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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Coisas de Amelie

Minha pequena fez 3 meses ontem e, mesmo nesse pouquinho tempo, já sei um bocado de coisas sobre ela.

- É muito bem humorada. Acorda sorrindo!
- Desde que nasceu, adora um banho. É o momento mais relaxante do dia pra ela.
- Chupa chupeta, mas gosta mesmo é de comer os dedinhos.
- Não chora pra tomar vacina. (é uma lady)
- Não chorou pra furar a orelha.
- Não reclama quando coloco rinossoro em seu nariz.
- Gosta de conversar e quer que a gente olhe para ela enquanto fazemos isso. Seu vocabulário é composto por hã, hum e eh.
- Grita quando quer atenção
- Cospe a chupeta quando quer atenção
- Gosta de dormir de barriga pra cima
- Assim como eu, faz cafuné na própria cabeça quando está com sono e quer dormir
- Soluça quando a fralda está cheia de xixi
- Já faz pum alto, incriminando falsamente a mãe ou o pai
- Gosta de ouvir samba, desde quando estava na barriga
- Já dorme das 21 às 4h. Tira cochilos das 11h às 13h e das 15h às 17h.
- Não para de mexer as mãos ou os pés
- Mama de três em três horas.
- Gosta mais do colo do lado esquerdo.
- Está começando a descobrir os pezinhos
- Ainda não consegue pegar as coisas voluntariamente.
- Ela é sociável. Não chora, não faz manha quando estamos com visita. Só faz isso quando está sozinha com o pai e com a mãe.
- Não estranha gente de óculos nem homens de barba.
- Gosta de ficar em pé no colo

A cada dia ela aprende alguma coisa e dá uma amostra de sua personalidade. É simplesmente delicioso!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Grande dilema

Eu gostaria de aparecer por aqui com mais frequência, mas, em vez de ficar no computador, quando eu tenho tempo, prefiro encher minha pequena de beijos e carinhos. O tempo está passando rápido demais.

Estou vivendo o maior dilema da mãe moderna: Onde eu vou deixar minha pequena quando voltar a trabalhar?
As avós já se ofereceram para ficar com ela, cada uma em um período diferente. Mas essa opção não facilitaria muito a minha vida. Com certeza ficaria mais cansada, além de dar trabalho para minha sogra ou para minha mãe. Então, pensei em visitar diversos berçários o quanto antes para que a decisão seja bem pensada.

Hoje visitei um berçário aqui do lado de casa. Tudo muito bonitinho e organizado. Cada criança no seu bercinho ou em uma cadeira muito bacana de balançar. Os ambientes bem coloridos e as “tias” fazendo de tudo para distrair aquele monte de bebês. Nenhum deles estava chorando, mesmo os menorzinhos.

Embora eu esteja morrendo de vontade de voltar a trabalhar, eu não quero deixar minha pequena com qualquer pessoa. E, enquanto eu andava pelos corredores amplos do colégio, eu pensava em muitas coisas. E se ela se esquecer de mim? E se as “tias” não forem bacanas? E se ela ganhar um(a) amiguinho(a) especialmente malvado(a), que a maltrate (como aconteceu comigo...)?
E se ela ficar horas com um cocô na fralda? Será que ela vai sentir falta dos meus beijinhos??

A volta ao trabalho é desejada e financeiramente necessária (embora eu tenha percebido que GRANDE parte do meu salário será destinado ao berçário), mas eu já estou sofrendo com a possibilidade de perder avanços significativos no desenvolvimento da minha pequena.

Depois que a secretária apresentou os valores e condições para matrícula ela pediu para que, caso eu decida por esse colégio, devo realizar a matrícula, no mínimo, 15 dias antes de voltar à labuta. Claro, para que ela possa se adaptar, eu disse.
Não mãe.. De verdade, ela quase não vai sentir. A gente pede isso para que você consiga se adaptar e não chorar copiosamente durante a primeira semana de trabalho.

