crescem, as situações mudam e hoje eu vejo que ela abdicou da própria vida por nós. Não tinha final de semana, folga ou viagem que a tirasse desse trabalho. Raras vezes vi minha mãe comprar algo pra ela, ir ao cabelereiro, pensar nela ao invés da família. Minha mãe não tinha um traço de egoísmo sequer.
Depois que nós crescemos, ela decidiu fazer algo por ela foi terminar a faculdade. Entrou em uma das universidades públicas mais conceituadas do país (estudando sozinha, em casa). Foi criticada por ter deixado as tarefas domésticas um pouco de lado para fazer, pela primeira vez em anos, algo para si. Essa demora em fazer algo por ela, no entanto, está custando caro. Depois de formada, não consegue emprego porque é uma pessoa mais velha e tem pouca ou nenhuma experiência de trabalho. E agora, ela precisa do trabalho para se sustentar. Como fica?
Por isso, eu me inclino a ouvir os conselhos da minha velha e amada mãe: nunca dependa dos outros para fazer suas coisas. Tenha sempre independência para, se preciso, sustentar sua filha sozinha.
O Dan (meu velho e amado marido) é uma pessoa espetacular. A gente se ama profundamente e ele me faz acreditar que essa história de almas gêmeas pode ser completamente plausível. Mas quem me garante o dia de amanhã? E, se por acaso, ele resolver ter um ano sabático e largar tudo nessa vida? Como é que eu fico? Como é que a Amelie fica?
Por isso eu acho que, por mais que eu sofra, eu não conseguiria largar meu emprego. E não que eu queira ser o pau da barraca sozinha e ficar me lamentando que só eu faço as coisas (embora de vez eu quando eu realmente faça isso). Eu acho que as responsabilidades devem ser partilhadas, sempre! Sejam elas financeiras ou relacionadas à criação do filho. Se as duas pessoas se comprometem a viver uma história juntos, que compartilhem o peso da barraca!
Eu pensei em jogar tudo para o alto diversas vezes nesses quase 10 meses em que a Amelie está conosco. Passei noites em claro chorando, pensando que não conseguiria dar conta de ser mãe e seguir com minha carreira de jornalista. Não sei se conseguiria colocar em palavras o quão desgastante é essa tripla jornada. Sim, porque além do trabalho fora, ao chegar em casa é preciso assumir o papel de mãe e dona de casa/esposa. Não posso ficar cansada, doente, indisposta. Eu simplesmente TENHO que fazer. (Aliás, li algo hoje no jornal O Globo muito pertinente. A Martha Medeiros escreveu sobre a vontade de chutar o pau da barraca. Mas o que fazer quando a gente é o pau da barraca?)
Toda vez que eu entro em pleno desespero eu penso na minha mãe. Ela teve três filhos seguidinhos e abriu mão de sua carreira profissional para se dedicar, exclusivamente, à maternidade e aos cuidados da casa. Claro que ela fez um trabalho incrível e nós somos o fruto desse trabalho (que só quem é mãe sabe o quanto é exaustivo). Entretanto, os filhos crescem, as situações mudam e hoje eu vejo que ela abdicou da própria vida por nós. Não tinha final de semana, folga ou viagem que a tirasse desse trabalho. Raras vezes vi minha mãe comprar algo pra ela, ir ao cabelereiro, pensar nela ao invés da família. Minha mãe não tinha um traço de egoísmo sequer.
Depois que nós crescemos, ela decidiu fazer algo por ela foi terminar a faculdade. Entrou em uma das universidades públicas mais conceituadas do país (estudando sozinha, em casa). Foi criticada por ter deixado as tarefas domésticas um pouco de lado para fazer, pela primeira vez em anos, algo para si. Essa demora em fazer algo por ela, no entanto, está custando caro. Depois de formada, não consegue emprego porque é uma pessoa mais velha e tem pouca ou nenhuma experiência de trabalho. E agora, ela precisa do trabalho para se sustentar. Como fica?
Por isso, eu me inclino a ouvir os conselhos da minha velha e amada mãe: nunca dependa dos outros para fazer suas coisas. Tenha sempre independência para, se preciso, sustentar sua filha sozinha.
O Dan (meu velho e amado marido) é uma pessoa espetacular. A gente se ama profundamente e ele me faz acreditar que essa história de almas gêmeas pode ser completamente plausível. Mas quem me garante o dia de amanhã? E, se por acaso, ele resolver ter um ano sabático e largar tudo nessa vida? Como é que eu fico? Como é que a Amelie fica?
Por isso eu acho que, por mais que eu sofra, eu não conseguiria largar meu emprego. E não que eu queira ser o pau da barraca sozinha e ficar me lamentando que só eu faço as coisas (embora de vez eu quando eu realmente faça isso). Eu acho que as responsabilidades devem ser partilhadas, sempre! Sejam elas financeiras ou relacionadas à criação do filho. Se as duas pessoas se comprometem a viver uma história juntos, que compartilhem o peso da barraca!
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