É... O jeito é curtir cada minuto que me resta com ela. =)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Impotência

Eu gosto de futebol. Quando posso, vou assistir aos jogos no estádio e como os dedos quando meu time (São Paulo) enfrenta um jogo decisivo. Eu era mais escandalosa na torcida, mas aprendi a me conter para que as pessoas não deixassem de assistir às partidas comigo.
No entanto, sempre fui a favor de comemorações acaloradas, com gritos e fogos de artifício. Pelo menos até a última quarta-feira.

O Santos jogava contra o Vitória da Bahia pela Copa do Brasil. Mesmo perdendo de 2x1, o time paulista faturou o título e os rojões não demoraram a tomar os céus que rodeiam o condomínio onde moro. Coloquei a Amelie para dormir e me deitei. Quando estava quase pegando no sono, um santista meio atrasadinho (já era mais de meia noite quando isso aconteceu) resolveu soltar um super rojão.

Nem preciso dizer que a Amelie assustou. Ela acordou chorando (lê-se berrando MUITO). Ficou vermelha, engasgou e eu comecei a ficar desesperada. Nunca tinha visto ela chorar daquela maneira! O Danilo também ficou aflito e o tempinho que ela chorou nos pareceu eterno. Fez nosso coração ficar pequeno e sentimos o peso da impotência.

Não dormi o resto da noite, com medo de que a minha pequena pudesse ter outra coisa que não o medo pelo barulho de uma comemoração. A noite insone me fez pensar em muitas coisas. Como será que meu coração vai ficar quando ela cair, ralar o joelho e chorar de pela dor do machucado?

Como eu vou ficar ao vê-la chorar por um amor não correspondido?

Cada dia que passa eu percebo com mais clareza o tamanho do desafio e da responsabilidade que a Amelie representa em minha vida. Mas agora, eu só quero que ela fale logo. Pelo menos ela poderá me dizer o que a aflige (quando houver aflição) para que eu tente acalmar sua alma e apaziguar seu sofrimento momentâneo.E ainda corro o risco de não conseguir. Então, é bem provável que o peso da impotência me faça uma visita de vez em quando...

domingo, 25 de julho de 2010

Santa Funchicórea!

Sabe aquela marquinha de vacina que temos no braço direito? Graças a Deus, ela é a única lembrança que temos da BGC. Digo isso porque a reação a essa vacina é de cortar o coração de qualquer um.

Quando não é administrada no hospital, cabe à mãe levar o recém-nascido ao posto de saúde e segurá-lo enquanto a enfermeira aplica a dose, que protegerá o bebê contra a tuberculose. Eu, na minha santa ignorância, pensava que a marca era feita logo na aplicação e quase (muito quase mesmo) chorei antes de entrar com a Amelie na sala do posto. Mas a injeção é bem tranquila e a Amelie sequer chorou! A enfermeira me alertou que confirmação de que a vacina fez o efeito esperado deveria vir entre o primeiro e terceiro mês de vida da criança.

Bastou um mês e uma ferida apareceu no bracinho dela. Logo, se transformou em uma bereba (sim, bereba) purulenta e a Amelie ficou enjoadinha. Mas não parou por aí. Na mesma semana, as tão temidas cólicas resolveram aparecer.

O choro dela era tão doído que eu tinha vontade de chorar junto. A única coisa que a acalmava era ficar deitada de bruços em meu peito. Certa noite, dormi (ou melhor, tirei brevíssimos cochilos) sentada para que ela tivesse maior conforto nessa posição.

Até que uma amiga minha, a Gabi (mãe do Rafael, um bebezão de 5 meses e quase 9(!!!) quilos), me indicou a Funchicórea. Eu não sou muito fã de remédios, mas eu já estava começando a ficar desesperada. Então resolvi tentar.

A funchicórea é um remédio natural e é vendido em qualquer farmácia de bairro. É um pozinho cor de rosa que pode ser diluído em água ou colocado na ponta da chupeta. Como a Amelie resolveu que não quer chupeta, misturei o remedinho na água e o milagre aconteceu! As cólicas pararam.

Esses dias joguei “funchicórea” no google e li alguns artigos que eram contra esse pozinho. Mas o pediatra da Amelie (que também foi meu pediatra) reforçou a recomendação e eu só dou ½ dose do remedinho diluídos em 20ml de água por dia. Santa Funchicórea, que deu alívio para minha pequena e trouxe paz para o meu coração!

Ah! Assim que a feridinha da BCG estourou (sim, como uma big espinha), a Amelie melhorou. :)

sábado, 24 de julho de 2010

Eu confesso!!!!

Durante a gravidez eu cheguei a ser até um pouco arrogante. Achava um exagero a história do esgotamento extremo durante o pós-parto. Afinal, acordar algumas vezes durante a madrugada não devia ser assim tão difícil. Realmente não é, mas eu esqueci de outras (muitas) coisas que tomam um tempo danado e não são assim tão fáceis de serem contornadas.

Então, eu confesso: subestimei os avisos e os conselhos como uma adolescente mal-criada. Mas juro que não foi por mal. Foi apenas a ignorância que decidiu tomar o lugar da razão.

No meu caso, o trabalho foi ainda maior, pois, além de uma filha recém-nascida eu tinha, pela primeira vez, que assumir as (enormes) responsabilidades de uma casa. E eu não tinha pensado realmente como essa nova rotina seria exaustiva.

Durante os primeiros 15 dias da Amelie, fiquei na minha mãe e, portanto, não senti tanto os impactos da maternidade. Mas logo vim para o meu apartamento e o cansaço foi aumentando como o fogo que se alastra em uma mata seca.

Lavar, passar, cozinhar, varrer, passar pano, tirar pó, dar banho, dar colo, dar de mamar, fazer supermercado, ir a feira, cuidar da organização das coisas da mudança tomam o dia todo. E a noite é picada. Embora a Amelie mame de 3 em 3 horas, todo o processo (rocar as fraldas, dar o peito e niná-la para que ela tenha o melhor soninho do planeta) leva em torno de 1 hora. Até que eu pegue no sono novamente, mais meia hora. Então, eu tiro cochilos de 1h30.

Como resultado, eu ejá perdi 10 quilos (sendo que eu engordei apenas 1 quilo durante da gravidez), minhas olheiras acompanham meus seios (sim, eles ficaram caídos), e uma tarde de sol não me faria mal. Por dois dias eu chorei copiosamente, querendo dormir 8 horas seguidas. Meu humor não anda dos melhores. Mas nem adianta me perguntar se eu me arrependo.

Faria tudo de novo. Igualzinho.
O sorriso do minha pequena compensa todo sacrifício.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A notícia!

Fazia mais de 5 horas da chegada da Amelie e nada dela vir para o quarto. Meus pais, avó, irmão foram festejar a chegada do mais novo membro da família enquanto eu estava presa à cama de hospital.

A sensação do pós-operatório é horrível. Na verdade, não sentir as pernas é algo realmente assustador.

Umas 16h, uma batida na porta. Era a pediatra.

Isis, a Amelie está com uma dificuldade de adaptação respiratória e nós optamos por transferí-la à UTI. Infelizmente, ela não virá para o quarto.Mas assim que puder levantar, poderá visitá-la.

Acho que demorou um pouco para que eu assimilasse essa informação. Eu só poderia sair da cama às 22h. Eu fiquei comendo o relógio do quarto com os olhos na esperança de que as horas passassem mais rápido. Além disso, a todo momento, tentava mexer as minhas pernas para estimular os músculos e descartar de vez os efeitos da anestesia.

Levantei às 22h. Tomei um banho de 10 minutos, no máximo. Me vesti, coloquei um sapatinho e fui até a UTI com o Dan. Nesse momento a dor da cirurgia não importava. Eu queria mesmo ver minha pequena pela segunda vez!

Ao entrar na UTI, lá estava ela, minha princesa, cheia de tubos e agulhinhas pelo corpo. Estava em um respirador, com uma sonda de alimentação e um acesso de medicamentos naquela mãozinha tão pequenina. E a única coisa que eu podia fazer era pegar na mãozinha dela. Não podia pegá-la no colo, não podia amamentá-la, não podia vestí-la com todas as roupinhas que eu havia trazido. Enfim, não podia fazer nada do que eu havia planejado e esperado tanto!

Voltei para o quarto meio zonza com aquele tanto de informação. Fui dormir rezando para que minha pequena fosse forte e começasse a respirar direito. Eu, que tanto falei do parto na água tive uma filha que não queria o ar. Nasceu querendo ser Ariel.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ela nasceu!!!

Manhã de terça-feira. 12°C. Chuviscando. E eu tinha que estar no hospital às 6h30 da manhã.

Nem eu ou o Dan reclamamos do despertar antecipado, afinal, não tínhamos dormido quase nada. Embora eu estivesse VERDE de fome, tinha que manter jejum até a hora do parto (minha última refeição tinha sido às 20h30). Ansiosa, com fome e um pouquinho de medo, devo confessar.

Resolvemos fazer alguns vídeos relatando a ida ao hospital. A ideia é fazer uma edição bacanuda e guardar para que ela veja quando estiver mais velha. =D

Ao chegar ao hospital, tive que esperar quase 1 hora para que começasse a preparação. Não sei se cheguei a comentar, mas meu plano de saúde cobre somente enfermaria. Portanto, ficaria sozinha no quarto do hospital (sozinha não, com a minha bebê).

Eu até pensei em pagar a diferença para ficar no conforto de um quarto. Mas quando soube que teria que desembolsar R$ 4 mil para isso, mandei o conforto para as cucuias. Mas a sorte estava realmente ao nosso lado! No momento da internação, a enfermaria estava lotada. Ganhei um quarto! Nem acreditei.

Deitei em uma maca e a enfermeira veio colocar o acesso de medicamentos em uma veia da minha mão. Não sou fresca para essas coisas, mas essa picada doeu MUITO! Acho que eles fazem isso pra compensar a falta de dor em um parto cesária. Só pode.

Passado esse primeiro momento, nos mandaram para o quarto aguardar. Nem preciso dizer que nós estávamos uma pilha. Eu, com medo da anestesia. O Dan, super apreesivo e ainda inseguro com a ideia de assistir ao parto.

Assim que a enfermeira entrou no quarto, meu coração disparou. Vamos? Vamos. Naquele frio, eu estava com aquela camisolinha azul que deixa a bunda de fora e a caminhada pelos corredores pareceu eterna.

O Dan resolveu assitir ao parto, mas só poderia acompanhar a cirurgia de um ponto para frente. Ou seja, entrei na sala sozinha.

Deitei na mesa de cirurgia e as enfermeiras foram colocando eletrodos, acessórios e paramentando a sala. Eu continuava uma pilha, mas procurava ter pensamentos tranquilizadores e não surtar. Meu médico ficou comigo na sala, explicando todos os procedimentos e tentanto me distrair.

Assim que o anestesista chegou, me explicou como eu teria que me comportar e eu estava esperando uma dor alucinante! Mas, por incrivel que pareça, não senti absolutamente nada. Quando percebi, minhas pernas já estavam dormentes e a cirurgia tinha começado.

O Dan entrou na sala com os olhos arregalados e com a coluna dura feito um poste. Sentou em uma cadeira ao meu lado e segurando minha mão. Enquanto eu sentia umas sacudidas na barriga, fui conversando com ele, para distraí-lo e deixá-lo mais calmo.

Em 10 minutos o médico perguntou. Pai, quer ver nascer??

Ele levantou e a Amelie chegou ao mundo exatamente às 8h55! Nem preciso dizer que meus olhos se encheram de lágrimas e eu chorei copiosamente durante um tempo. Ela é tão cabeluda, Zi!, repetia o Dan, também emocionado.

A médica veio me mostrar a pequena e me explicou que ela estava muito cansada com o parto e que seria colocada em uma encubadora. Em 3 horas ela estaria em minhas mãos. Mal podia esperar!